Mostrando postagens com marcador Nutrição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nutrição. Mostrar todas as postagens

13 de jun. de 2014

Cálcio de plantas é melhor

A Harvard School of Public Health recentemente publicou um artigo recomendando o consumo de cálcio de fontes vegetais. Cálcio é essencial para os ossos e muita gente pensa que leite de vaca é a melhor fonte. Mas agora que sabe que esse não é o caso.

O fato é que um consumo excessivo de cálcio de leite animal pode aumentar o risco de câncer de próstata e talvez de câncer de ovário. Além disso, laticínios contem muita gordura saturada e vitamina A que em níveis altos paradoxalmente podem enfraquecer os ossos.

Fontes boas de cálcio inclui a couve, leite de soja fortificado, aveia, feijão e suplementos que contém cálcio e vitamina D – combinar os dois é melhor.

Então a próxima vez que alguém te disser para tomar leite por causa de cálcio, você já sabe o que dizer e pode citar a Harvard como fonte de sua informação.

13 de mar. de 2014

Nutricionista da Friboi pede desculpa, mas o estrago foi feito

Entre outubro e novembro de 2013, a Friboi veiculou comercial televisivo em que uma nutricionista afirma que "carne é essencial". A Sociedade Vegetariana Brasileira então acionou o Conar (Conselho de Autorregulação Publicitária), alegando que o comercial seria "enganoso". A SVB acionou ainda o Conselho Regional de Nutrição.Segundo a Sociedade Vegetariana, "inúmeras publicações acadêmicas e e pareceres de instituições como a American Dietetic Association, carne não é ´essencial ´. O que é essencial é proteína, mas esta pode ser obtida (em quantidade adequada) de diversas fontes de origem vegetal". (Ler mais)

27 de dez. de 2011

Veganismo no MGTV

Um dos telejornais mais importantes de Minas Gerais, o MGTV, convidou um nutrólogo para falar sobre veganismo. (Veganismo no MGTV)

12 de out. de 2011

Dias das crianças

Como hoje é dia das crianças – e meu aniversário também – vou deixar aqui uma postagem simples e direta porque vou sair para brincar! Inclui dois vídeos onde o nutricionista vegano George Guimarães fala sobre o vegetarianismo para crianças. FELIZ DIA DAS CRIANÇAS, eu vejo muito em comum entre o respeito com os animais e pelas crianças, pelo menos aqueles animais que foram domesticados por humanos e precisam de tutelagem.



  Share on Tumblr

10 de out. de 2011

Nutricionista diz que “carne não deve ser abolida”

Ontem em A Gazeta, o jornal de maior circulação do Espírito Santo, uma nutricionista chamada Letícia Matrak foi citada dando sua opinião sobre carne em uma matéria sobre 'flexitarianismo'. Ela disse: “Os produtos de origem animal são importantes, porque fornecem proteínas, vitaminas do complexo B e aminoácidos essenciais, que são fundamentais para a imunidade”. 

Obviamente, Letícia deu uma opinião que ela travestiu de fato científico. A opinião da nutricionista reflete a ideologia que vende a carne como um produto essencial e que se tornou ubíqua durante o século XX. A America Dietetic Association, a maior autoridade do mundo sobre nutrição, tem em seu website uma secção específica sobre a nutrição vegana, que exclui qualquer produto de origem animal, e sua opinião é de que ela é adequada para qualquer pessoa em quase fase de sua vida. 

Não esqueçamos também que a carne é a maior causa do desmatamento no Brasil, portanto não comer carne é o gesto verde mais significante de nossas vidas. 

Mas o principal benefício de não comer carne, esse produto desnecessário cujo consumo excessivo está por trás de epidemias modernas como a obesidade e diabete, é que os animais são poupados de uma vida de escravidão que termina em assassinato em um matadouro. É por eles que devemos escolher uma dieta vegana. 

Escrevam para a jornalista Lorena Fafá alertando que Letícia Matrak emitiu uma opinião e não um fato científico. O seu email é: lcarvalho@redegazeta.com.br


Share on Tumblr

28 de jul. de 2011

Duas pesquisas sobre os benefícios para a saúde do vegetarianismo

Hoje me deparei com duas matérias sobre o vegetarianismo e saúde. E ambas com boas novas. A primeira diz respeito a problemas de intestino. Vegetarianos tem três vezes menos chance de ter um problema chamado diverticulite do que carnistas. 

A pesquisa foi feita em Oxford e analisou 47,033 pessoas, incluindo 15,454 vegetarianos. Depois de ajustar fatores como cigarro, álcool e peso, foi concluído que os vegetarianos correm um risco menor de ter a doença comparado com os carnistas. Isso por causa da maior ingestão de fibra (cerca de 25 gramas por dia) do que aqueles que sofrem do problema (menos de 14 gramas). 


Nutrição 

Uma outra pesquisa desbanca o mito de que dietas vegetarianas são deficientes em certos nutrientes como vitamina B12, proteína e minerais. 

Os pesquisadores olharam os dados de uma pesquisa com participantes de 19 anos ou mais e concluíram que o consumo médio por vegetarianos de fibra, vitaminas A, C e E, tiamina, riboflavina, folato, cálcio, magnésio e ferro eram mais alto do que o de não-vegetarianos. 

O estudo foi conduzido pela Eastern Michigan University e publicado em The Journal of the American Dietetic Association. Isso mostra mais uma vez que uma dieta equilibrada a base de plantas, além de mais compassiva, é também ótima para a saúde.

4 de abr. de 2011

Crianças veganas desnutridas e a responsabilidade dos pais

Recomendo este artigo para quem soube da estória dos pais ‘veganos’ cuja filha morreu de inanição. Obviamente o problema foi a irresponsabilidade e ignorância dos pais e não a dieta em si, mas a imprensa aproveitou para distorcer os fatos e continuar com sua propaganda carnista. (Crianças veganas desnutridas e a responsabilidade dos pais)

10 de ago. de 2009

USA Today traz matéria sobre veganismo

A edição online do jornal diário USA Today traz hoje um artigo sobre cálcio na dieta vegana. O artigo foi publicado em resposta à uma pesquisa feita na Austrália que diz que veganos tem uma densidade óssea menor do que onívoros. O artigo diz que apesar da grande atenção dada à notícia, poucos artigos enfatizaram o fato de que os cientistas australianos não encontraram evidência que menor densidade óssea se traduz em mais fraturas.

“Trata-se de mais um exemplo frustante do preconceito contra os benefícios nutricionais de uma dieta vegana”, diz a nutricionista vegana Virgina Messina, que dá consultoria à American Dietetic Society, que recentemente atualizou seu parecer favorável sobre a dieta vegana para todos os estágios da vida.

“Com uma quantidade suficiente de vegetais com folhas verdes, grãos, castanhas e comidas fortificadas como tofu e suco de laranja, os veganos podem obter as quantias recomendadas diárias - 1.300 miligramas diárias para adolescentes, 1000 miligramas para adultos com menos de 50 anos e 1200 miligramas para adultos mais velhos".

Fonte: USA Today



Compartilhe essa postagem

15 de jul. de 2009

Associação Dietética Americana atualiza sua postura sobre vegetarianismo

A Associação Dietética Americana (ADA) no começo desse mês atualizou sua posição em relação à dietas a base de plantas e confirmou que dietas vegetarianas bem planejadas, incluindo veganas, são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem ser úteis na prevenção e tratamento de certas doenças. A organização enfatizou também que a dieta vegetariana é apropriada durante todos os estágios da vida, incluindo gravidez, lactação, primeira infância, infância, adolescência e para atletas.

O documento incorpora novos tópicos e informação adicional sobre nutrients chaves para vegetarianos, dietas vegetarianas no ciclo de vida e o uso de dietas vegetarianas na prevenção e tratamento de doenças crônicas. “Existem muitas razões para o crescente interesse em dietas vegetarianas. Estima-se que número de vegetarianos nos Estados Unidos vá crescer na próxima década", disse a Ada.

Mais informações: ADA.

15 de mai. de 2009

Matéria distorce fatos sobre saúde e hábitos de jovens vegetarianos

Fonte: Anda

Em matéria (Vegetarianismo pode esconder distúrbios alimentares em adolescentes) publicada em 11 de maio de 2009 pelo caderno Folhateen do jornal eletrônico Folha Online, o Sr. Chico Felitti busca, com muita falta de habilidade, desinformar o público e distorcer os fatos sobre a saúde e hábitos de jovens vegetarianos. A matéria publicada na Folha Online pode ser lida aqui.

Para ilustrar a manipulação de informação à qual o leitor é induzido, a matéria informa que a porcentagem de vegetarianos que usam a dieta para controlar o peso ou para mantê-lo é de 20%. Qual seria a porcentagem de jovens onívoros que usam a dieta para perder peso? Se a ideia era fazer um alerta com relação ao comportamento dos vegetarianos, o jornalista falhou em colocar o problema em perspectiva ao deixar de comparar o comportamento dos jovens vegetarianos com o comportamento da norma.

Mais adiante, na mesma linha, o texto sugere que “parte” desses jovens que usam a dieta vegetariana para perder peso sofreria de anorexia e bulimia, mas o autor falha em citar qual seria a porcentagem de anoréxicos e bulímicos dentro dessa porcentagem de 20%: “Dentre os vegetarianos, dois de cada dez admitiram usar a dieta verde para perder peso ou para mantê-lo. No controle da balança, usam táticas como comer pouco e vomitar”. Certamente ele quis dizer que alguns desses 20% usam tais táticas, e não todos eles, o que poderia ser qualquer número entre 1 ou 108 indivíduos (o estudo avaliou 2.516 jovens, sendo 108 vegetarianos). Mas da maneira como foi escrito, ao ler a frase acima, o leitor desatento poderá facilmente ser levado a crer que os 20% citados são todos anoréxicos e bulímicos. Ademais, a porcentagem de jovens vegetarianos que sofrem desses distúrbios é maior do que a porcentagem de jovens onívoros? Se não é, qual foi o propósito em causar alarde?

O jornalista fecha com chave de ouro o penúltimo parágrafo, onde ele declara: “Há exceções: filho de vegetarianos, Juliano Vilela, 16, nunca tomou pílulas. Tampouco comeu carne. ‘Não sei qual é o gosto e nem quero saber’.” Exceções?! Se estávamos falando de 20% de jovens que usam a dieta para controlar o peso (o que não caracteriza distúrbio), sendo que apenas uma fração (não informada) destes sofreria de distúrbios como anorexia e bulimia, quando foi que todo o restante (mais de 80% do total) passou a ser exceção? Pelos meus cálculos (e usando os números do próprio autor), qualquer número superior a 80% é maior do que qualquer número inferior a 20%, o que significa que a exceção (citada por ele como saudável) é a regra, e a regra (citada por ele como ortoréxica) é a exceção. Em nome da sanidade da informação, espero sinceramente que a falta de perspicácia do autor e a gafe da editoria da Folha Online ao deixar um texto com tamanho potencial de desinformação ser publicado sejam a exceção e não a regra.

Operações matemáticas primárias e expectativas à parte, o texto contém “erros” grotescos de informação de cabo a rabo. A abertura do texto sugere que o fato de 20% dos jovens que se dizem vegetarianos sofrerem de distúrbios alimentares seria um bom contra-argumento para a alegação de que quem não come carne é mais saudável. Será que o autor realmente pretendeu, usando esse único argumento, derrubar toda a sólida argumentação em favor da adoção de uma dieta vegetariana? Proeza difícil essa. Mas espere aí, está escrito ali no início do texto que 20% dos jovens vegetarianos sofrem de distúrbios alimentares? Sim, está escrito exatamente assim logo no primeiro parágrafo. Mas, como já vimos, mais adiante no texto está escrito que 20% dos jovens usam a dieta para controlar o peso, o que não caracteriza distúrbio alimentar. O que é sugerido é que apenas uma parte (não declarada) desses 20% sofreria de distúrbios alimentares. Bom, estamos de volta às dificuldades com a ciência aritmética básica.

Já no ramo da ciência da saúde, uma vasta literatura científica aponta de maneira consistente para o fato de que vegetarianos (crianças, jovens e adultos) são mais saudáveis do que os seus parceiros onívoros, gozando de melhor saúde e longevidade. Aliás, a própria matéria em questão, em raros trechos dispersos entre a condução manipulada e maravilhas literárias como ‘proteger os bichinhos’ e ‘vegetas’, informa que:

* 4,3% dos jovens americanos são vegetarianos;
* 25% dos jovens americanos acha o vegetarianismo cool (bacana);
* a porcentagem de vegetarianos no Reino Unido cresceu de 1,8% nos anos 80 para 7% em 2005;
* nas palavras da autora do estudo: “vegetarianos têm menos chances de ter doenças cardíacas e diabetes”;
* nas palavras do autor do texto: “os ‘vegetas’ com dieta balanceada tendem a ingerir mais vitaminas e menos gordura do que quem come carne”;
* vegetarianos estão insatisfeitos com o atendimento prestado por nutricionistas.

Seja para os profissionais da área de saúde ou do jornalismo, a informação correta acompanhada de uma boa dose de aritmética básica é prescrição essencial.

George Guimarães

Nutricionista especializado em dietas vegetarianas
Colunista da ANDA
e-mail: nutriveg@terra.com.br




Compartilhe essa postagem

8 de abr. de 2009

Vitamina B12 e veganismo

Tanta controvérsia por causa de uma vitamina tão pequena. Uma colhér de chá de B12 poderia suprir as necessidades de 100 pessoas pelo resto de suas vidas. Mas os veganos inteligentes sabem que eles precisam suplementar suas dietas com B12. As únicas fontes confiáveis não-animais são alimentos fortificados ou suplementos.

Então como podemos defender uma dieta que não pode fornecer todos os nutrientes essenciais sem suplementação?

Na verdade, o que sabemos sobre a B12 confirma o argumento pró-vegano. O corpo humano conserva vitamina B12 de forma incrivelmente frugal. Ele a recicla e armazena tão eficientemente que a maioria das pessoas têm o suficiente guardado em seus fígados para durar anos. Isso sugere que os humanos evoluiram em um ambiente onde a B12 era escassa. Nossos ancestrais provavelmente podiam obter o que eles precisavam consumindo plantas e através da água contaminada com a bactéria que produz a B12. Como nós sabemos que há muitas vantagens em consumir comida limpa, faz mais sentido obter B12 de suplementos.

A situação não é diferente da nutrição de vitamina D. Os humanos evoluiram para produzir vitamina D quando a pele é exposta à luz do sol. Mas tendo em vista os riscos de câncer de pele, é mais inteligente obter vitamina D através da comida. E isso quer dizer comida fortificada, já que a vitamina D é escassa na rede natural de comida.

Os veganos não são os únicos que precisam suplementar-se com vitamina B12. Nutricionistas oficiais hoje em dia recomendam que as pessoas com mais de 50 anos tomem suplementos de B12. Problemas relacionados com a idade, tais como problemas de audição e perda de memória, às vezes são consequências da deficiência de vitamina B12. Isso porque a abilidade de digerir B12 derivada de produtos animais diminui com a idade. A B12 em suplementos e comidas fortificadas é muito mais facilmente digerida. Parece que uma dieta vegana não é menos natural do que viver mais do que 50 anos!

Texto original: http://www.examiner.com/x-5670-Seattle-Vegan-Examiner~y2009m3d30-The-vitamin-B12-conundrum-is-a-vegan-diet-natural


Compartilhe essa postagem

6 de abr. de 2009

Manchetes sensacionalistas causam distúrbios dietéticos

Um novo estudo na edição desse mês do Journal of the American Dietetic Association causou preocupação desnecessária sobre dietas vegetarianas. O estudo de mais de 2.500 jovens do sexo feminino entre 15 e 23 anos de idade, constatou que aquelas que se identificaram como vegetarianas tinham uma tendência maior a ter um peso saudável e melhores hábitos alimentícios do que aquelas que comiam carne. Mas o estudo encontrou também um índice maior de comportamentos ligados a distúrbios alimentares entre essas jovens.

Motivo para preocupação? Na verdade, não. Vários estudos anteriores chegaram a conclusões parecidas, mas mostraram que a maioria dessas adolescentes haviam desenvolvido distúrbios alimentares antes de se tornar vegetarianas. Especialistas do campo já determinaram que algumas adolescentes adotam dietas vegetarianas como uma forma de acobertar suas tentativas de comer menos. É uma das muitas táticas que as adolescentes com distúrbios alimentares usam.

Além do mais, o estudo foi baseado em hábitos dietéticos definidos pelos respondentes. Na verdade, uma porcentagem alta das meninas que disseram ser vegetarianas não eram pois comiam galinha e peixe. Quando se analisa dados disponíveis sobre o assunto com mais atenção, não há indicação que adolescentes vegetarianas tenham mais tendência a desenvolver distúrbios alimentares do que as que são onívoras.

Quando as adolescentes decidem tornar-se vegetarianas ou veganas, geralmente é por razões éticas. Uma consequência positiva é que as vegetarianas adolescentes desfrutam de algumas vantagens ligadas à saúde. Adolescentes que evitam carne e bebem leite de soja ao invés de leite de vaca podem diminuir o risco vitalício de desenvolver câncer de mama.

Os pais devem ficar alertas aos sinais vermelhos dos distúrbios alimentares: preocupação com o peso, rituais elaborados em torno da comida, perda de peso e exercício excessivos, negação da fome, falta de emotividade. Estes, e não uma dieta vegetariana, são os sinais de distúrbios alimentares.

Fonte: http://www.examiner .com/x-5670- Seattle-Vegan- Examiner~ y2009m4d2- Vegan-and- vegetarian- diets-dont- promote-eating- disorders



Compartilhe essa postagem

25 de mar. de 2009

Carne é morte















A notícia quente da semana é que o consumo de carne está ligado à vários tipo de câncer e problemas cardíacos. A ´revelação foi feita pela revista da Associação Médica Americana, Jama. A UOL escreveu:

Em dez anos de acompanhamento, morreram 47.976 homens e 23.276 mulheres. Para os pesquisadores, 11% das mortes em homens e 16% das mortes em mulheres poderiam ser adiadas se houvesse redução do consumo de carne vermelha para 9 g do produto a cada 1.000 calorias ingeridas -o grupo que mais ingeriu carne vermelha (68 g a cada 1.000 calorias) foi o que apresentou maior incidência de morte. No caso das doenças cardiovasculares, a diminuição dos riscos chegaria a 21% nas mulheres se houvesse redução. "A carne processada tem mais sal e gordura saturada, o que aumenta chances de doenças cardiovasculares", diz Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração.


Obviamente isso não é novidade mas estudos desse tipo ajudam a consolidar uma verdade que quem vive de uma dieta a base de plantas já sabe: que matar para comer pode causar a morte.




Compartilhe essa postagem

7 de mar. de 2009

Sem nada para dizer

Uma notícia divulgada pela agência Ansa sobre a relação do vegetarianismo com sexo me chamou a atenção. O título da matéria diz, com certo alarme, que vegetarianismo “pode ter efeito negativo” no sexo. Mas ao ler a matéria, baseada em declarações que o médico italiano Nicola Mondaini fez durante a apresentação da Semana da Andrologia Preventiva, que acontece de 23 a 28 de março em Milão, a estória é outra.

Mondaini disse que "ser vegetariano não significa ter necessariamente boa saúde, tudo depende daquilo que se come". Isso nos já sabíamos: uma pessoa que vive, por exemplo, de batata frita não vai gozar de boa saúde, obviamente. O médico aconselha contra o excesso de frituras, o que também é um axioma culinário. Há uma menção de zinco também, que é um mineral importante para cicatrização, mas que pode ser obtido facilmente de sementes, principalmente semente de abóbora.

Então por que a manchete sobre sexo? No último parágrafo Mondaini sugere a tal dieta mediterrânea como a melhor porque “determina efeitos positivos também na esfera sexual, com um aumento da testosterona, controle do colesterol e um aumento da atividade antioxidante”. Não é dada explicação porque esse é o caso, nem de que consiste essa dieta e nem porque isso tem qualquer coisa que ver com vegetarianismo.

Isso é um tipo de jornalismo muito preguiçoso e manipulativo, que usa do medo da impotência sexual para chamar atenção. Será que essa agência tem algum problema com o vegetarianismo? Ou será que eles não tinham nada para escrever e resolverem criar algo ‘impactante’? Na verdade é uma matéria sobre nada mas que pode causar dano.


Compartilhe essa postagem

3 de mar. de 2009

Médicos endossam dieta vegana para gravidez saudável

Em resposta a um estudo publicado pela Pediatrics que diz que níveis baixos de vitamina B12 durante a gravidez podem aumentar o risco de defeitos do tubo neural, a organização americana Physicians Committee for Responsible Medicine, que trabalha pela ética na medicina, lançou uma declaração dizendo que as necessidades de B12 de uma mulher grávida podem ser facilmente supridas com comidas fortificadas ou multivitaminas comuns.

O estudo foi baseado em mostras de sangre armazenadas, originalmente coletadas durante a gravidez de um grupo de irlandesas entre 1983 e 1990. Não é claro se as mulheres eram veganas, mas o estudo afirma claramente que escolheu essa população porque suplementação vitamínica e fortificação de comida eram raras naquela época. As mulheres viviam em uma região com alta incidência de defeitos do tubo neural, o que sugere uma alta predisposição genética.

Especialistas concordam que mulheres grávidas podem se beneficiar com dietas veganas. A American Dietetic Association afirma que “dietas veganas são apropriadas para todos os estágios do ciclo de vida, inclusive gravidez, lactação, infância e adolescência”.
“As mulheres que seguem dietas veganas não apenas tem gravidez saudáveis, elas muitas vezes são mais saudáveis do que as mães que comem carne”, diz Susan Levin, nutricionista da PCRM. “Comendo uma variedade de frutas, vegetais e outras comidas vegetarianas saudáveis e incluir cereais e outras comidas fortificadas com vitamina B12, as mães e seus filhos podem obter todos os nutrientes que eles precisam para florescer”.

Além do mais, uma dieta vegana ajuda as mulheres a evitar hormônios nocivos e toxinas ambientais encontradas em laticínios, carne e peixe. Análises de leite materno de mães veganas mostram que os níveis de contaminantes ambientais no leite são mais baixos do que em não-veganas.

Fonte:http://thevegetarianblog.today.com/2009/03/03/doctors-endorse-vegan-and-vegetarian-diets-for-healthy-pregnancies/


Compartilhe essa postagem