Comecei a contribuir para esse projeto incrível de fotografia que revela todas as formas de exploração animal no mundo. Meu primeiro texto foi sobre o assassinato de visons na Espanha por estarem infectados com COVID-19. Os animais pagando com a vida pelos erros humanos, como sempre.
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31 de jul. de 2020
WeAnimals Media
Comecei a contribuir para esse projeto incrível de fotografia que revela todas as formas de exploração animal no mundo. Meu primeiro texto foi sobre o assassinato de visons na Espanha por estarem infectados com COVID-19. Os animais pagando com a vida pelos erros humanos, como sempre.
2 de mar. de 2016
Peles proibidas em São Paulo
Enquanto a proibição do foie gras segue suspensa por decisão judicial, o comércio de casacos de pele já é ilegal na cidade. Regulamentação deverá ocorrer nas próximas semanas, mas o cidadão já pode fazer o seu papel e fiscalizar as lojas. (Ler mais +)
30 de jul. de 2015
Ativistas chamam Kim Kardashian de assassina
Kim Kardashian teve uma surpresa quando durante o lançamento do seu "livro" os ativistas pelos direitos dos animais a chamaram de assassina por promover o uso de peles. O fato de uma figura tão medíocre ter status de celebridade nos dias de hoje revela algo muito triste sobre nossa civilização.
25 de jun. de 2015
24 de jan. de 2015
Museu Nacional da Dinamarca faz exposições sobre peles
Enquanto eu fazia uma tour pelo centro antigo de Copenhagen na Dinamarca, eu passei de frente ao Nationalmuseet, um dos pontos de visita da cidade. Por acaso, a principal exposição temporária no museu é uma sobre peles.
Com o sugestivo título - Peles, Uma Questão de Vida ou de Morte? ela apresenta o ponto de vista dos ativistas dos direitos animais e da indústria da pele, que é poderosa neste país. A exposição inclui uma instalação enorme com manequins tribais (esquimós, etc) vestido de pele, que eu conclui se referir à mençao da palavra vida no título, já que essas pessoas vivem em climas extremos.
Mas incluir populações minúsculas em discussões sobre pele me parece irrelevante, já que o problema real é a indústria da pele que fomenta um mercado de criação e tortura de animais em escala colossal. Na minha opinião essa é uma discussão que já deveria ter sido resolvida. É como perguntar se racismo é aceitável, ou algo do gênero.
29 de out. de 2014
Sancionado pelo governador Geraldo Alckmin no final da tarde desta terça-feira (28), o projeto 616/2011 (íntegra da proposta) acaba de se transformar em lei. A nova regra, proposta pelo deputado estadual Feliciano Filho, passa a valer a partir desta quarta-feira (29), data em que deve ser publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Quem ignorar a lei sancionada nesta terça-feira (28) estará sujeito a pagar uma multa de cerca de R$ 10.000,00 por animal. Na reincidência, a multa passa dos R$ 20.000,00 por animal apreendido. (Ler mais +)
20 de mar. de 2013
Vitrine em Londres pede fim de uso de peles exóticas
A Topshop, uma loja de roupas jovens que faz muito sucesso na Inglaterra, inaugurou segunda feira uma vitrine que faz campanha contra o uso de peles exóticas na moda.
A campanha é feita em conjunção com a PETA. “Cobras, jacarés e outros animais exóticos que são mortos por suas peles são caceteados com martelos e esfolados vivos. Geralmente demora horas para os animais morrerem, geralmente de choque ou desidratação.
A organização produziu um vídeo narrado por Joaquin Phoenix denunciando mais esse horror contra os animais.
Aqui você pode assinar um compromisso de nunca usar esse tipo de produto.
23 de fev. de 2013
Ativista invade passarela de Roberto Cavalli
Eu tenho minhas dúvidas se este tipo de protesto ainda dá resultado, porque o mundo da moda é tão irônica que tudo acaba virando uma espécie de afirmação da moda. A fraqueza do mundo da moda é a insegurança, o ego inchado, a baixa auto-estima e o ridículo e eu acho que é por aí que ele tem que ser enfrentado.
Fonte: Visoni Liberi
25 de nov. de 2012
Entrevista: D.R. Hildebrand, modelo vegano e autor
D.R. Hildebrand é aquela pessoa rara: um modelo masculino profissional e vegano, além de autor do romance Walking Marina sobre a única indústria onde a mulher é mais poderosa que o homem. Nesta entrevista exclusiva, D.R. Hildebrand fala de seu veganismo e daquela questão que a indústria da moda insiste em rebobinar: as peles.
Como modelo, você acha que seus colegas de profissão têm consciência da questão da pele?
Até um certo ponto. Eu sinto que a maioria dos modelos, como a maioria dos não-modelos, nunca foram educados sobre os detalhes da produção de pele. Tendo dito isso, a maioria parece saber o suficiente para pelo menos pausar e se perguntar se eles endossam o que eles são contratados para vestir. Para muitos modelos, sem saber especificamente porque, o estigma é claro: pele é má. Infelizmente, a indústria da moda glorifica o mau. Ela busca o malvado. Malvado é bom. Malvado é arriscado. Malvado é misterioso e esquivo e é este aspecto do levado pelo qual nossos egos anseiam. Os modelos aspiram a esta imagem de mau porque a moda apóia. E a moda apóia porque vende. Porém, como as décadas recentes de ativistas e jornalistas têm exposto o que “mau” realmente significa em respeito às peles – que se trata de algo grotesco e altamente barbárico – mais modelos e mais consumidores se deram conta de que é mais sexy agir responsavelmente do que ser afiliado com um ato tão horrível.
Você já se sentiu pressionado comercialmente para modelar peles?
Não. Como um modelo masculino com traços clássicos, eu não interesso aos estilistas de pele. No entanto, as peles são uma realidade para mulheres que trabalham em propaganda e para qualquer modelo que trabalha regularmente em editoriais, onde o visual desejado é sempre gelado e andrógino e as roupas excêntricas. Desde que surgiram as campanhas antipele nos anos 80 e 90, o uso de peles em geral declinou, mas infelizmente não desapareceu.
Por outro lado, os estilistas sentem a pressão. Como empresas farmacêuticas que atraem médicos para receitar suas drogas, as peleterias se agarram aos estilistas e estudantes de moda através de concursos anuais, amostras grátis, viagens grátis e qualquer coisa que os façam mais acostumados e entusiasmados com as peles, e passem a apoiar. Eles fazem uma lavagem cerebral para que eles acreditem que a pele é um pré-requisito para se produzir peças bonitas e desejáveis. Aqui é precisamente onde o movimento pelos direitos dos animais precisa recuperar campo: com a próxima geração de estilistas impressionáveis.
Em relação a outros produtos animais como couro, lã e seda? Existe menos rejeição destes materiais em comparação com peles?
Não existe rejeição alguma de produtos animais que não sejam pele. Tome o exemplo de uma modelo da ficha que modelos têm que preencher, com perguntas sobre habilidades lingüísticas e atléticas e sua disposição para serem fotografados nus e muitos outros tópicos. Apenas uma dessas perguntas diz respeito aos animais: “Você estaria disposto a modelar peles: sim ou não?” Não há problema em responder não. Porém, não existe pergunta alguma sobre couro, lã e seda. Não há urgência. Nunca houve uma grande campanha e abrangente contra eles e a indústria da moda, apesar de sua retórica, tende a ser mais pró-ativa em questões que realmente importam.
2012 viu um retorno de peles nas passarelas de todo o mundo. Como um modelo vegano, o que sente em relação a isso? Você acha que a tendência irá reverter?
D. R. Hildebrand: 2012 e anos recentes viram um pico de peles na moda. Eu não tenho idéia se isso vai durar, embora eu ache insensível e triste. Quando Lady Laga no verão posou revestida com um lobo morto, com cabeça e tudo, e declarou aquilo arte, eu pensei: essa é exatamente a imagem que define nossa apatia, nossos egos e nossa ignorância. Eu fiquei feliz quando ficou provado que eu estava parcialmente errado com uma explosão de repúdia na mídia. Eu espero que os estilistas prestem atenção no desprezo do público quando eles desenvolverem coleções futuras. Uma forma de reverter a tendência é provocar e explorar o lado especista das pessoas. Muitos consumidores idolatram gatos e cães, e, no entanto, mais da metade de toda a pele feita na China vem de gatos e cães, e etiquetada de forma enganosa, intencionalmente e ilegalmente. Este é um fato que as pessoas talvez comecem a levar a sério. Enquanto eu aplaudo o trabalho de pessoas como Tim Gunn e seu vídeo para a PETA, “Fashion Victims”, no qual ele detalha como coelhos, chinchilas, cobras e outros animais são escapelados e jogados fora vivos, eu fico surpreso que não exista mais trabalho sendo feito para criar consciência para muitos dos animais que nós adoramos e cujo pelo está sendo adicionado a uma gama de produtos baratos. O mercado não é de luxo, mas uma revolta contra o assassinato de gatos e cães poderia incitar mudança para outros animais também.
Qual o conselho você daria para veganos que trabalham na indústria da moda?
D. R. Hildebrand: Primeiro, conheça seus limites. Pense naquilo que você vai e não vai vestir, modelar e vender de antemão, de modo que você não se encontre em uma situação da qual você não pode sair. Segundo, não perca o ânimo e não desista. É melhor ficar na indústria e influenciar aqueles que estão ao seu redor, um por um, do que desistir como forma de protesto que poucos irão notar. E, terceiro, junte-se com outros veganos na indústria. Em Nova Iorque e em outros lugares, uma gama de pessoas da indústria, desde estilistas a maquiadores e editores, estão aos poucos desafiando a norma da crueldade na moda. É no mínimo fortificante saber que há outras pessoas no seu lado. Juntos vocês podem colaborar, motivar e vencer.
Visite: D.R. Hildebrand
Como modelo, você acha que seus colegas de profissão têm consciência da questão da pele?
Até um certo ponto. Eu sinto que a maioria dos modelos, como a maioria dos não-modelos, nunca foram educados sobre os detalhes da produção de pele. Tendo dito isso, a maioria parece saber o suficiente para pelo menos pausar e se perguntar se eles endossam o que eles são contratados para vestir. Para muitos modelos, sem saber especificamente porque, o estigma é claro: pele é má. Infelizmente, a indústria da moda glorifica o mau. Ela busca o malvado. Malvado é bom. Malvado é arriscado. Malvado é misterioso e esquivo e é este aspecto do levado pelo qual nossos egos anseiam. Os modelos aspiram a esta imagem de mau porque a moda apóia. E a moda apóia porque vende. Porém, como as décadas recentes de ativistas e jornalistas têm exposto o que “mau” realmente significa em respeito às peles – que se trata de algo grotesco e altamente barbárico – mais modelos e mais consumidores se deram conta de que é mais sexy agir responsavelmente do que ser afiliado com um ato tão horrível.
Você já se sentiu pressionado comercialmente para modelar peles?
Não. Como um modelo masculino com traços clássicos, eu não interesso aos estilistas de pele. No entanto, as peles são uma realidade para mulheres que trabalham em propaganda e para qualquer modelo que trabalha regularmente em editoriais, onde o visual desejado é sempre gelado e andrógino e as roupas excêntricas. Desde que surgiram as campanhas antipele nos anos 80 e 90, o uso de peles em geral declinou, mas infelizmente não desapareceu.
Por outro lado, os estilistas sentem a pressão. Como empresas farmacêuticas que atraem médicos para receitar suas drogas, as peleterias se agarram aos estilistas e estudantes de moda através de concursos anuais, amostras grátis, viagens grátis e qualquer coisa que os façam mais acostumados e entusiasmados com as peles, e passem a apoiar. Eles fazem uma lavagem cerebral para que eles acreditem que a pele é um pré-requisito para se produzir peças bonitas e desejáveis. Aqui é precisamente onde o movimento pelos direitos dos animais precisa recuperar campo: com a próxima geração de estilistas impressionáveis.
Em relação a outros produtos animais como couro, lã e seda? Existe menos rejeição destes materiais em comparação com peles?
Não existe rejeição alguma de produtos animais que não sejam pele. Tome o exemplo de uma modelo da ficha que modelos têm que preencher, com perguntas sobre habilidades lingüísticas e atléticas e sua disposição para serem fotografados nus e muitos outros tópicos. Apenas uma dessas perguntas diz respeito aos animais: “Você estaria disposto a modelar peles: sim ou não?” Não há problema em responder não. Porém, não existe pergunta alguma sobre couro, lã e seda. Não há urgência. Nunca houve uma grande campanha e abrangente contra eles e a indústria da moda, apesar de sua retórica, tende a ser mais pró-ativa em questões que realmente importam.
2012 viu um retorno de peles nas passarelas de todo o mundo. Como um modelo vegano, o que sente em relação a isso? Você acha que a tendência irá reverter?
D. R. Hildebrand: 2012 e anos recentes viram um pico de peles na moda. Eu não tenho idéia se isso vai durar, embora eu ache insensível e triste. Quando Lady Laga no verão posou revestida com um lobo morto, com cabeça e tudo, e declarou aquilo arte, eu pensei: essa é exatamente a imagem que define nossa apatia, nossos egos e nossa ignorância. Eu fiquei feliz quando ficou provado que eu estava parcialmente errado com uma explosão de repúdia na mídia. Eu espero que os estilistas prestem atenção no desprezo do público quando eles desenvolverem coleções futuras. Uma forma de reverter a tendência é provocar e explorar o lado especista das pessoas. Muitos consumidores idolatram gatos e cães, e, no entanto, mais da metade de toda a pele feita na China vem de gatos e cães, e etiquetada de forma enganosa, intencionalmente e ilegalmente. Este é um fato que as pessoas talvez comecem a levar a sério. Enquanto eu aplaudo o trabalho de pessoas como Tim Gunn e seu vídeo para a PETA, “Fashion Victims”, no qual ele detalha como coelhos, chinchilas, cobras e outros animais são escapelados e jogados fora vivos, eu fico surpreso que não exista mais trabalho sendo feito para criar consciência para muitos dos animais que nós adoramos e cujo pelo está sendo adicionado a uma gama de produtos baratos. O mercado não é de luxo, mas uma revolta contra o assassinato de gatos e cães poderia incitar mudança para outros animais também.
Qual o conselho você daria para veganos que trabalham na indústria da moda?
D. R. Hildebrand: Primeiro, conheça seus limites. Pense naquilo que você vai e não vai vestir, modelar e vender de antemão, de modo que você não se encontre em uma situação da qual você não pode sair. Segundo, não perca o ânimo e não desista. É melhor ficar na indústria e influenciar aqueles que estão ao seu redor, um por um, do que desistir como forma de protesto que poucos irão notar. E, terceiro, junte-se com outros veganos na indústria. Em Nova Iorque e em outros lugares, uma gama de pessoas da indústria, desde estilistas a maquiadores e editores, estão aos poucos desafiando a norma da crueldade na moda. É no mínimo fortificante saber que há outras pessoas no seu lado. Juntos vocês podem colaborar, motivar e vencer.
Visite: D.R. Hildebrand
25 de out. de 2012
Petição pelo fim das peles no Brasil
Adriana Pierin criou uma petição pedindo o fim da comercialização de peles no Brasil. Assine. Compartilhe. Vamos acabar com esse horror.
17 de out. de 2012
1 de out. de 2012
História do ativismo animal: o trabalho pioneiro da Lynx contra o uso de peles
Há alguns anos campanhas antipele com celebridades tornaram-se uma das facetas mais visíveis do ativismo pelos direitos dos animais. Mas foi uma ONG inglesa que trinta anos atrás fez um trabalho pioneiro que profissionalizou o movimento contra o uso de peles.
Chamada Lynx (que significa lince em português), a ONG de Lynne Kentish (foto à esquerda) foi quem conseguiu a grande faceta de extinguir as fazendas de peles no Reino Unido, o que aconteceu em 2003.
A organização foi fundada em 1985 por Lynne e seu então marido Mark Glover. Eles perceberam que para chamar a atenção eles precisariam da ajuda de famosos (na época ninguém era chamado de celebridade) e conseguiram o apoio de modelos, músicos e fotógrafos. Eles então produziram um série de campanhas e golpes de publicidades que não apenas fizeram o uso de peles algo démodé mas também transformaram em pária quem ignorasse sua mensagem de compaixão pelos animais.
O trabalho da organização brilhou durante sete anos mas acabou no começo da década de 1990 quando a ONG foi processada, causando um custo pessoal alto para todos os envolvidos. O casamento de Lynne e Mark acabou e Stefan Ormrod, que trabalhava para a campanha, mais tarde cometeu suicídio.
Hoje em dia Lynne mantém um projeto educativo chamado Lynx Theatre in Education Projects, que apóia e viaja por escolas com produções sobre bem estar animal e questões conservacionistas.
O projeto ficou tão popular na época (anos 80), quando na Inglaterra houve um grande interesse em questões animais e ecológicas, que suas camisetas eram usadas até por aqueles que não se interessavam muito pelo assunto. Elas eram vendidas em lojas em Londres, Cambridge e Nottingham.
Uma das campanhas mais famosas foi a criada pelo famoso fotógrafo David Bailey e chamada “animais estúpidos”. A campanha apareceu em cinemas e posters e mostrava uma modelo na passarela arrastando um casaco de pele sujo de sangue com o slogan: são necessários até 40 animais estúpidos para fazer um casaco de pele mas apenas um para usá-lo.
Uma outra campanha famosa foi feita com a apoio de Linda McCartney, que emprestou seus serviços como fotógrafa.
Entre outros famosos que apoiaram as campanhas da Lynx estavam Twiggy, Yasmin LeBon, Chrissie Hynde e Siouxsie Sioux.
“As empresas não levaram a gente muito a sério e foram pegas de surpresa”, diz Lynne. Não demorou muito para muitas das principais lojas de departamento no país fecharem suas seções de pele e por causa da queda de vendas as fazendas de pele também tiveram que fechar.
Lynne lembra do período da Lynx como uma época muito criativa, com ações como dia de anestia para casacos de pele, quando as pessoas eram convidadas a trazer seus casacos para a Trafalgar Square em Londres (principal praça da cidade) de modo que os animais pudessem ter um enterro decente.
Ela reconhece que infelizmente o comércio de peles persiste em muitas partes do mundo, com animais ainda sendo pegos em armadilhas cruéis ou criados em condições horríveis. Mas ela acredita que pelo menos no Reino Unido ele jamais fará um retorno significativo.
“Nós temos muito orgulho do que fizemos. Nós fizemos uma grande diferença. Centenas de milhares de animais que seriam mortos não estão sendo mais mortos,” ela disse.
Fonte: EADT24
Chamada Lynx (que significa lince em português), a ONG de Lynne Kentish (foto à esquerda) foi quem conseguiu a grande faceta de extinguir as fazendas de peles no Reino Unido, o que aconteceu em 2003.
A organização foi fundada em 1985 por Lynne e seu então marido Mark Glover. Eles perceberam que para chamar a atenção eles precisariam da ajuda de famosos (na época ninguém era chamado de celebridade) e conseguiram o apoio de modelos, músicos e fotógrafos. Eles então produziram um série de campanhas e golpes de publicidades que não apenas fizeram o uso de peles algo démodé mas também transformaram em pária quem ignorasse sua mensagem de compaixão pelos animais.
O trabalho da organização brilhou durante sete anos mas acabou no começo da década de 1990 quando a ONG foi processada, causando um custo pessoal alto para todos os envolvidos. O casamento de Lynne e Mark acabou e Stefan Ormrod, que trabalhava para a campanha, mais tarde cometeu suicídio.
Hoje em dia Lynne mantém um projeto educativo chamado Lynx Theatre in Education Projects, que apóia e viaja por escolas com produções sobre bem estar animal e questões conservacionistas.
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| Campanha feita por Linda McCartney |
O projeto ficou tão popular na época (anos 80), quando na Inglaterra houve um grande interesse em questões animais e ecológicas, que suas camisetas eram usadas até por aqueles que não se interessavam muito pelo assunto. Elas eram vendidas em lojas em Londres, Cambridge e Nottingham.
Uma das campanhas mais famosas foi a criada pelo famoso fotógrafo David Bailey e chamada “animais estúpidos”. A campanha apareceu em cinemas e posters e mostrava uma modelo na passarela arrastando um casaco de pele sujo de sangue com o slogan: são necessários até 40 animais estúpidos para fazer um casaco de pele mas apenas um para usá-lo.
Uma outra campanha famosa foi feita com a apoio de Linda McCartney, que emprestou seus serviços como fotógrafa.
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| Siouxsie Sioux |
“As empresas não levaram a gente muito a sério e foram pegas de surpresa”, diz Lynne. Não demorou muito para muitas das principais lojas de departamento no país fecharem suas seções de pele e por causa da queda de vendas as fazendas de pele também tiveram que fechar.
Lynne lembra do período da Lynx como uma época muito criativa, com ações como dia de anestia para casacos de pele, quando as pessoas eram convidadas a trazer seus casacos para a Trafalgar Square em Londres (principal praça da cidade) de modo que os animais pudessem ter um enterro decente.
Ela reconhece que infelizmente o comércio de peles persiste em muitas partes do mundo, com animais ainda sendo pegos em armadilhas cruéis ou criados em condições horríveis. Mas ela acredita que pelo menos no Reino Unido ele jamais fará um retorno significativo.
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| Lynne e Mark Glover |
Fonte: EADT24
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Campanha antipele,
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22 de ago. de 2012
Editorial condena Lady Gaga pelo uso de pele
Depois de ter sido criticada por usar um casaco de pele, Lady Gaga rebateu via Twitter dizendo que ela faz o que quer e chamou os ativistas de direitos animais infantis. “Você vê uma carcaça, eu vejo um pièce de résistance de museu,” ela disse.
Mas a tirada agressiva da cantora já encontrou resistência em parte da imprensa internacional. A jornalista Victoria Martindale, do jornal Independent de Londres, um dos maiores jornais ingleses, dedicou um artigo inteiro ao tema, criticando Gaga principalmente pelo mau exemplo que ela está dando aos seus fãs.
“Neste mundo de consumo louco, jovens influenciáveis são sempre expostos às sanções bem sucedidas de exploração violenta dos fracos e sem defesa. Infelizmente toda vez que uma figura icônica como Lady Gaga domina a atenção e desfila com uma paródia de opressão, isso é absorvido por uma nova geração de seguidores como algo costumário.”
Para ler o texto completo em inglês, siga o link.
18 de jul. de 2012
Katy Perry se recusa a usar peças feitas de pele animal
Quando se trata de novos looks, a Katy Perry só tem uma exigência. A cantora que é conhecida pelas roupas ousadas e muito diferentes não usa peças feitas de pele animal. (Katy Perry se recusa a usar peças feitas de pele animal)
17 de fev. de 2012
Empresária brasileira lucra com a pele de animais, em Londres
Para o Diário Catarinense, Ana Konder, de 42, é um exemplo de brasileiro que migrou para fora, no caso, Londres, e ‘se deu bem’. No caso da catarinense Ana Konder, se dar bem foi criar um mini-império de moda que inclui uma loja que só vende casacos de peles. Para os ativistas dos direitos animais, o que ela faz tem outro nome: exploração da vida de outros seres senscientes.
Há 15 anos na capital inglesa, Ana tem uma loja para clientes VIPs que compram seus casacos de animal morto. Para quem conhecer Londres, é fácil imaginar a clientela como sendo composta de peruas estilo eurotrash que ainda acham chique usar peles, que além de cruel, são mega cafonas. O inglês raramente usa pele. Até mesmo a Vogue daquele país veta o uso de peles em editoriais, apenas permitindo o material em alguns anúncios, mesmo assim muito pouco. Devem ser os estrangeiros abastados que circulam por Mayfair, onde Ana tem seu açougue fashion, onde jazem raposas, guaxinins e visons, que colocam o dinheiro na mão da catarinense.
Além dessa loja, ele tem também um showroom na Oxford Street – a principal rua de comércio da cidade, evitada pelos londrinos – onde segundo o artigo adulador do Diário Catarinense, ela representa várias grifes, além de “bolsas de marca, clutches de peles exóticas, echarpes, joias e cintos.”
É incrível que a essa altura da história da humanidade, algumas pessoas ainda achem chique e glamuroso se vestir com a pele de animais que são dolorosamente torturados antes de morrer. Assim caminha a humanidade. Uma passo para a frente, dois para trás. Mas ... como se diz em inglês, karma is a bitch, darling.
23 de dez. de 2011
Rússia proíbe comércio de peles de foca
A Rússia, até agora um dos principais mercados da pele de foca proveniente do Canadá, proibiu a importação de todos os produtos feitos do material.
Depois que o primeiro ministro russo Vladimir Putin pôs um fim à matança de focas em 2009, chamando-a uma “indústria sanguinolenta que deveria ter acabado muito tempo atrás,” Pamela Anderson liderou, como representante da PETA, um apelo internacional pedindo-o que ele proibisse a importação de peles de foca do seu país natal também (Pamela é canadense).
Agora a Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão se juntam aos Estados Unidos, União Europeia e o México na recusa de apoiar a morte e espancamento de bebês foca.
Ainda é cedo para cantar vitória porque existe a China como possível mercado para essa indústria vil e o governo canadense, em uma demonstração de teimosia e arrogância, tenta contestar a proibição.
“O Canadá continuará a ser evitado pela comunidade internacional enquanto o país persistir com a matança cruel, desumana e desnecessária de bebês foca”, disse Sheryl Fink, diretora da campanha pelas focas da International Animal Welfare Fund, uma das organizações a frente da campanha que já dura 40 anos.
12 de dez. de 2011
Manifesto anti-peles no Fashion Mob (SP)
Ontem (11) o MOVE INSTITUTE, fez uma intervenção contra o uso de peles no Fashion Mob, em São Paulo, no Vale do Anhangabaú. Raposas em formato real foram fixadas atrás da passarela. A organização teve o apoio da SOISOPOR e patrocínio do Projeto PÊLO. Nomes importantes da moda receberam releases, material sobre peles e sobre o manifesto.
7 de dez. de 2011
Lilian Pacce escreve sobre peles
A jornalista de moda escreveu um blog sobre o atual sucesso das peles e pede a opinião de leitores. Leia o artigo e deixe registrada sua repudia dessa forma de violência contra animais.
2 de nov. de 2011
Reese Witherspoon flagrada com bolsa de pele de cobra
A venda de produtos feitos com pele de ‘animal exótico’ é proibida na Califórnia, onde ela foi vista com essa peça cruel, mas não há crime se a compra tiver sido efetuada em outro estado.
A PETA (Pessoas Pelo Tratamento Ético de Animais) publicou uma nota condenando a atitude indiferente da atriz. “Todo ano, milhões de cobras são empaladas em ganchos ou pregadas em árvores pela cabeça e suas peles são retiradas com elas vivas. Mangueiras são inseridas nas bocas de cobras grandes, como as pythons, e seus corpos bombeados com água para afrouxar suas peles para facilitar o corte. Seus corpos descascados e ainda ondulantes são então descartados e geralmente levam dias para os animais morrerem dos efeitos do choque e desidratação.”
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