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3 de fev. de 2026

Debate sobre direitos animais com Natuza Nery

Esse podcast levanta alguns pontos importantes e gostaria de contar com meus seguidores para deixar comentários advogando o veganismo e os direitos animais para todas as espécies.


13 de dez. de 2022

Cartilha de direitos animais

O Grupo de Estudos de Ética e Direitos Animais (Geda), coordenado pelo professor Carlos Frederico Ramos de Jesus, Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da USP, preparou uma cartilha sobre direitos animais que é muito valiosa para quem quiser se aprofundar no tema do ponto de vista legal, com importantes parâmetros de ensino e legislativos. Para baixar, clique aqui.

20 de jul. de 2022

Cartilha de direitos dos animais - USP

Os essenciais cuidados com os direitos dos animais, desde os primeiros passos, estão em cartilha recém-concluída Grupo de Estudos de Ética e Direitos Animais (Geda), coordenado pelo professor Carlos Frederico Ramos de Jesus, Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da USP. O material produzido por diversos autores e disponível no Portal da Faculdade de Direito da USP (www.direito.usp.br) traz importantes parâmetros de ensino e legislativos.

A começar com a resposta do que são direitos animais. “A defesa dos direitos animais é um movimento que defende a inclusão dos animais na comunidade moral e, portanto, a igual consideração de seus interesses, tanto ética como legalmente”, assinalam.

Destacando que a supremacia humana perante os animais nada mais é do que uma forma de discriminação arbitrária, denominada especismo. Assim, a reivindicação central, compartilhada pelas diferentes vertentes do movimento, é a de que os animais não devem ser considerados propriedade ou recursos naturais para fins humanos, devendo ser considerados sujeitos de direito.

Traz noções do Especismo, criado em 1970 por Richard D. Ryder, psicólogo e defensor dos direitos dos animais, que surgiu para intitular as condutas discriminatórias realizadas por seres humanos com os animais não-humanos, desconsiderando suas capacidades de sofrer e de sentir dor.

Mais adiante, destaca o significado de ser sujeito de direitos. E busca responder questionamentos como para: “Por que animais devem ser sujeitos de direitos?” e “Quais animais têm direitos?”. Neste segundo, baseando-se na senciência como fonte moral primária dos direitos dos animais, explica, há um consenso dentro do campo de que a presença do sistema nervoso central é um requisito para sentir dor. Isso inclui todos os animais vertebrados, desde peixes até os mamíferos. Portanto, a maioria dos animais mortos para consumo humano é senciente.

A publicação é recheada por “Fundamentos dos direitos dos animais: a Ética Animal” e normas e ações legislativas.

Dentre as quais, na própria Constituição, a adoção de uma corrente menos antropocêntrica, que caminha em direção ao reconhecimento dos animais como seres sencientes e, portanto, que demandam maior proteção legislativa. “Tal tese encontra respaldo, inclusive, na própria Constituição Federal (CF): ‘Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações’.” Complementam os julgados na cartilha, decisões de vários tribunais do país.

Por fim, apresenta formas de denunciar os maus-tratos cometidos contra animais. E assinala que a comunicação a ser realizada embasa-se no art. 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98.)


DOWNLOAD AQUI

15 de out. de 2021

Lula faz encontro com veganos

 PT lançou dia 13 de outubro o setorial dos direitos animais. Eu achei o texto de lançamento bem embasado e menciona inclusive a relação da pandemia com a destruição de habitats. Fábio Chaves do Vista-se comenta.




12 de jul. de 2021

PT lança setorial estadual de direitos dos animais

O evento histórico tem presença confirmada de dirigentes e parlamentares do Estado

No próximo dia 17 de julho (sábado), às 10 horas, o PT Paulista realizará o seminário inaugural do Setorial Estadual de Direitos Animais. O evento será transmitido pela plataforma Zoom com participação aberta a toda militância petista.

A coordenadora Estadual do Setorial de Direitos Animais do PT-SP, Luciana Sínicio, destaca a importância da criação do Setorial para o Partido dos Trabalhadores: “É um novo tempo para o PT; um tempo em que se reconhece e valoriza a vida e os direitos de todos os seres. Estamos preparando o partido para o futuro; a sociedade está atenta e vai cobrar de seus dirigentes compromisso e políticas públicas pelos animais”.

Presenças confirmadas

O evento tem presença confirmada da secretária Nacional de Movimentos Populares, Lucinha Barbosa; secretário Nacional de Meio Ambiente, deputado federal Nilto Tatto; da coordenadora Setorial de Direitos Animais, Vanessa Negrini; do coordenador Setorial de Direitos Humanos, Adriano Diogo; do coordenador Setorial de Segurança Pública, Abdael Ambruster.

Dirigentes e parlamentares do Partido em São Paulo também vão prestigiar o evento. Também confirmaram participação o presidente PT-SP, Luiz Marinho; o secretário Estadual de Mobilização Popular, Simão Pedro Chiovetti; o secretário Estadual de Meio Ambiente, Fábio Buonavita; Deputado Federal Alencar Braga; o Deputado Estadual Mário Maurici; e a Vereadora Janete Pietá de Guarulhos.

Direito dos animais nos programas de governo

O seminário contará ainda com a palestra de Leandro Ferro, graduado em relações internacionais e direito, ativista pelos animais há 17 anos, fundador e presidente da Associação “Os Animais Importam”. Atua com articulação política e jurídica relacionada aos direitos animais para Ongs, parlamentares e agentes públicos.

De acordo com a coordenadora Setorial de Direitos Animais, Vanessa Negrini, mais de 900 pessoas já assinaram o manifesto pela fundação do Setorial de Direitos Animais do PT em 18 Estados. O objetivo é conseguir formalizar a criação do Setorial nos encontros estaduais e nacional que ocorrerão no segundo semestre de 2021. “Vamos apresentar nossas teses pelos direitos animais; mostrar que a militância petista se preocupa com o tema, e trabalhar para a consolidação de um capítulo sólido e consistente sobre direitos animais no programa de governo petista para as eleições de 2022”, afirmou.

Apoie a causa

Filiados e simpatizantes podem assinar o manifesto pela fundação do Setorial de Direitos Animais do PT pelo link https://forms.gle/gWjkg2EtYib6UtLG7

Parlamentares do PT podem baixar e assinar a carta compromisso com os princípios e diretrizes do Setorial de Direitos Animais pelo link em https://drive.google.com/file/d/1PheFlIiEi2m9J4e2sraXBvm9f0NHa8KM/view?usp=sharing

Acompanhe o Setorial de Direitos Animais do PT

Instagram: https://www.instagram.com/ptdireitosanimais/

Facebook: https://www.facebook.com/ptdireitosanimaissp

Email: direitosanimaispt@gmail.com

3 de jan. de 2020

Direitos animais em 2020

Greta Thunberg. Fonte: Fridays for Future
O ano de 2020 não começa para bem para os animais. Na virada do ano, foi anunciado que meio bilhão de animais morreram nos fogos da Austrália, que continuam queimando e devastando.

No Brasil, os fogos criminosos da Amazônia devastaram áreas recordes, a faísca inicial acesa pela retórica anti-ambientalista e anti-indígena do atual presidente da república, um homem perigoso, desequilibrado e que não passa de um laranja dos interesses colonialistas de corporações internacionais.

Resumindo: além dos bilhões de animais que matamos em matadouros, agora bilhões de animais estão sendo mortos pelo aquecimento global causado pelo ser humano. 

Greta Thunberg, a pessoa mais importante de 2019

2019 foi ano também em que a juventude acordou para o fato que seu futuro é temeroso. Greta Thunberg, a jovem ativista sueca que entrou em greve pelo clima, arrastou multidões por onde passou, falou na ONU e virou Pessoa do Ano na Time. O carisma e a autenticidade de Greta amplificou uma mensagem muitos cientistas não haviam conseguido. Por que essa fala de Greta pertence à juventude.

Teve também o Extinction Rebellion, que parou Londres e inspirou células em muitos países. O tempo é de se rebelar, e se rebelar contra o capitalismo, que é o sistema econômico que está matando o mundo.

O nexo veganismo/ambientalismo nunca foi tão óbvio como agora. Greta é vegana porque ela é coerente. O veganismo é a dieta mais leve e sustentável e devemos usar esse argumento para defendê-lo. 

Ser vegano é ser a favor de um novo modelo civilizatório, mais justo, não-predador, mais preocupado com felicidade do que com posse, com ser do que ter, com estar presente do que esperar o futuro que não existe: cada dia que começa é um novo presente.

Minha projeção será que por um lado o veganismo vai crescer em termos de ofertas de produtos e serviços. Isso é inegável. Por outro lado, mais animais morrerão por causa da expansão de commodities e destruição de habitats.

Minha convicção de que o veganismo é a postura moral mais acertada para os nossos tempos. Sigamos!


13 de nov. de 2019

Global Anda, direitos dos animais do Brasil em inglês

Eu gostaria de pedir o apoio de vocês para compartilhar entre seus amigos que falam inglês o novo projeto da ANDA do qual estou à frente. Trata-se do GLOBAL ANDA, a extensão em língua inglesa do ANDA - AGENCIA DE NOTÍCIAS DE DIREITOS ANIMAIS, que desde 2008 vem ajudado a aumentar a visibilidade da causa na grande imprensa. Estou atuando como editor do website e nosso projeto é divulgar temas animalísticos muito específicos do Brasil para que eles ganham visibilidade no mundo. Participe desse projeto e divulgue. Gratidão!

18 de mar. de 2019

Dumbo, da Disney, tem mensagem pró-animais

O re-make de Dumbo, o elefante voador, chega às telas do cinema no dia 28 de março. Dirigido pelo respeitado e original diretor Tim Burton, o filme incorpora o ethos contemporâneo com uma meta-mensagem animalista que me deixou curioso, além de um elenco que inclui atores excelentes como Michael Keaton. Colin Farrell e Eva Green.



1 de set. de 2018

22 de mai. de 2018

Veganismo é o movimento de direitos dos animais não-humanos. E apenas deles

Donald Watson, pioneiro vegano
Depois de alguns debates no Facebook, me senti compelido a escrever esse post porque uma verdade tão simples, a de que o veganismo se dedica aos direitos dos animais como ele foi vislumbrado por Donald Watson em 1944, está sendo distorcida por alguns ativistas, que insistem em colocar o animal humano em uma luta que não é, por definição, focada nele. O especismo e a supremacia humana encontram maneiras insidiosas com máscaras de boa intenção para diluir e reclamar o foco dos animais não-humanos para os humanos.

O debate em que eu percebi que era necessário me manifestar foi um no qual uma pessoa no Facebook se dizia triste e indignada com o fato de alguns veganos, segundo sua percepção, não se importarem se seres humanos são mortos etc. Sua fala sugeria que veganos supostamente ‘reacionários’ não são veganos de verdade. Aqui obviamente temos um exemplo de debate de rede social, onde as pessoas se sentem a vontade para fazer generalizações sem se importar com exemplos concretos e nuance e, desta forma, impressões se espalham como fatos.

Apesar de provavelmente concordar com essa pessoa em questões de direitos humanos, eu tenho que discordar que o veganismo de qualquer pessoa é afetado por sua opinião sobre questões humanas. O ser humano é cheio de paradoxos. Quantos ativistas nas muitas áreas de direitos humanos comem carne e acham que animais não merecem consideração? Provavelmente a maioria. E no entanto, esses mesmos veganos, que se chocam tanto com o que outros veganos supostamente pensam sobre questões não-veganas, não parecem ficar tão indignados com o especismo de outros ativistas. Se todas as lutas são as mesmas, então todos os preconceitos deveriam também ser igualmente repugnantes.

Mas isso não acontece, ou pelo menos eu nunca encontrei um exemplo de crítica vinda de veganos-juízes direcionadas a outros grupos por serem reacionários em relação aos animais não humanos. E aqui eu postulo que essa indignação seletiva é fruto do especismo internalizado de muitos veganos. O especismo é uma lente de distorção moral que muitos veganos simplesmente não conseguem remover. Talvez sintam uma necessidade de justificar seu veganismo colocando o animal humano em um lugar de destaque - e acima - dos outros animais.

Durante a mesma conversa, uma outra pessoa disse: “Mas os seres humanos também são animais,” implicitamente sugerindo que, diante desse fato irrefutável, os seres humanos são objetos de interesse do veganismo em si. Todos sabemos que os seres humanos são animais, mas a maioria dos seres humanos, inclusive os que lutam por direitos humanos, não reconhecem esse fato e, na verdade, se sentem ofendidos se forem comparados com animais. Além disso, o fato de compartilharmos animalidade com os não-humanos não resolve em nada a sua situação; se assim o fosse, o veganismo não seria necessário. A questão não é que somos todos animais, mas sim que os animais não-humanos não são tratados como pessoas. O foco do veganismo não é a esfera biológica, mas sim a ética, a política e a cultural. Nessas arenas, um golfo enorme se abre entre os humanos e os não- humanos, golfo esse cavado e mantido pela nossa herança antropocêntrica e especista. Dizer que os seres humanos são também animais para os incluir no veganismo revela uma confusão disciplinar e ignorância da ontologia vegana, além também uma certa dose de desonestidade intelectual.

Mesmo os movimentos de direitos humanos reconhecem que suas lutas não podem ser universais. Quando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) surgiu, algumas pessoas criaram um contra-slogan dizendo que All Lives Matter (Todas as Vidas Importam). Essa reação foi prontamente refutada porque ela ignora as especificidades da experiência de ser negro. É uma forma de racismo velada porque na verdade nega o racismo e afirma que toda a humanidade passa pela mesma experiência de opressão, o que não é verdade. O mesmo absurdo seria esperar que o feminismo incluísse os homens em seu discurso, embora obviamente o homem se beneficia da igualdade de gêneros.

Toda essa discussão me faz concluir que muitas pessoas estão se ocupando mais do comportamento de outros veganos do que na libertação animal em si. Mais uma vez reitero: veganismo é sobre os direitos dos animais não-humanos e não sobre outros veganos. O veganismo é um movimento ético e não um movimento moralista. Não é uma religião ou culto que se ocupa de patrulhamento ideológico ou moral de seus membros. Diminuir o sofrimento animal causado pelo ser humano é uma tarefa gigantesca demais para perdermos tempo e desviarmos o foco.

Isaac Bashevis Singer
Eu pessoalmente me oponho a qualquer forma de discriminação e injustiça com os animais humanos ou não. Mas me propus a dar meu tempo à causa dos animais não-humanos porque a escala da opressão contra eles é maior do que qualquer outra forma de opressão. Todos os grupos humanos, inclusive minorias oprimidas, oprimem os animais não-humanos. Seus corpos são tratados de forma mais brutal do que produtos. São tratados como mercadorias e propriedade; são jogados em caminhões e navios para serem transportados. As fêmeas tem seus corpos invadidos para reproduzirem mais escravos. Os animais ainda livres tem seus habitats destruídos para serem ocupados pelos humanos e suas atividades. Bilhões são cortados vivos em matadouros. Como disse o grande escritor Isaac Bashevis Singer, o ser humano transformou o mundo em um grande campo de concentração para as outras espécies. Devemos reconhecer isso e concentrar no denominador comum que existe entre os veganos -  uma ânsia pela abolição animal -  e não em nossas diferenças. O ser humano é paradoxal e moralmente imperfeito. Julgar outros veganos não vai fazer nada pelos animais, apenas inflar o ego de quem o faz. 

22 de mai. de 2017

Direitos animais em Cannes

Um filme que mistura animação com atores reais está sendo exibido em Cannes. Chamado Okja e com um elenco de estrelas como Paul Dano e Tilda Swinton, o filme é inspirado no Animal Liberal Front e sua ação direta. No caso, um animal fictício que parece um porco gigante foi raptado pela indústria da carne e precisa ser salvo. Okja estreia na Netflix dia 29 de junho. Veja o trailer abaixo:




25 de fev. de 2017

Carnaval animal #carnavalsemcrueldade #aguiadeouro




Vou fazer essa breve postagem antes de sair em viagem para o mato e recarregar as energias durante o carnaval. A escola paulista Águia de Ouro se tornou a favorita dos veganos por não usar nada de origem animal, ou seja, é o carnaval sendo veganizado. Parabéns a Água de Ouro por fazer a coisa certa e fazer festa sem sofrimento alheio. Luiza Mell vai ser o destaque, e merecidamente! Divirtam-se!

15 de nov. de 2016

Trump: má notícia para os animais

O mundo está chocado com a vitória de Trump para a presidência dos EUA. E para o movimento dos direitos dos animais ele é uma péssima notícia. (Ler mais +)

20 de abr. de 2016

Cinema e direitos animais



Eu contribui um artigo para o portal de língua inglesa Dirty Movies sobre direitos animais e veganismo na tela grande (e pequena). Siga o link e me diga o que acha.

29 de fev. de 2016

Eliane Brum menciona direitos animais em nova coluna

Em sua nova coluna onde o tema central é a impossibilidade da ignorância como desculpa em um mundo com tanta informação, a jornalista Eliana Brum mencionou com destaque a questão animal, chamando a atenção para o fim da inocência que o marketing da exploração tenta explorar.

"Somos os nazistas das outras espécies. E, se antes era possível ignorar, desqualificando a questão como algo menor ou coisa de “adoradores de alface”, a internet e a disseminação de informações tornaram impossível não enxergar o olho do boi."


29 de nov. de 2015

App de direitos animais

(Via Catraca Livre) - O app Libertação foi criado com o objetivo de reunir dezenas de milhares de ativistas, sejam protetores de animais, veganos ou vegetarianos. O app centralizará informações de eventos veganos de todo Brasil, além de ser um espaço para veiculação de petições online, vaquinhas, protestos, etc.

22 de out. de 2015

Professor vegano demitido por abordar direitos animais

Não duvidem que veganismo incomoda muita gente, porque bate de frente com um sistema econômico cruel.

"No dia 20 de outubro, o educador vegano e colunista da ANDA Leon Denis foi chamado a comparecer na escola em que lecionava, na cidade de São João Evangelista, Minas Gerais, para ser informado que estava oficialmente dispensado de sua função." (Ler mais +)