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16 de out. de 2024

Ecocídio no Pantanal e Cerrado

O Pantanal enfrentou uma devastação sem precedentes em 2024. Entre janeiro e setembro, o bioma sofreu um aumento de 2.306% na área queimada, comparado à média dos últimos cinco anos. No total, 1,5 milhão de hectares foram consumidos pelo fogo, dos quais 318 mil hectares apenas no mês de setembro, revelando o impacto dramático das mudanças climáticas e da seca extrema na região. 

 De acordo com o Monitor do Fogo, divulgado pelo MapBiomas na última sexta-feira (11), 92% das áreas queimadas no Pantanal em setembro eram de vegetação nativa, mostrando a intensidade da devastação em um dos ecossistemas mais frágeis do mundo. A seca severa e a intensificação das mudanças climáticas contribuíram para o avanço descontrolado das chamas, que ameaçam a rica biodiversidade e os recursos naturais da região. 

 
Os incêndios florestais se espalharam por todo o Brasil em 2024, atingindo um total de 22,38 milhões de hectares – uma área equivalente ao estado de Roraima. O aumento é impressionante: 150% maior que no mesmo período de 2023, quando 8,98 milhões de hectares foram queimados. Só em setembro, 10,65 milhões de hectares foram devastados, quase metade de toda a área afetada nos oito meses anteriores.

7 de set. de 2024

O impacto do fogo nos animais do Pantanal

Após a onda de incêndios que atingiu o Pantanal no início de agosto, profissionais do Onçafari encontraram a onça Gaia, de 11 anos, carbonizada.

"Foi uma das cenas mais difíceis e cruéis que presenciei na vida, arrasando não só meu coração como de toda a equipe", descreveu o biólogo e guia Marcos Ávila.

6 de set. de 2024

Brasil pode perder o Pantanal até o final do século, alerta Marina Silva

Em meio à queimadas que castigam a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado, a Comissão do Meio Ambiente (CMA) do Senado recebeu, nesta quarta-feira (04/09), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para prestar esclarecimentos sobre as ações da pasta no combate à destruição de biomas de extrema relevância ao país.

A ministra afirmou, durante a audiência, que caso as queimadas e o período de estiagem prolongado persistam e os efeitos do aquecimento global não sejam revertidos, o Brasil corre o risco de perder o Pantanal até o final do século. “Segundo pesquisadores, se continuar o mesmo fenômeno em relação ao Pantanal, o diagnóstico é de que poderemos perder o Pantanal até o final do século. Isso tem um nome: baixa precipitação, alto processo de evapotranspiração, não conseguindo alcançar a cota de cheia, nem dos rios nem da planície alagada”, explicou Marina.

“E, portanto, a cada ano se vai perdendo cobertura vegetal. Seja em função de desmatamento ou de queimadas. Você prejudica toda a bacia e, assim, segundo eles (pesquisadores), até o final do século nós poderemos perder a maior planície alagada do planeta”, completou ela.

Marina apontou que os esforços do governo federal para conter os incêndios em biomas ocorrem desde janeiro de 2023, primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula. Segundo ela, as ações tomadas pelo governo evitaram um cenário “totalmente incontrolável”. “Eu diria que o esforço que está sendo feito nesse momento é de tentar ‘empatar o jogo’, com essas condições totalmente desfavoráveis”.

Segundo a ministra, apenas dois estados da federação (Sergipe e Alagoas) não enfrentaram escassez hídrica severa, enquanto nove estão em situação crítica. Conforme os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), agosto deste ano registrou 68,3 mil focos de queimadas, o que representa um aumento de 144% em relação ao mesmo mês de 2023.

Marina destacou que, além das mudanças climáticas, a gestão inadequada do fogo contribui para as queimadas e incêndios florestais. Ela mencionou Corumbá (MS), no Pantanal sul-mato-grossense, onde o desmatamento é responsável por cerca de 50% das queimadas no estado.

Ela negou que o ministério esteja sofrendo cortes orçamentários que comprometam o combate aos incêndios e sublinhou a necessidade de políticas públicas baseadas em evidências e de colaboração com o setor privado. Marina também afirmou que, sem a redução do desmatamento promovida pelo governo atual no ano passado e em 2024, a situação seria “incomparavelmente pior”. Ela destacou os avanços do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e no Cerrado (PPCerrado), que incluem a previsão de aumento para 3 mil brigadistas e o recente lançamento do Plano de Transformação Ecológica.

A ministra observou que o país vive um “novo normal” que exigirá do poder público respostas adaptativas às mudanças climáticas. Ela também solicitou ao Congresso a criação de um marco regulatório de emergência climática, considerando que 1.942 municípios estão em risco climático extremo.

Marina informou que o perfil dos incêndios na região da Amazônia está mudando, com a floresta perdendo umidade e tornando-se mais suscetível a incêndios naturais. Atualmente, 27% das áreas queimadas na Amazônia estão em regiões de atividade agropecuária e 41% em áreas de vegetação não florestal. Além disso, 32% das queimadas ocorrem em áreas de vegetação florestal, um aumento significativo em relação a períodos anteriores. Cerca de 85% dos incêndios ocorrem em propriedades privadas e 15% em terras indígenas ou unidades de conservação estadual e federal.

Ela concluiu afirmando que a mudança climática está afetando gravemente a floresta, com incêndios provocados tanto por atividades humanas quanto por eventos naturais, e que, de acordo com os meteorologistas, a maioria dos incêndios atuais não é causada por raios ou relâmpagos.

Fonte: Congresso em Foco

27 de ago. de 2024

Queimadas no Brasil

 As queimadas que assolam São Paulo, Pantanal e a Amazônia são ações criminosas que ficam exacerbadas com o aquecimento global, já que o ar seco facilita que o fogo se espalhe. Mas obviamente existem pessoas interessadas no fogo porque é uma forma de grilar terra. É simples assim e se morrerem bilhões de animais nas florestas para esses agentes do apocalipse, está tudo bem. O governo precisa fazer mais, muito mais. O Ibama está operando com um quadro ridiculamente baixo, quando deveria ser a organização melhor equipada de pessoal do Brasil. Vamos pressionar o governo a fazer mais pelo meio ambiente.

Assistam esse vídeo e entendam melhor a ameaça fascista que o Brasil vive sem trégua. Falta aplicação da lei! Essa gente toca o terror para desestabilizar o país, literalmente colocando fogo no país, como fizeram no dia 8 de janeiro. A extrema-direita é uma ameaça ao planeta.






1 de out. de 2020

Tetê Espíndola e outros músicos se unem pelo Pantanal

Essa música foi escrita 30 anos atrás mas não poderia ser mais tão tragicamente profética.




21 de mai. de 2011

WWF apóia iniciativa de carne orgânica no Pantanal

Logo do grupo do Facebook
que protesta contra a WWF
Enquanto o Brasil retorno aos níveis de desmatamento altíssimos de alguns atrás, depois de uma fase com resultados mais otimistas, A Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO Pantanal Orgânico), em parceria com o WWF-Brasil e Movimento Slow Food se unem para vender carne produzida no Pantanal para exportação. 

De acordo com um relato do Correio do Estado, no dia 23 em Campo Grande (MS) será realizado um jantar para celebrar o acordo firmado com empresários italianos para levar carne do Pantanal para a Itália. Isso é que é progresso! Quantas vacas e onças serão mortas para que alguns italianos que dizem apreciar ‘comida lenta’ possam se deleitar no sofrimento alheio? Com certeza, muitas. E nada lentamente. 

O que mais choca é ver uma organização ambientalista como a WWF, que inclusive tem sido bastante ativa na luta contra o novo Código Florestal, também conhecido como o Massacre da Serra Elétrica, apoiar uma iniciativa como essa. 

“A criação de gado orgânico no Pantanal é um exemplo claro de que pensando e ajustando onde e como produzir muitas atividades podem se tornar mais sustentáveis, gerando empregos e renda e ajudando na manutenção da biodiversidade e dos serviços ambientais, algo imprescindível para a longevidade da própria produção”, disse o representante da WWF-Brasil Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, e ao mesmo tempo ministrando uma master class em como fazer greenwashing. 

A organização esteve na feira mundial de orgânicos de Nuremberg (Alemanha), para fazer relações públicas desse tipo de exploração animal e de um dos biomas mais preciosos do Brasil, destacando a “convivência da atividade econômica com o meio ambiente e cultura pantaneira.” 

A carne orgânica é um grande engodo do ponto de vista da sustentabilidade porque ela exige mais espaço. Sendo assim ela desloca animais livres como onças de seu habitat natural. Mas a sua consequência mais perniciosa é a beatificação do consumo de carne, fazendo-o aceitável e até mesmo benéfico para o meio ambiente. Todo mundo sabe, graças a relatório da ONU lançado em 2006, que a carne é a causa número um de gases que causam o aquecimento global. 

A WWF deveria estar promovendo o veganismo e não se juntando aos exploradores de animais e dos recursos do Brasil para alimentar europeus burgueses viciados em carne e em dietas supostamente saudáveis. Não é a toa que existe um grupo no Facebook dedicado a esculhambar essa organização vendida. Eu já havia me juntado e aconselho todos a adicionarem suas vozes a esse coro de protesto.