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6 de abr. de 2013

A "inocente" face do terror


Texto de Servilio Branco (0AB/SP 119218)

“A JBS TEM como missão ser a melhor em tudo o que se propõe a fazer”, diz a página da “maior empresa em processamento de proteína animal do mundo”. No entanto, será o crime uma missão da JBS Friboi? Esse é o questionamento que se faz a essa empresa que recebeu R$ 10 bilhões de dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). São contundentes relatos de funcionários vitimados pela superexploração, o ritmo intenso de trabalho e as longas e extenuantes jornadas que multiplicam os acidentes de trabalho com lesões e mutilações.

Essa reportagem acerca da JBS-Friboi, cuja “nobre missão” é a de produzir proteína animal, ilustra a mentalidade desses empresários da morte.

Alvo de centenas de reportagens negativas em todas as mídias a JBS Friboi achou por bem contra-atacar e o fez em grande estilo. Usou a receita costumeira. Uma grande agência de publicidade, um ator global, até então com credibilidade, divulgação nas grandes redes de comunicação, e voila., está pronta a asséptica campanha publicitária.

O foco da propaganda é justamente vender a idéia de que nos frigoríficos da empresa, funcionários de vestes imaculadamente brancas e higienizadas, desempenham alegremente suas funções. de processar cadáveres..

O peludo Toni Ramos desempenha com propriedade seu papel de porta-voz da holding., cuja atiividade é assassinar de forma brutal criaturas inocentes.

O comercial começa com o locutor dizendo: “Carne Friboi. Sua melhor escolha”. Na sequência, Tony Ramos fala das qualidades da carne e encerra sua participação dizendo: “É a carne em que você e sua família podem confiar”. E complementa: “Peça Friboi, carne confiável tem nome”.

Nojo é palavra que define tudo. Nojo da JBS Friboi, nojo desse ator que se presta ao deprimente papel de colaborar com essa farsa; nojo das emissoras que veiculam esses comerciais; nojo dessa hipocrisia robótica que aceita a carne desde que o abate seja "humanitário", como se o valor maior não fosse e a vida e sim o modo como os animais são mortos.

Frigorífico é um estabelecimento que não pode ser mostrado por inteiro, sob o risco de desencadear uma catarse. Pouquissimos suportam in loco ou mesmo por imagens, a visão do abate cruento dessas vítimas inocentes.

O chamado abate humanitário é uma falácia. Nada mais é que uma solução legal e tecnológica que visa mais aplacar nossa consciência que propriamente diminuir o sofrimento desses animais em seus momentos derradeiros.

Essas pobres criaturas são despojadas de tudo que é inerente aos seres sencientes, Tiramos sua liberdade, suas crias e seu bem estar. E num derradeiro exercício de loucura, ceifamos suas vidas de modo brutal e impiedoso .

A parte mais horrenda dessa execrável atiividade jamais será exibida na televisão, salvo de modo esporádico e em formato de reportagens E ainda assim com pruridos, pois são imagens aterradoras demais para serem digeridas.

"Orgulhem-se" brasileiros, temos o maior rebanho bovino e o maior frigorífico do mundo, o que nos coloca no topo quando o tema é o extermínio sistemático de animais. E assim será enquanto ganância e indiferença forem maiores que o amor e a compaixão.

27 de mar. de 2013

Tony Ramos vende a sua imagem para a JBS Friboi


Eu imagino que Tony Ramos seja razoavelmente rico para poder recusar um trabalho como esse. Depois da matéria do Fantástico mostrando matadouros do Brasil, essa empresa, uma das maiores processadoras de cadáveres de animais do mundo, contratou o “bom moço” Global para dar uma limpada na sua imagem. E ele aceitou, por uma boa grana eu imagino. Será que ele se deu o trabalho de ir visitar um matadouro e ver o horror ao qual os animais são submetidos?