Um dos grande pensadores abolicionistas, Tom Regan, morreu esta semana. Regan contribuiu com um dos corpos teóricos mais sólidos para avançar o pensamento abolicionista e inspirou milhares de pessoas a se tornarem veganas. Seu trabalho mais conhecido é The Case For Animal Rights (1983) e Jaulas Vazias (2006). Regan fará muito falta mas deixa um legado que continuará inspirando muitos e ajudando a promover um mundo mais justo para os animais. RIP TOM REGAN
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18 de fev. de 2017
27 de jul. de 2011
Direitos animais: O enfoque abolicionista
Gary Francione, pensador abolicionista "Atualmente, o abolicionismo reclama a necessidade de uma clara definição de seu conceito para entender a importância que possui em relação à concessão de direitos aos animais. Tento aqui prevenir um possível uso maléfico, através de versões extensivas ou ambíguas, preservando o conceito para não desgastar o termo. O abolicionismo nega a condição de propriedade dos animais não-humanos. Encara um ponto de partida diferente daquele habitualmente considerado para a defesa dos animais, possibilitando um novo e eficaz marco teórico para a análise da realidade." (Direitos animais: O enfoque abolicionista)
23 de fev. de 2011
Geda promove debate em São Paulo
PRESS RELEASE
O segundo evento do ciclo de estudos e debates do Grupo de Estudos de Direitos Animais (GEDA) em 2011 está chegando: dia 26 de fevereiro (sábado), às 17 horas (concentração às 16:30). Neste, haverá um “confronto” direto entre a produção de dois grandes pensadores que atuam no movimento dos direitos animais: o ilustríssimo biólogo Sérgio Greif apresentará seu artigo “Em defesa dos animais: uma análise crítica da argumentação de um filósofo bem-estarista”, que costesta o artigo "Bem Estar Animal ou Libertação Animal: Uma análise crítica da argumentação anti-bem-estarista de Gary Francione", escrito por Carlos Naconecy. Este por sua vez será “representado” pelo advogado e gedano Hugo Chusyd, que suscitará questões pertinentes baseadas no artigo de Naconecy. A mediação ficará a cargo do advogado Cláudio de Godoy. Como sempre, as indagações seguirão, no tradicional debate que sucede as palestras.
Os artigos são:
Artigo do Sérgio Greif: http://www.gaepoa.org/site/articles/33-em-defesa-dos-animais-uma-an%C3%A1lise-cr%C3%ADtica-da-argumenta%C3%A7%C3%A3o-de-um-fil%C3%B3sofo-bem-estarista
Artigo do C. Naconecy: http://www.gaepoa.org/site/articles/11-bem-estar-animal-ou-liberta%C3%A7%C3%A3o-animal-uma-an%C3%A1lise-cr%C3%ADtica-da-argumenta%C3%A7%C3%A3o-antibem-estarista-de-gary-francione
Local: Restaurante Vegethus Consolação - Rua Haddock Lobo (perpendicular à av. Paulista), 187 – Consolação – SP. http://www.vegethus.com.br
Evento gratuito. Não é necessário fazer inscrição. Serão distribuídos papel e caneta entre os presentes.
Informações:
Tânia Vizachri (11 9753 4498) ou Francisco Viríssimo (11 8997 6397)
E-mail: grupogeda@gmail.com
Web: http://www.gedasp.org (confira a programação semestral, incluindo datas)
Podcast: http://geda.podomatic.com
Fonte: GEDA - Grupo de Estudos de Direitos Animais
5 de jan. de 2011
Áudio: entrevista com Roger Yates
Para quem fala inglês, o link leva a uma entrevista com o sociólogo abolicionista irlandês Roger Yates feita para coincidir com o Paris Vegan Day.13 de set. de 2010
Gary Francione responde a ambientalista que voltou atrás sobre veganismo
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| Gary Francione e amigos |
Semana passada o filósofo americano Gary Francione, um dos maiores pensadores do abolicionismo animal, postou em seu blog um comentário sobre uma coluna de George Monbiot, um colunista inglês muito conhecido por sua postura esquerdista e ambientalista.
Monbiot havia expressado antes apoio ao veganismo como uma postura verde, mas mudou de idéia e explicou porquê me artigo que apareceu no jornal The Guardian.
Francione escreveu que Monbiot ignorava o ponto principal da discussão: que o consumo de carne animal não pode ser justificado como algo moral. A única justificativa para se comer animais é o prazer dos humanos as custas do sofrimento e morte de 56 bilhões de animais por ano (excluindo peixes).
Ele acrescentou que a posição de que a produção animal pode ser feita de forma mais humana é extremamente ingênua. “Os animais são propriedade”, escreveu Francione. “Elas são produtos econômicos. Reformas de bem-estar animal oferecem muito pouca proteção aos interesses dos animais e historicamente elas simplesmente fizeram a exploração animal mais eficiente. Mesmo se os padrões de bem-estar animal aumentassem dramaticamente, nosso tratamento dos animais ainda representaria tortura se fosse humanos os envolvidos."
Francione lembrou também que não é possível alimentar bilhões de pessoas com carne, mesmo que o consumo diminua, sem torturar os animais. “Eu estou estupefato que você se juntou a turma da ‘carne feliz’”.
Fonte: Abolitionist Approach
24 de abr. de 2010
30 de set. de 2009
Traçando o Limite
No último domingo, 27 de setembro de 2009, a Folha de São Paulo publicou matéria de duas páginas sobre abate humanitário e bem-estar animal [1]. A matéria enfatizava as restrições européias à indústria brasileira da carne. Procurando proteger seu mercado interno, a União Européia levanta uma série de barreiras à exportação de carne do Brasil. Primeiro, as condições sanitárias; depois, a observância de padrões éticos no manejo dos animais a serem abatidos. Mais um capítulo desse folhetim do comércio internacional está para ser redigido a partir do dia 20 de outubro deste ano, quando auditores europeus virão pessoalmente inspecionar os métodos e os padrões éticos da indústria de carne suína. Se aprovarem o que virem, o Brasil – que já é o maior exportador de carne do mundo – terá, enfim, acesso ao cobiçado mercado da UE.
A descrição contida na matéria sobre o método “humanitário” de abate de um porco é eloqüente. A indiferença que nós, humanos, manifestamos a esse modelo industrial de matar é kafkiana (Kafka, por sinal, tendo sido um vegetariano). Mais kafkiano, porém, é o papel que pessoas que se autodenominam defensoras dos animais cumprem nesse sistema. A matéria comemora que a “proverbial desconfiança que sempre existiu entre as entidades de proteção e a indústria de proteína animal” finalmente foi rompida. Sob os auspícios da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), todo o sistema de abate humanitário está sendo supervisionado. A WSPA é o que se conhece no meio como uma entidade bem-estarista: ela se propõe a promover o bem-estar de animais usados por seres humanos, não em combater o uso em si. Como cita a própria matéria, uma veterinária ligada à entidade diz que “o animal pode servir ao homem, desde que se dê qualidade de vida a ele”. E qual é exatamente o fundamento racional para afirmar que o animal pode “servir” ao ser humano? O resultado prático dessa concepção, que vigora há dois séculos no ocidente pode ser deduzido pela contribuição inestimável que a WSPA está dando para que, brevemente, o Brasil amplie o número de animais gerados e abatidos na indústria da carne. Trocando em miúdos (uma expressão, por sinal, tristemente apropriada): a WSPA, autodenominada defensora dos animais, está contribuindo para que mais animais venham a ser mortos nos anos vindouros. Em nome do bem-estar, ela contribui para o aumento do número de indivíduos que sofrem e, portanto, contribui para a maximização do sofrimento, não para sua redução, que é o que afirma.
A descrição contida na matéria sobre o método “humanitário” de abate de um porco é eloqüente. A indiferença que nós, humanos, manifestamos a esse modelo industrial de matar é kafkiana (Kafka, por sinal, tendo sido um vegetariano). Mais kafkiano, porém, é o papel que pessoas que se autodenominam defensoras dos animais cumprem nesse sistema. A matéria comemora que a “proverbial desconfiança que sempre existiu entre as entidades de proteção e a indústria de proteína animal” finalmente foi rompida. Sob os auspícios da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), todo o sistema de abate humanitário está sendo supervisionado. A WSPA é o que se conhece no meio como uma entidade bem-estarista: ela se propõe a promover o bem-estar de animais usados por seres humanos, não em combater o uso em si. Como cita a própria matéria, uma veterinária ligada à entidade diz que “o animal pode servir ao homem, desde que se dê qualidade de vida a ele”. E qual é exatamente o fundamento racional para afirmar que o animal pode “servir” ao ser humano? O resultado prático dessa concepção, que vigora há dois séculos no ocidente pode ser deduzido pela contribuição inestimável que a WSPA está dando para que, brevemente, o Brasil amplie o número de animais gerados e abatidos na indústria da carne. Trocando em miúdos (uma expressão, por sinal, tristemente apropriada): a WSPA, autodenominada defensora dos animais, está contribuindo para que mais animais venham a ser mortos nos anos vindouros. Em nome do bem-estar, ela contribui para o aumento do número de indivíduos que sofrem e, portanto, contribui para a maximização do sofrimento, não para sua redução, que é o que afirma.
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