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25 de mai. de 2012

Entrevista: como ser um ativista pelos animais mais eficiente



Psicologia e estratégia são duas ferramentas poderosas na vida dos ativistas dos animais, tanto para aumentar a eficiência do trabalho e preservar o ativista do desgaste emocional que o trabalho envolve. O escritor e ativista Nick Cooney, atualmente um dos gerentes de comunidade no Farm Sanctuary, uma das maiores organizações de defesa animal nos Estados Unidos, conhece bem o assunto. Ele já escreveu o livro Change of Heart e fundou a Humane League antes de aterrissar no cargo que hoje ocupa. Graduado em estudos de não violência na Hofstra University e tendo já trabalhado em um programa de nutrição da Universidade da Pensilvânia, ele conversou com a ANDA sobre ativismo e as melhores formas de fazer do mundo um lugar melhor para os animais.

Quais são os melhores instrumentos de comunicação que um ativista deveria ter para argumentar pelos animais?

Geralmente, as melhores ferramentas de comunicação são aquelas que você usaria para se dar bem no trabalho ou para conquistar alguém. Trabalhe para ser confiante e amigável. Diga coisas positivas sobre a pessoa com quem você está falando e pergunte o que eles acham. Diga a ela que esta questão se alinha com o tipo de pessoa que ela é e aquilo que ela já acredita. Dê a ela a impressão de que você é parecido com ela, mas também vegetariano. Seja gentil e calmo. Não seja agressivo e nem tente provar que ela está errada. Essas são habilidades nas quais nós podemos trabalhar e melhorar com o tempo. Em termos do que dizer, use histórias sobre como os animais são tratados em vez de citar muitos fatos e números. As pessoas não se importam com estatísticas ou o número de animais mortos, mas elas se identificam mais com histórias de um indivíduo em particular. Pergunte a ela porque come carne ao invés de tentar dar um milhão de razões para ser vegetariana. Estimule-a a tentar pratos vegetarianos e dê a ela uma ou duas dicas de como o fazê-lo (qual mercearia tem bons produtos vegetarianos, por exemplo, ou um exemplo de um prato que você gosta de preparar para a sua família).

A crueldade contra os animais é umas das narrativas mais comuns usadas por ONGs de proteção animal tanto para regular a indústria quanto para convencer o público a se tornar vegano. Mas o quão eficazes você acha que essas imagens de crueldade realmente são? Como você acha que elas deveriam ser usadas?

Falar sobre crueldade e especialmente mostrar ao público essa crueldade em forma de fotos e vídeos tem bastante força. Pesquisas mostram que imagens perturbadoras de crueldade funcionam melhor para convencer as pessoas a mudar sua atitude do que imagens felizes ou apenas texto. Na minha experiência, é claro que uma imagem é muito melhor do que um texto, e um vídeo é muito melhor do que fotos, quando se trata de mostrar publicamente a crueldade e persuadir o público a fazer a transição para uma dieta vegetariana e vegana. No entanto, mostrar a crueldade só é útil se as pessoas também forem expostas a uma mensagem positiva sobre o que eles podem fazer para ajudar a situação. Então, além de mostrar a crueldade, nós precisamos mostrar que as pessoas podem parar essa crueldade simplesmente mudando sua dieta. E nós precisamos mostrar a elas como fazer essa mudança.

Trabalhar pelos animais pode ser emocionalmente desgastante. O que os ativistas pelos animais podem fazer para evitar a "fadiga de ativista"?

Até certo ponto, nós precisamos nos separar emocionalmente da crueldade que nós sabemos que acontece. Senão, nós vamos passar nosso tempo torcendo nossas mãos, indignados e reagindo a última crueldade sendo denunciada. Dessa forma nós agiremos como bombeiros, correndo de um fogo para o outro, sempre tentando apagar o último, raramente conseguindo, e um outro fogo sempre esperando em algum outro lugar. Nós ajudaremos mais os animais se nos distanciarmos um pouco emocionalmente e começarmos a tratar nosso ativismo como um negócio. Nosso ‘lucro’ como ativistas é salvar vidas e reduzir o sofrimento do maior número de animais possível. Qual a questão animal é a que pode salvar o maior número de vidas e evitar mais sofrimento? (Obviamente, defesa de animais de produção e veganismo). Qual a tática ou abordagem salvará mais vidas e reduzir mais sofrimento (por exemplo, compartilhar vídeos, distribuir panfletos, kits veganos, campanhas de publicidade, etc.) Como nós podemos salvar mais vidas e reduzir mais sofrimento este mês do que no mês passado? Pensar desta forma calculista é útil para evitar fadiga ativista. Também ajuda se focarmos no positivo, no próximo passo e o que podemos fazer melhor, ao invés de focar nas milhões de coisas terríveis que estão sendo feitas com animais. Isso pode nos ajudar a nos manter otimistas, e nos ajudará a usar melhor nosso tempo e dinheiro para ajudar muito mais animais.

Raiva é um sentimento comum entre ativistas dos animais. Como você sugere administrá-la?

Pensar pragmaticamente em termos do que nós podemos fazer para ajudar ainda mais animais e melhorar o que estamos fazendo ajuda a tirar nossa atenção dos sentimentos de ira que poderiam nos acometer. Se nós pensarmos pragmaticamente, como um empresário, nós nos damos conta que uma certa dose de ira pode ser uma flama que nos mantém motivados. Mas se nós ficarmos muito irados, nós seremos consumidos por aquele fogo. Ficamos cheios de estresse e ansiedade, nós tomamos decisões irracionais em nosso ativismo, nós alienamos o público alvo e por fim reduzimos nossa eficácia para ajudar os animais. Para combater nossa ira, é útil ter hobbies fora do ativismo, fazer exercício e por fim reconhecer nossa força limitada. Sim, nós podemos ajudar dezenas de milhares de animais ao longo de nossa vida se praticarmos um ativismo eficaz, o que é incrível quando nos damos conta disso. Mas o fato é que existem bilhões de pessoas que nunca ouvirão nossa mensagem, nunca se importarão ou nunca mudarão. Com certeza nós podemos ficar com raiva que as pessoas podem ser tão egoístas, teimosas e cruéis – mas essa raiva vai resolver alguma coisa? Todas essas realidades da psicologia humana são tão inescapáveis como a morte e impostos, como se diz aqui nos EUA. Nós devemos aceitá-las e voltar ao nosso trabalho de fazer o melhor possível pelos animais.

Qual a forma mais eficaz de espalhar o veganismo?

Esta com certeza é a pergunta de um milhão de dólares! Bom, há dois aspectos. O primeiro é mostrar as pessoas o motivo para adotar uma dieta vegana. Na minha experiência, compartilhar vídeos denunciando a crueldade animal (através de campanhas online e exibições de vídeos) é a forma mais eficaz de ativismo vegano no momento, seguido por distribuição de panfletos com imagens e texto que transmitam a mesma mensagem. O segundo aspecto é como. Nós precisamos mostrar as pessoas como é fácil comer veganamente, e dar elas os recursos para fazer disso uma tarefa divertida, fácil, saborosa e saudável. Os ativistas às vezes passam muito tempo dizendo para as pessoas mudar suas dietas mas não dizendo como o fazer e facilitando isso para elas. Distribuir kits veganos e criar blogs online com recursos de uma dieta vegana são para mim as melhores formas de informar as pessoas como fazer a transição.

8 de mai. de 2010

O veganismo pela via da educação

Eric Prescott (centro)
Eric Prescott é um ativista vegano que mora em Boston, nos Estados Unidos, onde atua através da Boston Vegan Association, que ele co-fundou. Abolicionista, Eric concentra seus esforços em educação vegana. Um de seus projetos é um documentário chamado I’m Vegan (Sou Vegano), que reúne depoimentos subjetivos de veganos com o objetivo de desfazer preconceitos sobre o veganismo. 

Nessa entrevista exclusiva que eu fiz com ele para a Agência Nacional de Direitos Animais, Prescott fala sobre seu trabalho, as formas efetivas de ajudar para que as pessoas se tornem veganas e dá conselhos e sugestões para outros ativistas e aqueles que desejam se juntar à causa animal.


ANDA - Qual a forma mais efetiva de conseguir que as pessoas se tornem veganas e respeitem os animais como entidades livres?

Eric Prescott- Se o objetivo é conseguir que os humanos respeitem os não humanos como indivíduos senscientes com o direito moral de não ser propriedade, então os meios devem lembrar os fins para serem eficazes. Em outras palavras, nosso ativismo vegano deve girar em torno de educação de direitos animais abolicionistas e não de argumentos que não conduzam a uma visão abolicionista. Sendo assim, nós devemos educar as pessoas para que eles levem os interesses dos animais a sério, particularmente o interesse deles em não serem usados como propriedade humana. Na maioria dos casos, isso quer dizer ajudá-los a “ligar os pontos”. Muitas pessoas pensam que elas respeitam os animais. Por exemplo, elas pensam que é errado fazer mal aos animais (como gatos e cães) sem necessidade, mas elas não vêem que usar e consumir partes animais e produtos derivados também faz mal aos animais. Se nós conseguirmos ajudar-las a fazer essa conexão, nós teremos uma chance maior que as pessoas escolham o veganismo em solidariedade com o interesse dos animais de não serem usados como propriedade. A medida que mais pessoas pararem de usar animais porque elas acreditam que a exploração animal é errada, nós efetivamente faremos crescer um movimento abolicionista.

ANDA - Como o legista e filósofo Gary Francione, você é bastante crítico de reformas bem-estaristas como o abate humanitário, ovos de galinhas criadas “fora de gaiolas” etc. Qual é o problema com essas idéias e tendências e como elas podem obstruir o caminho até os direitos animais de fato?

Eric Prescott- Eu vou recapitular alguns pontos centrais de Francione aqui, porque eu não tenho nada para acrescentar ao que ele já escreveu. Primeiro, tentar reformar um sistema que considera os animais propriedade legitimiza o sistema, cuja premissa é que é moralmente justificável usar animais para o nosso benefício. A visão de direitos nos compele a desafiar essa presunção fundamental, e não conseguiremos isso enquanto ignorarmos a raiz do problema e focarmos em campanhas de reforma que nunca acabam. Como Francione diz, bemestarismo apenas leva a mais bemestarismo. Além do mais, essas campanhas tendem a beneficiar os exploradores de animais. Como Francione já demonstrou, as únicas reformas adotadas pela indústria são aquelas que geram benefícios de custo. É claro que está em seu interesse econômico explorar os animais de formar mais eficiente. Além disso, essas reformas tendem a proteger os exploradores de animais ao dar ao público a impressão de que os animais estão sendo “bem” tratados. Assim, reformas aliviam a consciência do público. Por fim, essas campanhas não protegem significativamente os interesses dos animais de não sofrerem. Os animais ainda são considerados propriedades e seus interesses são subjugados aos interesses dos seus “proprietários” humanos. Galinhas criadas fora de jaulas ainda sofrem muito como resultado de sua exploração. Fazer campanha por ovos de galinhas criadas fora de gaiolas ou por abate em atmosfera controlada é fazer campanha para causar sofrimento aos animais de uma forma e não de outra. Não tem nada a ver com proteger de forma significativa o interesse do animal de não ser propriedade. Com nosso tempo e recursos limitados, nós devemos focar nossos esforços na raiz do sofrimento animal, que é, em primeiro lugar, o fato de que nós os usamos. Recursos usados em reformas são recursos que poderiam ser usados para fazer crescer o movimento abolicionista através da educação vegana.

ANDA - O foco no sofrimento animal é um dos instrumentos principais do ativismo vegano. Em sua opinião, qual a eficácia das investigações de câmera escondida que mostram animais sendo abusados, torturados e mortos?

Eric Prescott - Eu sou um tanto quanto dividido nessa questão. Eu acho que mostrar evidência que os animais sofrem através do seu uso rotineiro é uma maneira forte de provar para as pessoas que a exploração animal, na melhor das hipóteses, machuca. Eu não acho que investigações em vídeo mostrando animais sendo feridos de formas atípicas são úteis para o abolicionista porque a ênfase nesse caso é em abuso e não no uso padrão. Isso pode dar a impressão que o problema é que o animal não está sendo usado devidamente e não de que o problema é que o animal está sendo usado como propriedade. Além disso, é fácil perder de vista o problema subjacente quando o foco é nos males individuais causados aos vários animais explorados para usos diversos. Essa é a razão pela qual eu acredito que é importante focar em uso rotineiro e explicar nesses casos porque o dano ocorre, amarrando isso com o argumento pela abolição da condição de propriedade dos animais. Algumas pessoas talvez não queiram ver esse tipo de imagem, e talvez prefiram ler sobre o assunto ou ouvir da boca de um ativista. Panfletos podem ser úteis também. A chave da questão é educação sobre a questão fundamental da exploração institucional, e quaisquer materiais usados no ativismo devem sempre trazer isso a tona e não simplesmente focar no modo como os animais são (mal) tratados.

ANDA - O que você diria a um vegetariano/uma vegetariana que resiste a tornar-se vegano?
Eric Prescott - Para os vegetarianos éticos (em contraste com os vegetarianos pela saúde), eu parto do mesmo princípio com eles de que nós dois entendemos que eles são vegetarianos porque nós acreditamos que é errado causar mal desnecessário aos animais. Então eu demonstro que ovo e laticínios são desnecessários e que essas indústrias fazem mal aos animais, e desfaço o mito de que os animais não são mortos por essas indústrias. Daí é uma questão de ajudá-los a entender que os animais sempre sofrerão enquanto eles forem usados como propriedade. Sendo assim, a única forma de evitar esse mal é não usá-los para nenhum propósito, isso é, tornar-se vegano.

ANDA - Diante de tantos obstáculos e enorme resistência cultural, o que os ativistas podem fazer para permanecer motivados?

Eric Prescott - Eu não posso dizer o que funciona para todo mundo, mas o que me mantém motivado é saber que eu simplesmente não posso não fazer algo. Eu não posso permanecer em silêncio. Eu não acredito que nós devemos permanecer em silêncio sobre o sexismo, racismo e assim por diante, e o mesmo se aplica ao especismo. Claro, é motivante saber que muitas pessoas tornaram-se veganas por causa do meu trabalho ou influência, mas mesmo se eu não soubesse sobre essas pessoas (e deve haver várias sobre as quais eu não sei), ainda assim eu permaneceria motivado pela minha certeza de que eu tenho que falar contra a injustiça. Eu também tento ser realista. Tudo o que eu posso fazer é me educar bem e depois educar os outros para plantar as sementes da mudança vegana. Algumas pessoas serão receptivas logo de cara, outras não. Não devemos perder o estímulo se não conseguirmos convencer todo mundo que encontramos a tornarem-se veganos. É além de nossa habilidade convencer todo mundo a mudar, mas nós podemos dar-lhes informação que pode convencê-los a mudar seu comportamento por vontade própria. Elas são responsáveis por suas decisões.

ANDA - O que você diria para aqueles que desejam tornar-se ativistas veganos?

Eric Prescott - Eduque-se. Leia seus livros e o blog abolitionistapproach.com [que inclui textos em português. Uma versão traduzida do blog encontra-se aqui]. Esse material dá uma noção boa da abordagem abolicionista e o ajudará a tornar-se um ativista vegano mais eficiente.

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22 de mar. de 2010

Entrevista com o sociólogo Roger Yates na revista Galileu

Yates é um grande ativista intelectual dos direitos animais e vale a pena ler essa entrevista. Eu destaque em particular o que ele diz sobre os ditos ‘animais domésticos’:

O que você pensa sobre os animais domésticos?

O problema com esses animais é que nós os geramos e selecionamos sua raça. Alguns animais de pedigree não podem fazer sexo, seus olhos caem, têm problemas horríveis de esqueleto por causa de seu formato. Nossa técnica de cruzamento de cães tem causado muitos problemas para eles: cachorros muito pequenos, muito grandes, cachorros que têm problemas de pele. Se você olhar para os animais de pedigree, verá uma situação de pesadelo.

E temos o direito de ser donos desses animais?

Acho que não. Muita gente pensa que nossa relação com os animais é simbiótica e que não há problema, mas a instituição de possuir um animal já é problemática. Eu sei que é uma das questões mais complicadas dos direitos dos animais, porque é um tanto radical. Eu não quero banir nada, quero uma mudança de consciência. É um tanto utópico, os direitos animais são baseados numa mudança cultural.

Devemos fazer o que então? Abandonar nossos cães e gatos?
É obvio que devemos cuidar dos que já existem, mas não deveríamos produzir mais. Você pode dizer que é uma questão de oferta e demanda. Quando a demanda diminuir, a oferta vai diminuir também. Porque a criação de animais virou um negócio, existem muitos criadores por aí.

Mas hoje em dia os cachorros só sobrevivem em convivência com humanos.

É por isso que eles deveriam diminuir aos poucos. É claro que alguns animais até podem existir livremente sem nossa interferência, mas esse não é o caso de Poodles e Chihuahas. Temos que pensar nesse problema que criamos, e o primeiro passo é mostrar para as pessoas que é um problema.





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3 de ago. de 2009

Planet Green traz entrevista com chef vegana Isa Chandra Moskowitz






























O website do canal Planet Green, da rede Discovery, tem uma entrevista com a chef e blogger de Nova Iorque Isa Chandra Moskowitz. Isa, que ficou conhecida pelo website irreverente e sofisticado Post Punk Kitchen, já lançou vários livros sobre veganismo (o mais recente se chama Vegan Brunch) e hoje é uma das estrelas da cena vegana norte-americana. Quando o jornalista a pergunta qual é o seu objetivo máximo, Isa diz: “Que todo mundo se torne vegano. Se eu posso ser parte disso, então, incrível”. Isa também aproveita a entrevista para criticar eco-ativistas que insistem em comer carne. “Muita gente fala do tratamento humano de animais e o meio ambiente e blá blá blá, e depois eles vão e matam e comem animais. É simplesmente bizarro e hipócrita e, francamente, insano”. Para ler a entrevista completa em inglês, clique aqui.




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31 de jul. de 2009

Supervegan entrevista Jeffrey Moussaieff Masson

O blog vegano Super Vegan, que opera de Nova Iorque com uma linguagem direcionada a um público mais jovem, entrevistou o autor Jeffrey Moussaieff Masson, autor do livro The Face On Your Plate (“O Rosto Em Seu Prato”). Masson é conhecido pelos seus livros que revelam a vida emocional dos animais tipicamente criados em fazenda de produção e sempre trazem uma mensagem claramente vegana.

Um dos assuntos abordados na entrevista foi a comparação do tratamento dos animais com o holocausto. Masson, que é judeu, diz que considera a comparação absolutamente legítima. “Quanto eu mais eu penso sobre isso, com mais profundidade eu vejo a validade da comparação. Minha ex-mulher era uma sobrevivente, e ela e eu sempre falamos sobre os paralelos. Ela não via nada de degradante em sua experiência. Muito pelo contrário: ela ficava pasma quando as pessoas diziam, “Eles nos trataram como animais”, como se fosse válido fazer isso com animais. Cada vez mais pessoas, inclusive judeus, estão interessadas nos muitos paralelos. Em relação à escravidão, muitos acadêmicos especializados na escravidão ocidental fazem a comparação com domesticação. Ja se tornou praticamente um cliché. E um cliché bom!”

O entrevista toca também no tema da ‘carne feliz’, que o movimento orgânico tenta vender como uma alternativa ética. Masson não poupa críticas para essa tendência: “Não existe fazenda boa de animais, assim como não existe um campo da morte que possa ser descrito como decente. Não se pode falar de ‘bom’, quando a proposta de um lugar é matar. Falar da vida ‘natural’ desses animais é pura perversão. Nenhum animal domesticado, muito menos aqueles criados em fazendas, vive uma existência natural. Todos os animais domésticos vivem em uma prisão.”

Para ler a entrevista completa em inglês, clique aqui.



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