O julgamento do STF sobre sacrifícios de animais, com foco em uma lei gaúcha que isenta alguns grupos religiosos das leis de abate, é, principalmente, sobre excepcionalismo religioso. Ser a favor de excepcionalismo religioso é ser a favor, por exemplo, de homofobia, porque muitas denominações podem usar o mesmo princípio para justificar discriminação com a comunidade LGBT, seu alvo favorito. Obviamente sou contra todo sacrifício de animal, inclusive no Natal (sim, existem campanhas contra isso também), mas a mesma lei tem que valer para todos. É um direito das pessoas escolherem ter uma religião, mas não é direito de ninguém torturar e matar. Se você é a favor, coloque-se no lugar do animal. Empatia é isso.
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9 de ago. de 2018
30 de jul. de 2015
Templo nepalês promete fim de sacrifícios animais
Ativistas pelos direitos dos animais esta semana comemoraram a notícia de que as autoridades nepaleses proibiram os sacrifícios de animais durante uma festa hindu que atrai milhares de seguidores.
O festival da deusa Gadhimai acontece a cada cinco anos e atrai devotos do Nepal e Índia, que se reunem em um templo no sul do país para sacrificar milhares de animais na esperança de acalmar a deusa do poder.
“Nós decidimos interromper completamente a prática do sacríficio animal,” disse Motilal Prasad, secretário da associação que administra o templo e organiza a celebração. “Os animais são como nós, tem os mesmos órgãos que nós e a mesma dor que nós, ele disse a agência AFP.
A prática centenária gera um comércio enorme de animais, principalmente cabras e búfalos, que são mortos em troca de saúde e felicidade.
“Não vai ser fácil pôr fim a um costume de 400 anos, mas nós temos quatro anos para convencer as pessoas que elas não precisam sacrificar animais para agradar a deusa,” Prasad disse.
A notícia foi recebida com alegria por ativistas locais, que ao longo dos anos de campanha foram apoiados por Brigitte Bardot e a atriz inglesa Joanna Lumley. “Foi um esforço grande. Nós assumimos uma postura firme e finalmente conseguimos resultado,” disse Manoj Gautam,
presidente da Animal Nepal Welfare Network.
Liberdade religiosa ou tradição jamais pode ser usada para justificar para matar outros seres senscientes. A vida precede qualquer manifestação cultural, seja ela religiosa ou secular.
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