14 de jun. de 2021

Perfil da jovem ativista Avalon Theisen

Mais uma colaboração minha para o projeto Unbound, que foca em mulheres ativistas na causa animal.

#banliveexport



Hoje é dia de conscientização mundial do transporte de animais vivos. Milhões de animais são submetidos a essa jornada infernal, morrendo de fome e doença, e muitas vezes afogados em casos de naufrágio, que são frequentes. Do Brasil, geralmente vão para o oriente médio. Carga viva tem crescido no Brasil sob o governo fascista, mais um motivo para você desejar a remoção desse câncer que está matando o país. Seja solidário com os animais. Não é normal submeter animais vivos a uma atrocidade como essa. #banliveexports #cargaviva

7 de jun. de 2021

Proteste na Embaixada da Dinamarca


O horror nas ilhas Faro acontece mais uma vez, e a Dinamarca cruza os braços - eu escrevi esse e-mail para a embaixada da Dinamarca, fiquem a vontade para copiá-lo.

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saogkl@um.dk

Assunto: Faroe Islands massacre

Dear Sir/Madam: 
I am writing to express my outrage at what goes on in the Faroe Islands,the barbaric festival where locals take pleasure in causing immense horror and painto innocent cetaceans. (https://www.mirror.co.uk/news/world-news/whales-head-impaled-spike-brutal-24177666) 
How can Denmark allow this to go on? We are living through a massive environmental crisis.Sea life is threatened and you turn a blind eye to the crimes against nature committed by someof your citizens. It is unbelievable. So much for the greenwashing of Denmark as a green country! 
Please consider putting an end to this horror show. 
Yours sincerely, 
Seu nome

3 de jun. de 2021

Gado é deixado 24 horas sem água e comida

O horror do transporte dos animais! Mas por que tanta maldade, tanta crueldade? É inexplicável...
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Um motorista de caminhão, de 26 anos, foi multado, ontem (1), em R$ 90 mil por maus-tratos a bovinos, que ele estava transportando. O gado, cerca de 30 animais, permaneceu no veículo, estacionado em um posto de combustíveis na MS-306, por pelo menos, 24 horas sem alimento ou água. 

 Segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA) de Cassilândia, a IAGRO (Agência Sanitária Animal e Vegetal) denunciou a situação para os militares, que foram até o local e constataram o crime. Os veterinários do órgão averiguaram que o gado estava extremamente debilitado, aglomerado e cambaleando, devido à falta de alimento. 

A polícia, durante vistoria, constatou que o gado foi carregado no município de Inocência e seria levado para Coronel Sapucaia, segundo o GTA (Guia de Transporte Animal), porém os fiscais suspeitaram que o motorista levaria os animais irregularmente para Goiás, ação comum encontrada pela fiscalização. 

 O motorista alegou que que estava parado no posto porque o caminhão havia parado de funcionar, mas a IAGRO afirmou que o acusado havia adulterado o veículo, retirando a mangueira de combustível, para que ele não funcionasse. 

Os fiscais recolocaram a peça, fazendo com que o veículo voltasse a funcionar normalmente. O veículo e gado foram apreendidos. O motorista foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Cassilândia e responderá por crime ambiental de maus-tratos, com pena de três meses a um ano de detenção. Ele ainda foi multado em R$ 90 mil. O gato apreendido foi deixado aos cuidados da IAGRO.

1 de jun. de 2021

Eu respondo a pergunta do Enzo Celulari

 

O filho de Cláudia Raia e Edson Celulari perguntou no Twitter se a queda do consumo de carne de 25% é consequência do preço da carne ou do aumento do veganismo.

É óbvio que é consequência do preço, de uma política cruel de aumento do dólar para facilitar exportações e que causa uma enorme inflação. O brasileiro está passando fome e não se veganizando em massa.

Como vegano que eu  adoraria acreditar que o veganismo é a causa de queda tão significante, mas é claro que não. Eu também não quero que o pobre deixe de comer carne para passar fome, eu quero que o pobre pare de comer carne para ser vegano e saudável.

28 de mai. de 2021

STF valida lei de cobaias para cosméticos do Rio de Janeiro


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (27) manter a proibição da utilização de animais em testes experimentais de cosméticos, produtos de higiene pessoal e de limpeza no estado do Rio de Janeiro. Por maioria dos votos, os ministros validaram o dispositivo da norma estadual que estabeleceu a medida. 

O caso chegou ao STF por meio de uma ação protocolada na Corte em 2018 pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). A entidade alegou que a Lei Estadual 7.814/2017, aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), é inconstitucional por tratar de matéria sobre proteção ao meio ambiente, proibir a circulação de produtos que foram testados em animais e criar regras de rotulagem, questões que seriam de competência do Congresso Nacional. Por maioria de votos, os ministros seguiram voto proferido pelo relator, Gilmar Mendes. 

Para o ministro, o estado pode estabelecer medidas para proibir os testes em animais, mas não pode restringir a comercialização dos produtos. Segundo o ministro, o Rio apenas estabeleceu um patamar maior de proteção do meio ambiente e não invadiu a competência federal para tratar do assunto. 

 “As leis estaduais que vedam a utilização de animais para o desenvolvimento de experimentos e testes de produtos cosméticos parecem concretizar o exercício de competência legislativa plena dos próprios estados ante a inexistência de disciplina a nível federal”, afirmou. 

 Contudo, no julgamento, os ministros consideraram inconstitucional o dispositivo da lei que proibiu a comercialização de produtos derivados dos testes no estado.

22 de mai. de 2021

Compaixão pelos animais em Tess dos D'Ubervilles

Natasha Kinski como Tess na adaptação de
Roman Polanski

Recentemente terminei de ler um dos clássicos da literatura inglesa, Tess dos D'Ubervilles, um livro brilhante do romancista e poeta Thomas Hardy, que foi primeiramente serializado em jornais e depois lançado como livro. Na época, ele chocou a sociedade vitoriana com seu retrato compassivo de uma jovem cuja vida é arruinada por um homem mais poderoso e sedutor e que depois é julgada como não sendo pura de acordo com a moral vigente. Em todo o livro, Hardy nos mantem ao lado de Tess e cientes da injustiça que ela sofre.

Em uma cena do livro, quando Tess se esconde de um homem que tenta assediá-la, ela passa a noite escondida no mato e ouve sons que ela não entende, como se fossem passos ou pessoas andando. Por fim, ela consegue dormir até o dia clarear. Ao sair de seu esconderijo, ela consegue entender do que se tratava os ruídos. Ela deu de cara com um grupos de faisões que haviam sido alvo de caçadores e passaram a noite moribundos, não feridos fatalmente mas sangrando muito e agonizando. O chão estava manchado de sangue. Uma cena de carnificina.

Tess se compadece dos animais e se repreende por ter pensado que sua vida era dura - nada se compararia ao sofrimento desses animais. Ela indaga como podem haver pessoas que têm prazer em matar e se obriga a executar a inglória tarefa de acelerar a morte desses animais condenados.

É uma cena forte, construída com maestria por Hardy, que neste livro descreve a natureza da parte oeste da Inglaterra de forma a evocar cheiros e paisagens como em uma pintura. O subtítulo do livro Tess é Uma Mulher Pura e ela era de fato uma mulher pura, vítima da injustiça moralista do período vitoriano (1837-1901) e parte da sua pureza era o respeito e amor pelos animais, como é demonstrado nesta passagem e também, mais brevemente, em outras.