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20 de mai. de 2022

O escândalo de corrupção do caso das girafas do Zoo do Rio de Janeiro

Nesse tempo de milícia no poder é assim: quem fiscaliza, é removido - é a bandidagem solta no poder.

A cúpula do Ibama determinou a remoção do servidor responsável pela investigação de maus tratos a 18 girafas importadas para o Brasil da África do Sul. Servidores afirmam que se trata de um caso de retaliação, em meio a uma estratégia de desmonte institucional do principal órgão de fiscalização ambiental brasileiro. 

 Roberto Cabral Borges foi retirado da Coordenação de Operações de Fiscalização (Cofis) do órgão ambiental e transferido para a Coordenação de Controle e Logística de Fiscalização (Conof). As 18 girafas foram importadas pelo Zoológico do Rio de Janeiro em novembro de 2021. Três delas fugiram e morreram. Os outros animais foram confinados em baias de 30 metros quadrados até serem apreendidos em operação da Polícia Federal (PF) e do Ibama. 

 Segundo a Associação Nacional dos Servidores Ambientais (Ascema Nacional), a remoção ocorreu à revelia do servidor, que manifestou formalmente a vontade de permanecer no cargo. Em nota divulgada na terça-feira (17), a entidade diz que é mais um caso de punição a um trabalho de fiscalização ambiental feito com competência. 

 A “alteração de lotação e remoções, apesar de poderem ocorrer dentro da discricionariedade da administração pública, não podem ser utilizadas como forma de punir ou dificultar o trabalho do poder público no trato de questões ambientais”, afirma o comunicado. Sem seguir esses princípios, transferências desse tipo caracterizam “desvio de finalidade, que pode se desdobrar em atos de improbidade administrava”, complementa a Ascema Nacional. 

O servidor em questão é integrante do Grupo Especial de Fiscalização (GEF). Segundo a Ascema, ele possui “vasta experiência na condução de operações de fiscalização”. Entre os colegas, Borges goza de prestígio. Com mais de 120 assinaturas, uma carta protocolada no sistema interno do governo federal, à qual o Brasil de Fato teve acesso, critica a remoção. 

“Seu alto desempenho profissional tem resultados de excelência e não passa despercebido pela sociedade”, escrevem os signatários, todos servidores da área ambiental. Justificativa “pífia”, dizem servidores Quem determinou a mudança foi o coordenador Geral da Coordenação Geral de Fiscalização Ambiental (CGFis/Dipro), o coronel da reserva Joaquim Pereira Leite, indicado sob o governo Jair Bolsonaro. 

A justificativa foi que Borges deveria se concentrar na elaboração de um manual e de um regulamento interno. Na carta, os servidores escrevem que a alegação é “pífia e contraditória”, já que a tarefa é executada em conjunto com outros sete servidores, incluindo cinco lotados em outras coordenações. Na carta, os servidores dizem que remoções sem embasamento se tornaram comuns. Elas “têm sido outra forma frequente de retaliação aos agentes que ainda tentam realizar seus trabalhos e cumprir com suas obrigações institucionais”, diz o comunicado. 

 “Ademais, a proposição de remoção à revelia, de um dos servidores mais experientes, capacitados e dedicados em lotação na Coordenação De Operações de Fiscalização (Cofis) é mais uma demonstração de todo esse ataque ao trabalho genuíno da fiscalização do Ibama”, denunciam os trabalhadores. 

 Girafas morreram após fuga A importação das girafas custou R$ 6 milhões e foi autorizada pelo próprio Ibama. Em dezembro, veterinários levaram os animais para um banho de sol. Parte delas fugiu derrubando as cercas de madeira e três foram encontradas mortas após a fuga. 

 Um laudo elaborado por veterinários contratados pelo próprio Zoológico aponta que as girafas sofreram escoriações, hematomas, choque circulatório e enfisema pulmonar. A conclusão é que a causa da morte foi por miopatia, doença que afeta e paralisa os músculos, inclusive o coração.

29 de jan. de 2022

Girafas maltratadas no Rio de Janeiro

A Justiça do Rio determina que o Bioparque construa um local adequado para abrigar as girafas que, segundo a Polícia Federal, teriam sofrido maus tratos em um resort localizado em Mangaratiba, na Costa Verde Fluminense. A decisão, da juíza Neusa Regina Larsen de Alvarenga Leite, da 7ª Vara da Fazenda Pública, atendeu parcialmente a uma ação dos grupos Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Agência de Notícias de Direitos Animais e Ampara Animal.

No texto, a magistrada estabeleceu que sejam construídos, em 30 dias, recintos de acordo com as normas técnicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 5 mil para a administração da atração turística. Além disso, a juíza também determinou que os animais sejam retirados do galpão em que estão em até 48 horas.

As girafas, capturados na África do Sul e importadas para o Brasil em novembro do ano passado, estão sob cuidados do Ibama após terem sido apreendidas pela Polícia Federal. Os agentes encontraram ferimentos nos animais e sujeira. Na ocasião, dois funcionários foram conduzidos para a Superintendência da corporação no Rio e liberados em seguida.

Segundo denúncia de ONGs, elas estavam presas há mais de 75 dias em um galpão de quarenta metros quadrados. Na ocasião, dois funcionários foram presos, mas liberados em seguida. Uma instrução normativa do Governo Federal exige um espaço com pelo menos 600 metros quadrados de área para cada dois animais. Além disso, o local deve contar com um abrigo coberto e área de comedouro e bebedouro.

Ao todo, 18 girafas chegaram ao Rio em novembro de 2021, no entanto, três delas morreram ao tentar fugir. Em nota, o Ibama informou que aplicou multa diária no BioParque e estabeleceu um prazo de 10 dias para que sejam feitas adequações nos recintos. O Instituto reforçou ainda que os animais permanecem no local, uma vez que o transporte para outros estabelecimentos poderia causar estresse e, consequentemente, mais óbitos.

Procurado, o BioParque afirmou que não houve ilegalidade no processo de importação, aprovado pelos governos brasileiro e sul-africano. O grupo informou ainda que o grupo de girafas foi trazido para um programa de conservação da espécie de longo prazo e que não houve maus tratos. O comunicado também explica que os animais estavam em adaptação em um ambiente aprovado pelos órgãos competentes.

(Via: Band)