27 de jan. de 2010

ONG americana lança vídeo investigativo feito em fazenda de leite

O pensador americano Gary Francione costuma dizer que existe mais crueldade em um copo de leite do que em um bife. Um vídeo lançado ontem pela ONG vegana Mercy For Animals demonstra mais uma vez que a vida das chamadas vacas leiteiras é, literalmente, um inferno.

Filmado em Willet Dairy, Locke, a maior fazenda de laticínios no estado de Nova Iorque, Estados Unidos, onde sete mil vacas são exploradas pelo seu leite, o vídeo mostra as condições de superlotação nas quais os animais sobrevivem; trabalhadores chutando animais e fazendo-os mover com choque elétrico; bebês sendo arrastados de suas mães; uso de hormônios proibidos; e muita sujeira.

Não existe como regular essa indústria. A investigação já gerou várias matérias em grandes publicações, como o Los Angeles Times e a rede de TV ABC News. Mas dor, tortura e morte são partes inerentes de um processo de exploração que vê nesses animais apenas uma fonte de renda, e não uma criatura viva. É por isso que os veganos rejeitam o ovo - lacto vegetarianismo. Não faz sentido de um ponto de vista ético abster-se de carne e continuar consumindo laticínios e ovos. O leite sempre vem de uma mãe com dor e em estado de luto pelo filho roubado de seu cuidado e morto como vitela. E no final de sua ‘vida útil’, ela também vai parar no matadouro, enfraquecida pelos anos nos quais foi tratada como uma máquina de leite.

Com informações da Mercy For Animals

Vídeo (em inglês):



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2 comentários:

Paula RB. disse...

creio que o ser humano só compreenderá a dor profunda que causa aos animais quando posto numa situação semelhante (ainda assim tenho minhas dúvidas).

Não assisti ao vídeo por completo, por não ter "estômago" e não tolerar tais práticas. Contudo, é mister ressaltar o comportamento bruto, de extrema bestialidade e truculência por parte de quem lida com animais confinados; chega a ser patológico tal procedimento, chega ao nível da patologia.

Vera disse...

E o maior problema é que muitos grupos de defesa animal ainda continuam promovendo o ovo-lacto-vegetarianismo e de certa forma apóiam essas reformas bem estaristas que só pregam diminuição de sofrimento, abuso e crueldade quando a questão principal para o fim da exploração animal é promover o veganismo como a base moral para a abolição dos animais como diz o professor Gary Francione. O problema não é a indústria, mas a demanda. Enquanto houver consumo, a indústria continuará produzindo os produtos que os consumidores buscam.