Um dia após a interação com humanos, a orca foi encontrada morta no balneário de Nova Almeida, de onde o Instituto Orca a retirou para fazer autópsia.
“A carcaça da baleia orca encontrada morta na Serra e transferida para a sede do Orca em Guarapari apresentava em seus exames uma grande quantidade de plástico e outros materiais em sua câmera digestiva. Isso justifica o quadro de debilidade e desnutrição que permitiu a interação dos mergulhadores com o animal”, disse Lupércio Araújo Barbosa ao jornal O Tempo
Ainda de acordo com Lupércio, a causa da morte ainda está sob investigação e não se descarta a possibilidade de infecções associadas que culminaram no óbito da orca.
Quando a carcaça da Orca apareceu na terça (20), havia dúvidas se se tratava do mesmo animal. Porém, de acordo com Lupércio, são poucas as chances de ser outra orca vista no mar.
“Possivelmente é o mesmo animal que foi filmado no mar no dia anterior. É muito raro, ter um encalhe em massa, que é como chamamos quando há mais de um encalhe. Neste caso em específico, é muito provável que seja o mesmo animal e ele estava doente, pois um animal sadio não permitiria essa aproximação toda, não deixaria passar a mão”, explicou o biólogo.
A situação dos nossos oceanos é trágica. Há previsões de colapso da vida marinha. Segundo estatísticas, o oceano hoje está envenenado com 5.25 trilhões de macro e micro pedaços de plástico e 46 mil pedações em cada milha quadrada de água oceânica, que pesam cerca de 269.000 toneladas. Todos os dias cerca de oito milhões de pedaços de plástico entram nos oceanos.
Grande parte do plástico vem da indústria pesqueira e suas redes abandonadas. O consumidor tem a responsabilidade de evitar plástico, mas é preciso uma ação sistêmica para por um freio a esse holocausto oceânico causado pelo plástico. Evitar o consumo de peixes é um dos passos, por isso mais uma vez uma dieta vegana faz parte de um pacote de soluções ambientais.
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