O jornal americano traz hoje um artigo que discute touradas e sua possível proibição na Catalunia, Espanha. Nada de novo no artigo. Por um lado, os ativistas querem o fim das touradas pelas razões óbvias: trata-se de uma atividade violenta e barbárica que deve ser abolida. Do outro lado, aqueles com interesses financeiros na perpetuação desta baixaria invocam a tradição, políticas regionalistas, e até mesmo a arte, para defendê-la.
O que me chamou a atenção no artigo foi que um dos políticos citados no artigo defendendo as touradas é de um partido de esquerda. David Perez, do partido Socialista, se opõe a proibição porque “não é justo proibir aquilo que você pessoalmente não gosta”.
Eu fiquei chocado com o que ele disse! Eu achava que a esquerda se alinhava com os fracos e oprimidos, mas obviamente esse tipo de esquerda não deve existir mais, como a postura do comunista brasileiro Aldo Rabelo em relação ao meio ambiente e a bancada ruralista também ilustra.
Ninguém quer proibir a tourada simplesmente porque não gosta dela. A proibição é um gesto de solidariedade com uma criatura que sente dor e medo, e que é usada involuntariamente durante um sacrifício macabro. Não tem nada ver com preferência e sim, justiça. Que é o que a esquerda tradicionalmente defendeu.
É por essas e outras que eu cada vez menos apoio a chamada esquerda, que tradicionalmente atraiu pessoas liberais. A divisão esquerda/direita não faz mais sentido. Eu quero saber o que os políticos individualmente pensam, principalmente sobre o a relação do ser humano com o planeta e seus co-habitantes. O resto é acessório.
Um comentário:
olá visita meu blog, estamos todos na mesma corrente! adorei seu blog,,,, vamos dar voz aos animais!!
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