22 de mar de 2011

Artista explora galinhas para filosofar sobre a banalidade da vida


O mercado de arte funciona como o mercado de ações: quando um setor está em alta, todo mundo investe. Infelizmente uma das tendências mercadológicas atuais de artistas de pseudo-vanguarda que querem chocar é usar animais e violência contra eles ou elas em suas exposições. 


Ouvimos falar do colombiano que deixou um cachorro passar fome em uma exposição. Depois veio o francês que mostrou vídeo de animais sendo marreteados no México. E mais recentemente no Brasil Nuno Ramos teve que remover os urubus da Bienal de São Paulo que ele insistiu em explorar em exposição. 

O brasileiro Victor de La Rocque se especializa em galinhas, que ele explora em performances, e já chegou amarrar várias delas no próprio corpo. Segundo Victor, a galinha “é o símbolo de uma perturbação com a brutalidade desmedida, habitual.” Ele segue agora para Bogotá onde estará explorando galinhas no festival Trampolin Itinerante. Ele atravessará a rua com uma galinha para “esvaziar uma atitude cotidiana”. Ele levará uma galinha a igreja e depois colocará ovos no seu próprio ânus para depois pô-los em “analogia ao modo como as galinhas o fazem”. 

Não importa o tipo de arte que se faz. Performance já produziu trabalhos belíssimos nas mãos de Yoko Ono e Marina Abramovic, mas o que Victor de La Rocque faz parece ser, literalmente, o caso de alguém que ouviu o galo cantar mas não sabe aonde. Usar animais vivos em arte é errado porque o animal não tem opção e provavelmente será machucado, física ou psicologicamente, para o benefício de um ser humano que se acha superior a ele ou ela. 

Se Victor quer chocar de verdade, ele deveria usar apenas seu próprio corpo como instrumento. Galinha choca apenas por seus filhotes. 

Com informações do Diário do Pará
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