A ONG Princípio Animal, autora da ação, e o Santuário de Elefantes argumentaram que o espaço no Mato Grosso oferece mais liberdade, uma área muito maior e a chance de convivência com outros animais da mesma espécie.
A disputa se arrastava desde 2024 quando o Parque Beto Carrero anunciou a que fecharia as atividades do zoológico e a elefanta seria transferida para um parque em São Paulo. A mudança foi impedida na Justiça após pedido da ONG. O Judiciário determinou, em primeira instância, que Baby ficasse no local sob os cuidados da equipe atual.
Na decisão, o juiz destacou que os animais são seres que sentem e que a escolha deveria se basear em critérios científicos de bem-estar, considerando aspectos físicos e comportamentais.
Todo o processo será feito sob responsabilidade técnica do santuário, com acompanhamento de veterinários, exames antes da viagem e relatórios a cada dois meses para monitorar a adaptação à nova casa
"A sentença no caso da elefanta Baby tem enorme relevância para o Direito Animal porque reconhece, de forma expressa, que os animais são seres sencientes, dotados de dignidade. Mais do que isso, o magistrado compreendeu que não se tratava de uma discussão abstrata entre zoológico e santuário, mas do destino de Baby como ser individual, com trajetória, história própria e interesses juridicamente relevantes. É uma decisão que rompe com a ótica mercantilista que por tanto tempo tratou animais como objetos de exibição e entretenimento." (Princípio Animal)
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