27 de jan. de 2026

Orelha, um poema

Imagino como deve ter sido

confuso e doloroso

ser atacado, ferido, chutado

no escuro da noite

por pessoas nas quais, talvez

você inicialmente confiou.

Orelha, ninguém te ouviu

seus gritos e gemidos

ecoaram pela noite

em vão

os monstros que te atacavam,

excitados com a adrenalina da violência,

nem sem preocuparam com o silêncio

isolados como estavam na praia da tortura

Agora nos resta

tentar fazer

justiça

para você, Orelha

e seus irmãos 

vulneráveis à violência

e à injustiça comprada 

pelo dinheiro sujo

e violento

das elites brasileiras.


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