28 de out de 2011

Vigília para Charlie, o cavalo morto pela exploração em Nova Iorque

Hoje à noite os ativistas de Nova Iorque estarão realizando uma vigília por Charlie, o cavalo que caiu morto no último domingo, a caminho para o Central Park, onde ele passaria mais um dia sendo explorado como máquina de carne e osso. O senador do estado de Nova Iorque Avella estará presente e falará com a imprensa sobre seu projeto de lei que pretende tirar os cavalos da rua de Nova Iorque para sempre e os enviar para santuários. 

“Forçar os cavalos a puxar carruagens pelas ruas caóticas de Manhattan é um pesadelo para os cavalos e um risco de segurança pública”, disse a diretora do Friends of Animals de Nova Iorque Edita Birnkrant. “Charlie viveu uma vida sem dignidade como um cavalo de carruagem, depois de realizar trabalhos duros na comunidade Amish. Morte nas ruas é o destino de muitos cavalos, até que os nova-iorquinos derem um basta para isso.” 

Segundo uma fonte de dentro da indústria, Charlie tinha pelo menos 15 anos e caiu morto apenas 20 dias após ser transferido da região Amish para Nova Iorque. 

O prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, insensível à causa animal, disse que os cavalos estariam mortos sem trabalho. E pelo visto eles podem muito bem morrer pelo trabalho. Mas o fato é que para os animais escravizados (= todos os animais domesticados e forçados a conviver com o ser humano) não existir é uma opção muito melhor. Não queremos matá-los, mas não queremos que eles existam somente para sofrer. Evitar nascer não é o mesmo que matar – muito pelo contrário. 

Nos últimos anos foram registradas várias mortes de cavalos de carruagem, colisões com veículos e cavalos em fuga pelas ruas de Nova Iorque. Várias pessoas foram feridas, algumas seriamente. 

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