11 de abr de 2011

Violência das corridas de cavalo atinge clímax, na Inglaterra


Sábado às 11:30 um grupo de ativistas pelos direitos animais se encontrou em frente a BBC de Londres, em uma região chamada White City na zona oeste da cidade, para protestar contra o apoio da emissora às corridas de cavalo. Sábado era dia de abertura do Grand National, a maior competição de obstáculos. Animal Aid, a ONG por trás do protesto, mantém um sistema de monitoramento das mortes dos animais durante esses eventos. Eles são eufemisticamente ‘exterminados’ quando um acidente acontece. 


E o pior aconteceu. Descrito pelas entidades dos animais como uma das corridas mais assustadoras da história, dois cavalos foram mortos durante o evento barbárico, que não difere em absolutamente em nada das touradas, já que os animais não tem opção e são obrigados a participar dessa forma contemporânea de espetáculo de gladiadores, onde somente quem se dá mal é o cavalo. Todo ano cerca de 370 animais morrem nesses eventos na Inglaterra. 

Segundo informações divulgadas na imprensa, apenas 19 dos 40 competidores que iniciaram a prova chegaram até o fim. "O público se engana ao acreditar que o Grand National é um espetáculo esportivo, quando, na realidade, é o abuso de animais simples que está em pé de igualdade com as touradas espanholas. Esta corrida não deve ter nenhum futuro em um país civilizado. A BBC merece condenação especial, é particularmente cruel e repugnante que um membro da sua equipe de comentaristas descreva os cavalos mortos como obstáculos", disse Andrew Tyler, diretor da AnimalAid. A campanha contra as corridas de cavalos oferece um desafio e tanto para os ativistas, já que o esporte usufrui de uma imagem mais limpa e sofisticada que a já mencionada tourada. Mas a imprensa está começando a prestar atenção na contagem dos corpos e assim sendo talvez esse paradigma esteja começando a mudar. Nenhum esporte que envolve animais é ético: em todos eles os animais não tem escolha e seus corpos e mentes são subjugados a uma situação que eles não entendem e que provavelmente os apavora. Ou os mata.


   

 Com informações da Época Negócios.
Postar um comentário