21 de mai de 2010

Escritora e ativista busca veganizar afro-americanos


Os afro-americanos tendem a sofrer de doenças de estilo de vida nos Estados Unidos. Índices de hipertensão, diabete e doenças cardíacas são desproporcionalmente mais altos entre membros dessa comunidade naquele país.

Uma das causas desses problemas está na herança alimentar. A tradicional cozinha negra dos Estados Unidos, chamada por alguns de “soul food”, surgiu em um período quando os afro-americanos escravizados se nutriam de comidas cheias de gordura e calorias para poder sobreviver.

“Soul food” não é inerentemente maléfica. O problema é que ingredientes como couve e quiabo com freqüência são cozidos em banha, gordura de bacon e produtos oleosos. O recente filme Preciosa, sobre uma afro-americana abusada pela mãe em Nova Iorque, toca de passagem nesse assunto.

Por esse motivo, a escritora e chef vegana Tracye McQuirter (foto), baseada em Washington D.C., tem trabalhado para mudar essa situação. Ela quer convencer os negros americanos a transcender os pratos de seus ancestrais e desenvolver dietas baseadas em plantas que também apelam para o paladar e que são muito mais nutritivas.

Em 2008, McQuirter dirigiu o primeiro programa com fundos federais para desenvolver um programa comunitário de informação vegana. A iniciativa, desenvolvida com fundos do departamento americano de saúde, foi direcionada à áreas de baixa renda e enfatizava os benefícios para a saúde de uma dieta vegana.

Ela é a criadora do website para afro-americanos, blackvegetarians.org, o primeiro direcionado a esse público, além de ter fundado a Black Vegetarian Society of New York (Sociedade Vegetariana Negra de Nova Iorque). Para levar sua visão à um público maior, McQuirter recentemente lançou um livro chamado By Any Greens Necessary, cuja missão é desfazer preconceitos e temores que as mulheres negras possam ter sobre o estilo de vida vegano.

“O que eu descobri é que quando as mulheres têm informação mostrando que essas doenças são ligadas à dieta e podem ser prevenidas com comida vegana, a maioria delas quer aprender mais e comer de forma mais saudável”, diz a autora.

Fonte: Afro.com

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