1 de dez de 2016

Livro de receitas veganas fáceis agora no Brasil

Cozinhar receitas veganas de maneira simples e gostosa é a grande missão dos amigos norte-americanos Matt Holloway e Michelle Davis. Após terem um blog de sucesso internacional, eles também e dedicaram à criação de um livro de receitas, que chegou agora ao Brasil. (Ler mais +) 😺

Machado de Assis e vegetarianismo



Machado de Assis, o grande escritor brasileiro, tinha simpatia pelos animais e vegetarianismo.

“A arte disfarça a hediondez da matéria. (…) Deus, ao contrário, é vegetariano. Para mim, a questão do paraíso terrestre explica-se clara e singelamente pelo vegetarismo. Deus criou o homem para os vegetais, e os vegetais para o homem. Comei de tudo, disse-lhe, menos do fruto desta árvore. Ora, essa chamada árvore era simplesmente carne.”
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30 de nov de 2016

Cédula de libras contém gordura de porco


Uma notícia provocou indignação entre os veganos ingleses. Veio à tona que a cédula de cinco libras contém - pasmem - banha de porco. Essa foi uma admissão do banco central inglês que chocou muita gente, mesmo quem não é vegano. Afinal, nós sabemos que produtos animais se escondem em produtos inesperados, mas em cédulas de dinheiro realmente vai muito além dos limites.

Esse artigo no Guardian discorre eloquentemente sobre a questão:

"Poucas indústrias são tão dissimuladas como aquela que assassina 22 milhões de animais todos os dias apenas no Reino Unido, e a força motora dessa capacidade de trapaça é a sede de lucro. Assim a forma como o Bank of England tentou emitir sorrateiramente dinheiro contendo produtos animais parece uma metáfora ideal para todo esse negócio sujo."

Michel Temer sanciona PEC 50



Eu não me surpreendo que esse golpista esteja do lado do agronegócio, que é o grande interessado nessa crueldade. Dilma provavelmente teria sancionado. Vamos ver agora o que o STF pretende fazer, já que considerou a vaquejada cruel. O Brasil está nas mãos de gangsteres cruéis, gente da mais baixa laia. (Ler mais +)  



27 de nov de 2016

Bazar Vegano: notas sobre uma fala pública

Ontem participei do Bazar Vegano aqui em Vitória (ES), que reuniu comerciantes veganos da cidade, além de outros empreendedores que fazem produtos sem crueldade. O evento foi um sucesso e o espaço ficou cheio de gente (e alguns gatinhos que estavam para adoção) durante as horas em que o evento aconteceu. 

Eu fui convidado para conduzir uma fala sobre filosofia e movimento veganos, e a maneira como ela transcorreu me inspirou a escrever um post, ressaltando as reações de algumas pessoas e o feedback instantâneo que a comunicação não-virtual engendra.

É potente e frustrante ao mesmo tempo.

A potência vem da energia gerada do encontro no mundo físico. O que é frustrante é que às vezes o raciocínio é interrompido por falas mal intencionadas e 'ofendidas', cuja origem é o especismo latente de quem ouve.

Mas é bom sair da internet e da bolha de auto-repercussão que ela gera. Como ativista vegano, é bom se deparar com o especismo no mundo real e adquirir experiência em como abordá-lo e neutralizá-lo da forma mais eficaz possível.

A partir da fala de ontem, eu cheguei à algumas conclusões:

  • O veganismo incomoda, mesmo quando ele está sendo descrito fatual- e historicamente. O privilégio especista é rapidamente inflamado.
  • É provável que, ao abrir para uma conversa, surgirão falsas perguntas, que na verdade são trolagens desenhadas para desviar a conversa para caminhos sem saída e inúteis. É só ruído.
  • Algumas pessoas criam situações fictícias e abstratas para ilustrar dificuldades e impossibilidades do veganismo.
  • Alguns vão tentar representar o veganismo como autoritário, como se cada vegano estivesse tentando impor o veganismo por decreto.
  • Falsos dilemas provavelmente serão regurgitados também, como um refluxo verbal.  

Da fala de ontem eu aprendi uma coisa: é preciso bater na tecla que veganismo é abolicionismo animal; ele quer a abolição do conceito do animal como propriedade. O que faz uma pessoa entender o veganismo é quando ela entende esse conceito. Para que isso aconteça é preciso criar um sentimento de identificação com os animais, enfatizar as similaridades entre espécies e o fato empírico que todo ser vivo quer viver, evitar dor e sofrimento. Todo ser vivo tem direito à integridade física e viver de acordo com as regras de sua natureza.

Sigamos e aprimoremos nosso discurso. A palavra bem construída é nosso principal instrumento. Não basta falar pelos animais. É preciso falar bem.







25 de nov de 2016

Alicia Silverstone fica nua contra a lã

Na década de 90 as top models disseram que preferiam ficar nuas do que vestir peles. Agora a atriz Alicia Silverstone, vegana dedicada à causa animal muito antes de outras celebridades, aparece nua e uma peça publicitária da PETA contra a lã. Alguns podem ver nessa peça algo de sexismo; eu vejo uma celebração de nobreza de espírito. Nudez é uma coisa linda, e quando a mulher não é erotizada pelo patriarcado (como neste caso), eu acho sempre louvável.

21 de nov de 2016

Bezerros padecem no mar rumo a Israel

O horror do transporte de animais vivos...


A última tragédia aconteceu com animais oriundos de Portugal, sendo levados para morrer no OrienteMédio pelo método halal (degolados, conforme manda o islamismo) ou kosher dos judeus. 

Segundo a ONG israelita Glass Walls, um navio contendo milhares de bezerros ficou no mar durante 26 dias quando a viagem deveria ter levado apenas seis. Segundo relato dos ativistas, os animais desembarcaram no país com sede e fome, e muito sujo de fezes. 

Como se não bastasse a tortura no mar, eles foram carregados em caminhões, amontoados e amedrontados para um período de quarentena até serem assassinados. 

Fica difícil saber quantos morreram durante a viagem, provavelmente pisoteados, aterrorizados, de infecção não tratada.

E sabe quem é responsável por esse horror? Toda pessoa que come carne. O carnista paga para que essa indústria vil explore e torture animais das formas mais sádicas possíveis porque, segundo a lógica capitalista, animais são recursos renováveis. A perda já é fatorada no custo.

Veganismo é o único antídoto para essa doença moral.

20 de nov de 2016

PL prevê multa para abandono de animais (ES)

Multa de R$ 1 mil para quem abandonar animais domésticos é o que prevê o Projeto de Lei (PL) 221/2015, aprovado nesta quarta-feira (16), na Assembleia Legislativa do Espírito Santo. 

O PL proíbe o abandono de animais em áreas públicas ou particulares, tais como residências desabitadas, terrenos, fábricas, galpões, estabelecimentos comerciais e espaços congêneres. 

A matéria, de iniciativa do deputado Marcos Bruno (Rede), segue para análise do Executivo.
Se virar lei, aquele que desobedecer a norma mais de uma vez ficará sujeito à multa dobrada - para o caso de pessoas físicas. 

Já para as pessoas jurídicas reincidentes, o valor da multa será aplicado por cabeça de animal abandonado, com possibilidade de cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento.

O autor da matéria defende que a proposta torna mais “forte e legítimo o movimento de adoção de animais abandonados” e evita a procriação descontrolada. “A maioria dos animais abandonados tem capacidade de procriar e essa capacidade provoca agravamento da já dramática explosão populacional de animais urbanos excedentes”, afirma, lembrando que isso gera ônus aos cofres municipais.

O PL, que tramitava em regime de urgência e já havia sido analisado pelas comissões de Justiça, Cidadania e Meio Ambiente, aguardava o parecer da Comissão de Finanças. Após passar pelo crivo do colegiado, o projeto foi aprovado à unanimidade pelo Plenário.