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31 de jan. de 2009
Vegana linda: Daniela Sea
Daniela Sea, da série The L Word, fala de seu veganismo … em inglês. Em síntese: ‘Os animais são meus amigos, não comida’.
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Neutralidade nem sempre é necessária ou real

Não é possível manter-se neutro diante de uma cena como essa
Recentemente uma exposição de fotos mostrando o fim da crueldade contra ursos na Europa oriental pelos ciganos que torturavam animais em público por dinheiro ganhou uma matéria na BBC. Felizmente esse horror está proibido na Europa e em breve talvez na Índia. O fotógrafo, Alain Biblom, disse ele queria documentar essa tradição “de um ponto de vista neutro." Mas esse é um comentário especista. Como pode a violência que vem de apenas um lado da estória ser apresentada de forma neutra? Nesse caso Biblom coloca no mesmo nível tradição e violência, como se a primeira justificasse a segunda. Ao dizer-se neutro, ele se ilude pois ele toma o lado do opressor.
30 de jan. de 2009
Especismo na mídia

O especismo, ou a discriminação pela raça humana de todas as outras espécies como sendo moralmente inferiores, muitas vezes assume uma fachada inocente, mas nem por isso menos insidiosa e cruel. Uma notícia que nos chamou a atenção essa semana foi a de um patinete impulsionado por cães. Uma invenção tola e cruel, sendo vendida como uma forma de interação entre pessoas e seus cães nos Estados Unidos. Mas o que não passa pela cabeça dessas pessoas é que esse tipo de exercício não é necessariamente bom para os animais e que estes, em sua predisposição para agradar, muitas vezes podem ignorar os riscos à sua própria saúde, principalmente o da desidratação. Quer passear com o cão? Use as próprias pernas.
Enquanto isso, o ano lunar da China começou com a velha ideia de que os animais são meros objetos de curiosidade e chacota. Uma imagem bizarra e triste de um urso sobre patins traz em si tantas conotações de desrespeito ao animal que nem é preciso comentar. O velho adágio 'Uma imagem vale mil palavras' cabe perfeitamente a esse caso.
Finalmente, o papa também está entre os que apareceram no noticiário fazendo feio com os animais. Em princípio, o pontífice atual havia se posicionado bem em relação aos não-humanos, com declarações sobre os animais em fazendas, que ele diz serem reduzidos a caricaturas da criação em situações de confinamento. Mas, recentemente, esse mesmo homem esteve assistindo a um espetáculo circense com animais dentro do próprio Vaticano. Não é exatamente a caricatura de um animal, reduzido à uma pilha de nervos, que o circo oferece ao espectador da crueldade? Uma pena que a atitude do papa não tenha coerência com seu discurso em relação aos animais. Como líder da maior denominação cristã do mundo, seu poder de influência é enorme.
Enquanto isso, o ano lunar da China começou com a velha ideia de que os animais são meros objetos de curiosidade e chacota. Uma imagem bizarra e triste de um urso sobre patins traz em si tantas conotações de desrespeito ao animal que nem é preciso comentar. O velho adágio 'Uma imagem vale mil palavras' cabe perfeitamente a esse caso.
Finalmente, o papa também está entre os que apareceram no noticiário fazendo feio com os animais. Em princípio, o pontífice atual havia se posicionado bem em relação aos não-humanos, com declarações sobre os animais em fazendas, que ele diz serem reduzidos a caricaturas da criação em situações de confinamento. Mas, recentemente, esse mesmo homem esteve assistindo a um espetáculo circense com animais dentro do próprio Vaticano. Não é exatamente a caricatura de um animal, reduzido à uma pilha de nervos, que o circo oferece ao espectador da crueldade? Uma pena que a atitude do papa não tenha coerência com seu discurso em relação aos animais. Como líder da maior denominação cristã do mundo, seu poder de influência é enorme.
Hospitals britânicos querem eliminar produtos animais do cardápio
“Nós não devemos esperar ver carne em todo cardápio. Nós queremos mais comida fresca, mais fruta e verdura, além de mais investimento na economia local”, disse David Pencheon, chefe de desenvolvimento sustável do NHS. A idéia é usar o poder aquisitivo da instituição (70 bilhões de reais por ano) para contribuir com a meta inglesa de reduzir 80% das emissões de carbono até 2050, e a eliminação do consumo de produtos animais (a matéria menciona também laticínios), é uma das formas de atingir esse objetivo.
Texto original +
29 de jan. de 2009
Ações tentam salvar as capivaras do Lago do Café
Ambientalistas de Campinas prometem entrar com representações junto ao Ministério Público Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) para impedir o abate das capivaras que vivem no Lago do Café em Campinas/SP. A matança das 35 capivaras que habitam o parque foi solicitado pela Secretaria de Saúde de Campinas como medida sanitária, considerando que os roedores ‘colaboram’ (Ed: colaborar inplica intenção, o que não é o caso) para a infestação de carrapatos-estrela no local, o que torna o parque área de risco para transmissão de febre maculosa.
O homem invade o habitat de animais silvestres e depois quer dizimá-los por causa de doenças que esses animais podem passar, sem intenção claro, porque animais não querem contaminar ninguém. Espero que os ambientalistas envolvidos nesse caso consigam vencer a barreira da ignorância erguida pelas autoridades de saúde.
Artigo completo +
O homem invade o habitat de animais silvestres e depois quer dizimá-los por causa de doenças que esses animais podem passar, sem intenção claro, porque animais não querem contaminar ninguém. Espero que os ambientalistas envolvidos nesse caso consigam vencer a barreira da ignorância erguida pelas autoridades de saúde.
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Globo Repórter mostra casos felizes de adoção de animais
Você sabe quando seu blog está bem famoso quando a Globo começa a te parodiar com um programa com um nome parecido. É o caso do Globo Repórter (brincadeira) que amanhã vai exibir um programa sobre casos felizes de adoção de cães na Bahia. Uma ótima propaganda para as campanhas de adoção no Brasil e mais um golpe contra a vil indústria de criação de animais.
Fox News promove veganismo
Fox News publicou ontem um artigo que diz na chamada: “Se você pensa que comida vegetariana é apenas arroz integral e feijão você está sofrendo de anacronismo culinário”. O artigo acrescenta que a cozinha vegetariana tem se beneficiado com o interesse americano por comida étnica, que tendem a ser naturalmente vegetarianas. Dois novos livros de receitas são citados. “A Cozinha Tropical Vegana” de Donna Klein e “Sopas Veganas e Cozidos Ricos Para Todas As Estações” de Nava Atlas. (Ler o artigo em inglês)


28 de jan. de 2009
Enquete sobre rodeios
O Jornal de Itatibá tem uma enquete sobre rodeios. Diga não à esse barbarismo ainda oficialmente legal. A enquete se encontra no topo direito da página.
27 de jan. de 2009
Tourada mirim, aberração gigante
A notícia de que um menino de 11 anos matou seis touros jovens em uma única tourada simplesmente para entrar no livro Guiness de Recordes demonstra como o especismo frequentemente se entrelaça com a falta de respeito pela criança. No que consta, grupos de defesas de animais e crianças tentaram impedir o evento, mas o prefeito de Mérida no México cedeu à pressão do pai do menino, um toureiro francês aposentado, e da mãe, uma empresária. Felizmente a Guiness World Records lançou uma nota dizendo que não reconhecerá o resultado porque não aceita recordes baseados na morte e ferimento de animais.
Uma autorização judicial abriu as portas para o evento, para a morte de seis animais e para a corrupção permanente de uma criança, que ao invés de estar brincando, foi manipulada a buscar glória da forma mais repulsiva que seus pais irresponsáveis poderiam ter maquinado.
Como dito acima, o especismo explora a criança, seja através de lojas que vendem animais (quase sempre direcionadas ao público infantil), os zoológicos (idem), circos que usam animais, parques aquáticos, charretes puxadas por cavalos etc. A atração da criança por animais em geral é pura, mas logo é corrompida pela indústria de exploração que os apresenta como um produto ou como escravo. No caso do toureiro mirim do México, esse teve a infelicidade de ter um pai que provavelmente o influenciou desde o berço. Como um juiz teve coragem de permitir que esse espetáculo acontecesse é um desafio à lógica. O que ele deveria ter feito é ter penalizado os pais por explorar o próprio filho em um espetáculo tão grotesco.
Uma autorização judicial abriu as portas para o evento, para a morte de seis animais e para a corrupção permanente de uma criança, que ao invés de estar brincando, foi manipulada a buscar glória da forma mais repulsiva que seus pais irresponsáveis poderiam ter maquinado.
Como dito acima, o especismo explora a criança, seja através de lojas que vendem animais (quase sempre direcionadas ao público infantil), os zoológicos (idem), circos que usam animais, parques aquáticos, charretes puxadas por cavalos etc. A atração da criança por animais em geral é pura, mas logo é corrompida pela indústria de exploração que os apresenta como um produto ou como escravo. No caso do toureiro mirim do México, esse teve a infelicidade de ter um pai que provavelmente o influenciou desde o berço. Como um juiz teve coragem de permitir que esse espetáculo acontecesse é um desafio à lógica. O que ele deveria ter feito é ter penalizado os pais por explorar o próprio filho em um espetáculo tão grotesco.
Indústria de peles na China quer reproduzir animais em cativeiro
Todo mundo sabe que China e direitos animais é uma combinação de palavras difícil de fazer e é exatamente por isso que o país tornou-se o grande 'produtor' de peles de animais usadas em vestimentas, graças à uma mistura letal de ausência de proteção animal e mão de obra barata. YouTube tem vários videos mostrando o escalpelamento de animais ainda vivos. Comer carne é cruel e abominável, mas existe uma diferença na mentalidade entre quem come carne e alguém que come carne e também usa pele de animais. Apesar de estar cada vez mais difícil buscar refúgio na ignorância, alguns comedores de carne talvez ainda o façam por esse motivo. Eu daria a alguns deles o 'benefício da dúvida'. Já o segundo adota uma posição desafiadora e egoísta, que ele ou ela externaliza através de seu vestuário. É uma afirmação de poder que eu acho que o comedor de carne nem sempre conscientemente faz através de sua dieta. Esse distúrbio moral do usador de peles é parecido com aquele sofrido pelo caçador.
Semana passada a Reuters anunciou que a China agora está investigando meios de fazer os animais usados em peles procriar em cativeiro. A indústria da pele, que esse inverno sofreu uma queda de vendas, concentra-se na região de Heilongjiang, no norte da China, e enfrenta esse 'problema': as raposas e as 'minks' não procriam na velocidade da demanda, embora a produção tenha crescido cerca de 10% por ano desde 2004. Então entra em cena Liu Zhiping, uma pesquisadora universitária a serviço da crueldade. Eu prefiro não entrar em detalhes sobre a pesquisa, mas ele envolve um processo de manipulação genética parecido com aquele usado pela pecuária.
A declaração de Zhiping ao jornalista que escrevou a matéria que causa maior alarme é a seguinte: "Dá mais trabalho caçar um animal selvagem do que criar um, então ao criar esses animais, nós estamos exercendo a importante função de proteger seus equivalentes silvestres". Claro que ela não completou a última frase, que seria dizer de quem exatamente esses 'equivalentes silvestres' estão sendo protegidos porque ela teria que apontar para ela mesma e a indústria que ela representa. Essa visão distorcida é parecida com a dos fazendeiros de animais que dizem que em suas fazendas eles se encontram protegidos dos seus predadores. Além disso, ela implica que um animal 'criado' não sofre, ou sofre menos do que um animal que vive livre em seu habitat.
Essa matéria da Reuters nos alerta para um fato muito sério: que enquanto o mundo quiser produtos baratos da China, os animais e as pessoas vão sofrer cada vez mais e que a luta contra essa e outras indústrias têm que ser mantida em todo o seu vigor. E isso se faz com educação vegana, consumo consciente e difusão de informação.
Semana passada a Reuters anunciou que a China agora está investigando meios de fazer os animais usados em peles procriar em cativeiro. A indústria da pele, que esse inverno sofreu uma queda de vendas, concentra-se na região de Heilongjiang, no norte da China, e enfrenta esse 'problema': as raposas e as 'minks' não procriam na velocidade da demanda, embora a produção tenha crescido cerca de 10% por ano desde 2004. Então entra em cena Liu Zhiping, uma pesquisadora universitária a serviço da crueldade. Eu prefiro não entrar em detalhes sobre a pesquisa, mas ele envolve um processo de manipulação genética parecido com aquele usado pela pecuária.
A declaração de Zhiping ao jornalista que escrevou a matéria que causa maior alarme é a seguinte: "Dá mais trabalho caçar um animal selvagem do que criar um, então ao criar esses animais, nós estamos exercendo a importante função de proteger seus equivalentes silvestres". Claro que ela não completou a última frase, que seria dizer de quem exatamente esses 'equivalentes silvestres' estão sendo protegidos porque ela teria que apontar para ela mesma e a indústria que ela representa. Essa visão distorcida é parecida com a dos fazendeiros de animais que dizem que em suas fazendas eles se encontram protegidos dos seus predadores. Além disso, ela implica que um animal 'criado' não sofre, ou sofre menos do que um animal que vive livre em seu habitat.
Essa matéria da Reuters nos alerta para um fato muito sério: que enquanto o mundo quiser produtos baratos da China, os animais e as pessoas vão sofrer cada vez mais e que a luta contra essa e outras indústrias têm que ser mantida em todo o seu vigor. E isso se faz com educação vegana, consumo consciente e difusão de informação.
26 de jan. de 2009
Gato Negro lança guia vegano em Belo Horizonte
O coletivo Gato Negro de Belo Horizonte fez ontem o lançamento do seu guia “Primeiros passos para o veganismo” durante um evento que incluiu filmes e bate-papo. Destinado às pessoas que se interessam pela causa dos direitos animais e desejam se tornar veganas, o guia conta com textos, dicas e receitas e custa apenas R$ 2,00.
Filme sobre golfinhos no Japão é premiado em Sundance

O filme The Cove, de Louie Psihoyos, recebeu o prêmio do público durante a 25ª edição do Sundance Film Festival, encerrada na noite de sábado (24 janeiro). O filme fala, entre outras coisas, sobre o massacre anual de 23 mil golfinhos que ocorre em Taiji, no Japão, cujas imagens foram incluídas no filme Terráqueos. O Hollywood Reporter, uma das principais publicações da indústria cinematográfica, elogiou o filme por sua construção dramática e especulou que ele poderá estar concorrendo ao Oscar de melhor documentário em 2009.
Lima Duarte menciona seu vegetarianismo em entrevista online
25 de jan. de 2009
Mudança de visual do blog - de novo ...
Assista: A Cow At My Table
Usando imagens de arquivo e entrevistas com defensores de animais e contrapondo-as com a posição dos exploradores, esse documentário de 1998 feito por Jennifer Abbott é um clássico. Embora focado no contexto do Canadá, as questões tratadas são universais. Em inglês.
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Ativistas americanos presos ilegalmente em Baltimore
Três ativistas que protestavam contra foie gras (patê de fígado hepático de pato ou ganso) sexta a tarde em frente ao restaurante do Intercontinental Hotel em Baltimore foram presos, apesar de estarem protestando pacificamente. Segundo um relato da Indymedia local, Erin Marcus, Aaron Ross e Adam Ortberg estavam em local público e depois de trinta minutos de protesto foram emboscados pela polícia.
Dois manifestantes que perguntaram porque eles tinham que deixar o local foram algemados. Um outro que chegava à cena foi ameaçado pela polícia quando eles o viram tirando fotos com seu celular. Ele retirou-se mas acabou sendo detido quando ele pediu a polícia o número de sua identificação.


Dois manifestantes que perguntaram porque eles tinham que deixar o local foram algemados. Um outro que chegava à cena foi ameaçado pela polícia quando eles o viram tirando fotos com seu celular. Ele retirou-se mas acabou sendo detido quando ele pediu a polícia o número de sua identificação.
Tortura
Foie gras é um dos tipos de ‘comida’ animal mais controversos, pelo método extremamente cruel de engordar as aves: essas são super-alimentadas forçadamente com mais de um quilo de comida por dia, e assim desenvolvem hepatite antes de ser mortas. Sua produção já é proibida na maior parte da Europa e em alguns estados americanos. Na Inglaterra sua venda é vetada em todos os supermercados.O video abaixo mostra o processo de produção dessa abominação considerada por alguns psico-patas uma delicatessen. O video abaixo contem imagens gráficas de violência institucionalizada.
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23 de jan. de 2009
Pecuária em semi-crise no Brasil
Que chegue logo o dia em que não haverá um boi sequer para o abate porque a população terá acordado para o fato que é moralmente injustificável matar animais para satisfazer a gula humana.
Leia a matéria sobre a queda da ‘produção’ pecuária no Brasil.
Cães proibidos de entrar em parque em Uberlândia
Fonte: Correio de Uberlândia: O Parque do Sabiá oferece inúmeras atividades para todas as faixas etárias, no entanto, a proibição da entrada de animais domésticos no local gera insatisfação de quem não quer se privar da companhia do melhor amigo durante a caminhada ou corrida. Por que a discriminação contra os cães? Os argumentos de limpeza e segurança são muito fracos porque ambos podem ser resolvidos muito facilmente.
Programa contra plástico para beneficiar animais e meio ambiente
22 de jan. de 2009
Chile apreende navio carregado de animais
A marinha Chilena descobriu uma ‘Arca de Noé’ de animais contrabandeados – alguns dos quais em risco de extinção – que estavam sendo despachados do Peru. A patrulha da marinha do porto Chileno de Arica percebeu um barco em direção à costa com as luzes apagadas. Depois de checar a bordo o registro, as autoridades descobriram os animais, a maioria da floresta Amazônica.
Assista o vídeo:
21 de jan. de 2009
Participante do Big Brother Brasil é antivivissecção
Ana Carolina, uma das participantes do Big Brother Brasil atualmente em exibição na Rede Globo, fez sua monografia sobre o direito à objeção de consciência sobre a experimentação animal e recebeu 10 por seu trabalho de conclusão de curso, segundo uma matéria publicada na revista Caras. A matéria também diz que a catarinense gostaria de ser veterinária.A recusa de participar de aulas práticas que utilizem animais vivos e em geral saudáveis, ainda comum em cursos ligados à área de saúde no Brasil, é um direito e está fundamentada em vários trechos da legislação federal e de acordos internacionais. Ao contrário do que lhes possam dizer colegas e principalmente professores, a sua intolerância a participar de tais aulas práticas é legítima, consistente e permitida por lei.
O primeiro caso de objeção de consciência com boa repercussão no Brasil foi o do aluno de biologia Róber Bachinski, da UFRGS, que ganhou o processo contra a instituição, que foi instruida por juiz a oferecer alternativas de ensino sem crueldade. Desde então, muitos outros alunos de ensino superior têm se mostrado dispostos a resistir bravamente ao paradigma arcaico da vivissecção.
A Rede Internacional pela Educação Humanista , InterNICHE, tem forte representação no Brasil e é a entidade de maior expressão no que diz respeito ao desenvolvimento, divulgação e implantação de métodos substitutivos à utilização de animais vivos no ensino tais como modelos tridimensionais, vídeos, auto-experimentação, experiências in vitro, simulações e realidade virtual. Para evitar trabalho repetitivo e fortalecer o movimento de combate a tais práticas, uma aluna anônima do curso de medicina veterinária divulgou na internet o documento por ela redigido para justificar sua recusa de participar de determinada aula prática e para requerer ao professor encarregado a aplicação de uma atividade substitutiva. O documento contém uma apresentação muito bem feita do suporte jurídico que as Leis e Declarações Universais fornecem à objeção de consciência e já está feito numa estrutura conveniente para que seja utilizado por qualquer aluno de ensino superior ou até mesmo de ensino médio.
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