27 de abr de 2015

Sinal dos tempos? McDonad's fechando lojas pelo mundo

Será que a população está finalmente acordando para esse horror chamado fast food? Segundo a revista Times, a rede, que já matou mais de um bilhão de bovinos para servir sua comida lixo, já fechou 350 lojas que não estavam dando lucro no Japão, Estados Unidos e China, isso apenas nos três primeiros meses de 2015. 

A empresa fala de estratégias para reverter suas sorte, mas o fato é que mais e mais pessoas estão acordando que essa promessa de comida barata para todos, ao custo da saúde e da vida alheia, é um grande engodo. 

Eu odeio McDonald's - e você?


26 de abr de 2015

Policial mata cachorro que latiu para ele, em Salvador

Mais um caso de brutalidade policial que termina em morte. Um policial está sendo acusado por moradores de matar um cachorro na rua Tira Chapéu, no centro de Salvador. Segundo os donos do animal, o policial estava passando pela rua, quando o cachorro latiu. Assustado, o policial efetuou dois disparos. (Leia mais +)

25 de abr de 2015

Mattel retira Barbie Sea World de circulação

Parece piada mas não é: Mattel, a empresa que produz as bonecas Barbie, lançou em 2012 uma versão treinadora de orcas, com direito a baleia dentro de tanque aquático e varinha de tortura, o que pelo menos reflete o confinamento extremo que esses animais sofrem em suas vidas como escravas do capitalismo sem coração da SeaWorld.

Mas esse pequeno pesadelo de plástico chega ao fim, graças à pressâo de grupos como PETA, que pediram que Barbie parasse de fazer apologia à cruedade contra animais marinhos. Que tal criar uma Barbie ativista contra a Sea World? Isso sim seria educativo para crianças.

Segundo o blog da PETA que anuncia essa vitória, a Mattel se junta a uma lista de empresas e organizações que não querem mais promover a Sea World, incluindo Hyundai, JetBlue, Miami Dolphins, Panama Jack, Southwest Airlines, Taco Bell, Virgin America, e muitas outras.




16 de abr de 2015

Professor vegano ganha processo contra escola, nos EUA


A PETA e a organização American Civil Liberties Union of Ohio chegaram a um acordo no caso do professor Keith Allison contra a diretoria da Green Local School District em Smithville, Ohio​.​

Durante uma reunião na segunda-feira, a diretoria da escola concordou que reconheceria o direito de seus empregados de falar sobre questões de interesse público. Além disso, a diretoria concordou em pagar uma compensação para o professor pelas horas perdidas e contribuições de previdência, pagar despesas da ACLU e da PETA Foundation ​e ​honorários de advogados​, segundo nota da ACLU.​

Allison havia sido removido de seu cargo como professor da Green Elementary School em agosto de 2014 por compartilhar suas crenças pessoais sobre o tratamento de animais em fazendas leiteiras​. Ele postou seus comentários em suas ​página de Facebook do seu computador ​pessoal.

As organizações assumiram o caso porque a escola quebrou uma regra muito importante para os americanos, garantida no First Amendment, que é o direito à liberdade de expressão. Embora em janeiro Allison tenha sido colocado em uma outra posição como professor, a diretoria havia se recusado a pagar os meses que ele ficou sem receber. Em março​,​ a ACLU e a PETA Foundation entraram com um processo em um tribunal federal.

“Todo mundo tem o direito de falar contra a crueldade de uma indústria que trata as mães vacas como máquinas de leite,” disse Gabriel Walters, conselheiro da PETA Foundation.

15 de abr de 2015

Sacríficios com animais: o fascismo religioso


"A linha de raciocínio subjacente a Lei 12.131/04 com apelo à preservação da cultura e da tradição é uma leitura conformista e determinista da história . Ou estaríamos nós ainda obrigados a presenciar chacinas como as que se praticavam no Coliseu.

"A atual lei não subsiste ao exame de constitucionalidade porque toma a liberdade religiosa como valor absoluto e ignora todas as outras disposições constitucionais relacionadas ao tema. Reside na senciência animal um dos limites éticos e jurídicos opostos à liberdade religiosa. A vedação da crueldade contra animais, que antepõem-se ao exercício pretendido ilimitado das liberdades religiosas, vem a apresentar-se como justo e necessário limite.

"Vivemos um momento em que as pessoas em geral não suportam presenciar maus tratos contra animais domésticos e selvagens. A questão da proteção e defesa da vida animal e do meio ambiente não tem volta. As universidades estão formando cidadãos e profissionais com maior consciência ambiental. Hoje qualquer pessoa razoavelmente instruída reconhece os animais como seres dotados de senciência = capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade. A comunidade está votando e ELEGENDO REPRESENTANTES com este compromisso. É preciso CORAGEM para pensar grande nessa hora, senhores. Porque gente do bem ainda é a maioria e não tolera mais covardias, violência e a larga complacência com o crime e abusos.

"Em tempo oportuno, deixo uma reflexão escrita no século XVII por um filósofo :

Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrar-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimento de que te gabas. Responde-me, maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os elatérios do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? (Voltaire, 1694-1778).

"Os senhores deputados realmente acham que se trata de preconceito religioso? Que as razões do PL 21/2015 não são suficientemente claras e bem expostas pela deputada Regina Becker? Os senhores deputados temem o que? Para que ocupar uma cadeira na assembleia legislativa por 4 anos para deixar como legado à cidade, à nós, e aos seus filhos os mesmos resultados iníquos?

"Não se intimidem. Pensem. Este é o tempo."

(Juliana Ellen Gusso, Veterinária autônoma, Rio Grande do Sul)

6 de abr de 2015

​​Nobel de Literatura apoio novo relatório contra uso de cobaias

Um novo relatório pedindo a desmoralização de experimentos animais atraiu o apoio de mais mais de 150 acadêmicos, intelectuais e escritores, incluindo o ganhador do Nobel de literatura J. M. Coetzee. Chamado de “Normalising the Unthinkable”​​, o relatório é o resultado de um grupo de trabalho do Oxford Centre for Animal Ethics na Inglaterra.

Entre outros signatários está o Reverendo John Pritchard, antigo Bispo de Oxford, Professor Keith Ward da Oxford University, Professor Stanley Hauerwas da Duke Divinity School e o Professor Conor Gearty da London School of Economics.

Composto de 20 dos principais eticistas e e cientistas do nosso tempo, o grupo de trabalho concluiu que experimentos com animais são moralmente e cientificamente falhos. O relatório de mais de 50 mil palavras é a maior crítica dos experimentos animais já publicada.

"O abuso deliberado e rotineiro de animais inocentes e senscientes envolvendo dor, dano, sofrimento, confinamento estressante, manipulação, comércio e podem deveriam ser impensáveis. Porém, experimentos animais são exatamente isso, a “normatização do impensável”.

É estimado que cerca de 115.3 milhões de animais são usados em experimentos no mundo todo ano. O relatório afirma que esse número constitui uma das maiores questões morais de nosso tempo.

O relatório foi encomendado pela BUAV e Cruelty Free International como um crítica ética independente. Os membros do grupo de trabalho realçam que a BUAV de forma alguma influenciou as conclusões.

Os argumentos morais a favor dos testes com animais não se sustentam, diz o professor Andrew Linzey, co-editor do relatório e teólogo da Oxford University. “Nós olhamos para os argumentos centrais em relatórios oficiais e achamos que eles deixam a desejar. Se qualquer um deles fosse moralmente válido, eles também justificariam experimentos em seres humanos," diz Linzey.

O relatório conclui que a normatização dos experimentos animais ignora o que é conhecido sobre o sofrimento animal. A complexidade da sensciência animal não pode ser ignorada.

“Diferente dos nossos antepassados, nós hoje sabemos tanto quanto sabemos de humanos, que animais sentem não apenas dor, mas também choque, medo, antecipação, trauma, ansiedade, estresse e terror," ele acrescenta.

Esse processo de normatização tamém é baseada na idéia descreditada que os animais são apenas instrumentos que podem ser usados por seres humanos. Além disso, a normatização dos testes é desafiada por um novo pensamento moral que afirma que todos os seres senscientes não são apenas coisas, objetos, máquinas e ferramentas, mas tem valor próprio e merecem respeito.

Outros processos de normatização do uso de cobaias incluem regulamentos e controles que na realidade pioram a situação dos animais, e a repetição da idéia de que o interesse humano requer tais testes sem questionar esse fato.

“Nos saudamos esse novo relatório, que vai levar para frente novo pensamento ético sobre animais e questionar algumas das suposições preguiçosas de como a pesquisa com animais beneficia os humanos,” disse Michelle Thew, CEO da BUAV e Cruelty Free International.

Nos dias 26 - 29 de julho haverá um debate sobre o relatório da Summer School on the Ethics of Using Animals in Research in Oxford on 26-29 July 2015. Mais detalhes sobre a Summer School podem ser acessados aqui.

2 de abr de 2015

Água vegana?



Uma amiga que mora em Berlim notou esse poster de uma nova marca de água vegana. O slogan diz:

Wenn vegan für dich einfach mehr ist, ou
Quanto vegano é mais fácil para você 

O absurdo de fazer marketing vegano com água chega a ser engraçado e provavelmente demonstra que o termo vegano se torna comercialmente cada vez mais atraente e apelativo. Porém, veganismo não é um tipo de consumismo. Veganismo é uma filosofia de reconhecimento dos interesses dos animais e de seus direitos fundamentais.