21 de jun de 2018

Morre Koko, a gorila que sabia linguagem de sinais

Koko, a icônica gorila que se tornou o símbolo da conexão entre primatas humanos e outros primatas, morreu aos 46 anos dormindo no santuário onde vivia na Califórnia. Koko tinha um QI de 75 a 95 (segundo critérios humanos - o meu QI de gorila com certeza seria bem baixo!) e compreendia inglês falado.

Nascida em um zoológico* em São Francisco, a meiga Koko, que pesava 150 quilos, aprendeu linguagem de sinais ainda como uma bebê em 1974 da pesquisadora Dr. Francine “Penny” Patterson como parte de um projeto da Universidade de Stanford.

Sua habilidade extraordinária a colocou na capa da National Geographic duas vezes, a primeira em 1978 com uma foto dela no espelho que ela mesmo tirou e depois em 1985 com uma imagem sua de luto pela morte de um de seus gatinhos.

Durante sua vida, Koko adotou vários felinos, usando linguagem de sinais para dar nomes a eles, entre eles.  Seu amor por gatos inspirou um livro chamado Koko's Kittens.

Em 2012, ela surpreendeu cientistas ao tocar instrumentos de sopro como a gaita e flauta, além de apitos, uma habilidade que mostrou que os primatas não-humanos podem aprender a controlar sua respiração, o que era presumido como além deles.

Ela conheceu várias celebridades, entre elas Robin Williams (foto) e Leonardo DiCaprio e seu legado é descrito como "profundo. Ela nos ensinou muito sobre a capacidade emocional de gorilas e suas habilidades cognitivas," disse a Gorilla Foundation, onde ela morava.

*A celebração da vida de Koko não é um endosso de zoológicos





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