15 de out de 2017

Gucci planeja criar fazenda de cobras

Esta semana vi muita gente compartilhando posts sobre a decisão da grife de moda Gucci abandonar peles de suas coleções, dizendo que não é moderna. Mas pelo visto para a Gucci, pele é só aquilo que reveste o corpo de mamíferos. Répteis, os animais mais vilificados do mundo, podem sofrer o pão que o diabo amassou, como esse vídeo denuncia, além de outros animais (AVISO: CENAS FORTES).

A ideia é essa mesma, apesar de soar bizarra: criar fazendas de cobras na Ásia para que sua pele possa ser usada em acessórios caros como bolsas e cintos. A desculpa é que isso ajudaria a coibir o tráfico ilegal de 'peles exóticas' no mundo, um negócio que movimenta $1 bilhão de dólares por ano. A empresa jogou até a palavra sustentabilidade no meio para soar melhor. Mas isso é o mesmo que combater a prostituição com bordéis.  

O problema é que empresas não questionam a exploração animal per se; apenas se preocupam com a sua imagem, que fica manchada quando vaza na empresa que as peles que usam vem de uma fonte 'ilegal'.

Eu consigo imaginar o horror que uma fazenda dessas representa. E você?
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