19 de mai de 2013

Touradas são mantidas com dinheiro do contribuinte

Políticas de financiamento agrícola estão canalizando cerca de £110 milhões (cerca de R$330 milhões) para fazendeiros espanhóis que usam seus pastos para criar touros assassinados em touradas, diz um novo estudo. Sem esse tipo de apoio financeiro, as touradas estariam na beira do colapso, o estudo concluiu.

O parlamentar catalão Raul Romeva, que esteve envolvido na pesquisa, protestou junto a Comissão Européia acerca do uso de subsídios agrícolas para financiar um espetáculo de sangue cuja popularidade está em declínio.

“É inaceitável que a União Européia (EU) continue a ser usada para manter de pé essa prática brutal, que antagonize as políticas da UE de bem estar animal,” ele disse.

O relatório “Toros and Taxes”, compilados por parlamentares espanhóis, cita um fonte oficial espanhola que admite que boa parte da receita das touradas é proveniente da chamada Common Agricultura Policy (CAP). Ele acrescentou que os retornos econômicos das touradas são negativos.

“Tourada é barbárica e cruel e sem subsídio público é um negócio inviável. A UE deve parar esses subsídios imediatamente,” disse Keith Taylor, do Partido Verde inglês. Taylor é um dos 17 parlamentares que escreveram para o comissário da EU pedindo uma desqualificação imediata de quaisquer subsídios para o setor de touradas e multas para países membros que direcionem assistência do CAP para subsidiar touros para entretenimento questionável.

A UE alega que os criadores de touros podem pedir subsídios como outros fazendeiros e que a comissão não tem competência para tomar medidas em relação a assuntos como touradas, que são fora de alcance da legislação sobre proteção de animais no momento de abate e morte.

O parlamentar conservador inglês Roger Gale, líder do grupo conservador de bem estar animal, pediu que os subsídios sejam cortados. “Eu não creio que o contribuinte inglês ficará muito satisfeito de saber que eles estão pagando por touradas espanholas. A comissão tem que parar de inventar desculpas e resolver isso,” ele disse.

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