2 de mai de 2013

Matar animais em nome da religião tem que ser crime

O Felicianismo, e com esse termo quero dizer a religião fazendo chantagem por ter seu comportamento questionado, existe em toda a parte, mesmo entre as religiões aparentemente mais tolerantes como as de extração africana.

Eu digo isso em relação às falsas acusações feitas pelos representantes do candomblé ao vereador soteropolitano Salvador Marcell Moraes (PV) que quer proibir o sacrifício de animais. Eles dizem que se trata de intolerância religiosa. Mas dizer isso é o mesmo que dizer a religião te dá direito de ser homofóbico, como no caso do pastor Feliciano, que me inspirou a criar o termo. O problema que eu vejo com grupos religiosos é que eles querem mais do que direitos, eles querem imunidade moral.

E até onde essa imunidade vai? Se eu criar uma religião que se recusa a parar em sinais vermelhos, quer dizer que eu tenho direito a isso? Eu dou um exemplo absurdo porque muitas vezes os preceitos religiosos são assim mesmo, completamente aleatórios.

Eu espero que uma lei que proíba assassinato de animais em contextos religiosos (sacrifício é eufemismo) entre em vigor em todo o país. E quanto àqueles que sempre esfregam o consumo de carne no nariz de quem critica práticas como essa como forma de validá-las, eu digo o seguinte: religião é escolha, comer não. O condicionamento cultural da dieta é algo muito mais forte e arraigado na cultura. Claro que eu sou contra o consumo de carne, mas comparar as duas coisas é tentar desviar a atenção do fato mais óbvio: que matar animais em templos é um capricho violento.
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