24 de jan de 2013

Baleias adotam golfinho “especial”

Esta semana eu me deparei com fotos ilustrando uma história de curiosidade científica sobre um golfinho nariz de garrafa que foi adotado por um grupo de baleias cachalotes na região das Ilhas Açores, no Atlântico Norte. O golfinho tem uma deformação na coluna que a faz ter uma forma de S, o que possibilitou os cientistas terem certeza de que se trata do mesmo animal.

Fora esse problema, o golfinho parece ser saudável; o defeito de nascimento talvez explique sua ligação com o grupo de baleias. Muitos poucos predadores rondam as águas em volta dos Açores, então os cientistas duvidam que ele precisasse de proteção de baleias. Eles especulam que talvez sua própria espécie tivesse o rejeitado, que o rebaixou para um status social inferior. Talvez ainda ele ficou com as baleias por que elas nadam mais devagar e sempre deixam uma babá na superfície junto com os filhotes enquanto os outros adultos mergulham fundo.

Tudo isso é teoria, e teorias válidas. O que me parece estranho é que os cientistas não conseguem enxergar uma verdade objetiva óbvia: que os animais sentem amor e compaixão uns pelos outros. A mente científica deveria ser aberta e livre de preconceitos, mas ao que parece os cientistas não conseguem quebrar a barreira da ideologia antropocêntrica, uma atitude que, na verdade, é anticientífica.

Qualquer que seja o motivo dessa ligação entre duas espécies, ela demonstra que animais não-humanos expressam solidariedade carinho uns pelos outros. Só não vê isso quem não quer.
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