26 de dez de 2012

Passagem animalista em livro de Anais Nin

Meu refúgio literário neste feriado de Natal foi um livro de Anais Nin lançado em 1964 e chamado Collages. O livro é centrado na figura de Renata e cada capítulo a trama vai para um lugar diferente, como se Renate tivesse magicamente se transformado e se transportado, embora existe um elemento que liga todos os episódios, pelo menos até o ponto do livro que eu li: a pintura. Ontem eu encontrei uma passagem que me chamou a atenção. A autora descreve a protagonista como sendo uma protetora de animais, que durante a infância queria salvar os não-humanos da crueldade humana. Eu traduzi livremente o trecho do livro como descrito abaixo:


Quando ela era criança, Renate sentia que ela havia nascido neste mundo para resgatar todos os animais. Ela se preocupava com a servidão e escravidão dos animais, os burros em moinhos no Egito, o gado sendo transportado em trens, galinhas amarradas juntas pelos pés, coelhos sendo mortos a tiros nas florestas, cães em coleiras, gatinhos deixados a míngua em calçadas. Ele fez várias tentativas de resgatá-los. Ele cortava os barbantes em volta das pernas das galinhas e elas se espalhavam por todo o mercado. Ela abria todas as gaiolas que ela encontrava para que os pássaros pudessem voar para fora. Ela abria os portões dos pastos e deixava o gado sair para passear.”

A personagem de Renate foi inspirada na pintora vienense Renata Druks (foto), amiga íntima de Anais.
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