9 de abr de 2012

Testemunho de Mariana Simões, tutora da Pit Bull assassinada em Porto Alegre


“Esta era minha cadela Artemis. Ela era uma Pit Bull. Ela teve uma vida difícil. Aos dois meses foi atropelada e abandonada no HCV-UFRGS. Passou por várias cirurgias e um longo período de fisioterapia e reabilitação, mas mesmo assim ela era feliz. Era um animal dócil, comportado, bem educado, amável e tudo que se pode querer de um cão. O único problema dela foi a sociedade injusta e burra na qual a gente vive. Hoje a tarde ela foi assassinada por um dito segurança de uma empresa tercerizada muito mal preparado que ao ver um cão latir na área de um hospital veterinário simplesmente saca a arma e dá um TIRO NA CABEÇA da cadela. Não, ele não atirou pra cima. Ele não atirou na pata; foi na cabeça, com a clara intenção de matá-la, na frente dos donos, estudantes e veterinários que estavam de plantão no feriado. Uma pessoa que não pensa antes de atirar e que tem medo de cachorro não poderia estar lá. Mas enfim, o que tem que acabar primeiro é o preconceito. Não existe cão assassino por natureza, eles não são maus ou bons, são apenas cães reagindo à situação na qual foram criados e ensinados. A minha era muito amada, e não só pela minha família mas por muitas pessoas que eu desconhecia e ela conquistava com sua simpatia inocente. E foi justo ela que morreu por ser um Pit Bull. Ignorância total, sociedade burra e engessada, injusta e que acredita no que vê na TV sem questionar. Seres humanos não são todos iguais, cães também não. De 1g de amor para um Pit Bull que você receberá toneladas de volta. Foi o que eu aprendi com a Temi. R.I.P minha flor.”

Leia o artigo na ANDA.
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