13 de nov de 2011

Zoológico quer separar pinguins que desenvolveram relação homoafetiva

Zoológicos tem uma visão utilitarista dos animais que eles mantêm como prisioneiros. Eles têm que ter uma utilidade, seja para o entretenimento dos animais humanos que visitam esses campos de concentração, ou para ‘preservar espécies ameaçadas’, como se meia dúzia a mais de animais fosse resolver o problema (preservar habitats e coibir a caça e pecuária me parecem soluções mais permanentes). 

De qualquer maneira, por que alguns indivíduos deveriam ser incumbidos de perpetuar a sua espécie? Não foram eles que criaram o problema. E se o habitat de uma espécie não existir mais, de que adianta preservar uma espécie se seu destino é viver confinado para sempre? 

Veja o caso dos pinguins africanos machos no zoológico de Toronto que compartilham ninho desde que chegaram ao local há cerca de um ano. Pedro e Buddy desenvolveram uma ligação social que não é necessariamente sexual, mas que obviamente deve ser muito importante para eles. Uma parceria parecida com a de muitos homens. 

Mas, não contente em deixar o casal em paz, o zoológico quer os separar para que eles possam procriar com fêmeas, ou seja, vão causar infelicidade para Pedro e Buddy para que eles executem uma função prescrita pelo zoológico – eles têm que pagar o aluguel de alguma forma, certo? 

O zoológico já recebeu uma enxurrada de reclamações e, como era de se esperar, até mesmo humoristas famosos já fizeram referências ao caso. A única que não é engraçada é a existência dos zoológicos. Seria muito mais divertido para os animais existir em seus habitats, livres. Sem essa opção é melhor não existir.

Com informações da Associated Press.


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