6 de dez de 2010

Feridos, amarrados, enjaulados: o sofrimento desesperado de orangotangos famintos obrigados a procurar comida em vilas enquanto seu lar na floresta tropical é destruído

Foto: Reuters
Com seus braços desalentadamente em volta de sua mãe, só resta ao bebê orangotango esse contato como consolo depois de ter sido amarrado em uma jaula.

Os dois foram capturados depois de entrarem em uma vila em Sungai Pinyuh na Indonésia, durante uma busca desesperada por comida.

Eles foram espancados tão violentamente pelos moradores que um dos primatas morreu antes de serem encarcerados sem comida ou água.

As florestas tropicais cobrem cerca de 60 por cento da Indonésia, mas os orangotangos – palavra que significa ‘homem da floresta’ – têm tido seu habitat eliminado em um ritmo alarmante, para abrir espaço para as plantações de óleo de palmeira.
Muitos orangotangos são mortos por fazendeiros na Indonésia e Bornéu para impedir que eles comam suas colheitas a medida que sua comida natural desaparece, condenando a morte órfãos desprotegidos que ficam para trás.

A Indonésia é um dos maiores emissores de carbono no mundo, gás que causa aquecimento global. As florestas tropicais têm uma função importante por absorverem carbono e regularem o clima. Novos dados revelam que cerca de 10 por cento dos gases que causam o efeito estufa e produzidos pela humanidade vêm da derrubada e queimada de florestas.

Milhões de hectares são cortados todos os anos na Ásia, África e América do Sul.

Um esquema apoiado pela ONU chamado REDD, para reduzir emissões causadas pelo desmatamento e degradação, foi lançado com o objetivo de ajudar os países mais pobres a preservar suas florestas.
O programa é um dos pontos de debate das negociações sobre mudança climática que acontece em Cancun no México, e o REDD poderia se tornar uma parte central de um novo acordo climático global a partir de 2013.

Sob o esquema, um valor poderia ser posto em cada tonelada de carbono que as florestas tropicais absorvem. Isso poderia gerar um mercado global de créditos de carbono no valor de $30 bilhões por ano. Esses créditos poderiam ser usados para recompensar governos e comunidades locais a preservar suas florestas e competir contra os interesses das indústrias do óleo de palmeira e empresas de papel e polpa.

Governos, empresas poluidoras e investidores comprariam créditos REDD de outros projetos que preservam e protegem grandes áreas de floresta tropical.

Em retorno, o crédito seria usado para compensar uma porção das emissões dos gases que causam efeito estufa emitidos por países ricos.

O dinheiro da venda seria então direcionado para governos em países REDD, investidores do projeto e comunidades para programas de sustento.

REDD também reconheceria medidas para fortalecer estoques de carbono em uma floresta, inclusive o replantio de áreas derrubadas, manejo sustentável e esforços de conservação. As nações concordam em avaliar um sistema nacional de contabilidade de carbono sob o protocolo de Kyoto.

Nota: não é claro o que aconteceu com os dois orangotangos na foto, mas o jornal está investigando para saber se eles foram resgatados.

Fonte: Daily Mail

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