30 de abr. de 2008

Outdoor do Peta na lista dos mais controversos

Uma campanha de outdoor feita pelo Peta inglês, dizendo que dar carne para criança equivale a 'abuso infantil', apareceu em nono lugar em uma lista de dez propagandas que geraram mais reclamações.

Mas a organização que controla a indústria publicitária no país (ASA) deu um veredito favorável a organização de defesa animal e pró-vegetarianismo, dizendo que a comparação procede. A ASA não concordou que o anúncio trivializasse a questão de abuso de crianças e que estaria subentendido que se os pais deixassem de dar carne a uma criança que eles obviamente buscariam substitutos nutricionais.

Mais um outdoor vegetariano em Porto Alegre


Depois do sucesso do primeiro outdoor vegetariano do Rio Grande do Sul, a SVB - Porto Alegre vai levar novamente a mensagem vegetariana para as ruas! A nova imagem de campanha já está pronta (foto), mas é preciso fundos. Saiba como você pode ajudar aqui.

Anthony Kiedis do Red Hot Chilli Peppers contrata chef vegana

O vocalista da banda red Hot Chilli Peppers, Anthony Kiedis, contratou a chef vegana Laura Dakin para cozinhar para ele em tempo integral. Laura é uma voluntária do Sea Shepherd Conservation Society nascida nas Bermudas. Kiedis é vegano desde o ano passado e vegetariano desde a década de 80. Ele diz que o nascimento de seu filho e a brutalidade do tratamento dos animais em fazendas o inspirou para graduar de vegetariano para vegano.

"Eu vi um documentário sobre o que acontece com vacas em fazendas de produção intensiva (em inglês, 'factory farms') e eu me dei conta que esse modo horrível de brutalizar animais não é bom para o mundo. Isso selou o acordo que eu tinha feito comigo mesmo".

Na foto, Anthony e Laura juntos.

Adeus, Sharky

Via blog do Animal Rights Florida: "Turistas no parque marítimo Discovery Cove em Orlando tiveram uma lição inesperada sobre a vida não natural de golfinhos em captura quando dois golfinhos se chocaram durante um pulo e cairam fora da água. Um dos golfinhos, Sharky, morreu logo em seguida. Sea World disse que a morte foi um "acidente aleatório e infeliz" e rapidamente retomou suas atividades.

O que faz a morte de Sharky mais trágica é que, não fosse pela ganância da indústria de parques marítimos, ela teria passado sua vida nadando livremente no oceano. Sea World a comprou em 1982 depois dela ter sido violentamente capturada no oceano e separada de sua família para viver em um tanque de concreto. A morte de Sharky pode ter sido um acidente, mas um acidente que não deveria ter acontecido."

Lobo Repórter presta aqui sua homenagem a mais uma criatura que teve sua vida destruida pela crueldade humana. Descanse em paz, Sharky.

29 de abr. de 2008

Pamela Anderson na Casa Branca contra testes em animais

A semana mundial de conscientização do holocausto animal que acontece em laboratórios de 'ciência' e salas de aula de cursos de medicina e afins contou com o apoio da atriz e lutadora incansável pelos direitos animais, Pamela Anderson Lee (foto). Lee, em companhia do vice-presidente do Peta Dan Matthews, entregou em mãos durante o White House Correspondents Dinner o relatório que a organização escreveu denunciando a falta de boa vontade do Department of Health and Human Services (Departamento de Saúde e Serviços Humanos) de migrar para métodos sofisticados de testes de toxicidade sem uso de animais. Alguns desses métodos já são usados na Europa há décadas. O jornal Washington Post recentemente publicou uma matéria excelente sobre o assunto que para pode ser lida aqui (em inglês).

Para quem não sabe, animais são usados para testar a toxicidade de produtos corriqueiros como produtos de limpeza e perfumes. Às cobaias são dadas dosagens que nenhum humano jamais ingeriria e todos os animais são sacrificados ou morrem em agonia. Esses testes muitas vezes não são exigidos pelo governo, mas as empresas viciadas em matar animais continuam com essa prática como uma forma de se proteger de reclamações do consumidor. Não se engane: esses testes são feitos com o lucro da empresa em mente e não pela sua saúde e segurança.

Uma marca no Brasil que tem se destacado em sua postura anti-testes e que não inclui resíduos animais em seus produtos é a Surya. Já aqui você encontra uma lista de empresas brasileiras que não testam em animais. Vamos apoiar empresas com ética e fazer crescer esse mercado, que além de tudo é mais ecologicamente viável.

Animais não são palhaços

Essa imagem me chamou a atenção outro dia quando eu visitava um website chamado Osocio.org, que divulga campanhas feitas por ONGs em várias áreas, inclusive direitos animais. A campanha foi iniciada por duas entidades portuguesas: Acção Animal e Liga Portuguesa dos Direitos Animais. A imagem é forte e simboliza bem a humilhação e dor que é a vida de um animal em circo.

O que você pode fazer? A primeira coisa é nunca ir a um circo que utilize animais. Sem público, essas lonas de horror fecharão e quanto o antes melhor. E proteste com panfletos quando um deles vier a sua cidade, ou escrevendo uma carta para o jornal local.

O Instituto Nina Rosa tem uma notícia no seu website dizendo que o deputado Antonio Carlos Biffi apresentou parecer ao Projeto de Lei 7291/2007 que, dentre outros assuntos, proíbe a apresentação de animais em atividades circenses em todo país. O texto está disponível aqui. Quem quiser escrever para o deputado parabenizando-o pelo projeto (incentivo é tão importante quanto protesto!) escreva para: (E-mail: dep.antoniocarlosbiffi@camara.gov.br) ou escreva para Gabinete 260 - Anexo IV Câmara dos Deputados Praça dos Três Poderes Brasília - DF CEP: 70160-900.

Veja aqui o que um circo realmente maravilhoso pode oferecer com talento humano apenas.

28 de abr. de 2008

1° Encontro Nacional de Direitos Animais

ENDA - Clique e visite o site

Entre os dias 01 e 04 de maio os olhares abolicionistas no Brasil estarão voltados para o 1° Encontro Nacional de Direitos Animais. Organizado pela Veddas (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade), o encontro acontecerá em Parque Ecológico Visão Futuro, localizado próximo à cidade de Porangaba, a 165 km da cidade de São Paulo.

Com o tema “Discutindo o Movimento, Nutrindo-se nas Diferenças e Capacitando Nossos Ativistas”, o Encontro Nacional de Direitos Animais (ENDA), ele contará com a presença de 30 palestrantes, entre eles o norte-americano Rynn Berry, que leciona História do Vegetarianismo na 'The New School for Social Research', a norte-americana Susan Andrews, psicóloga e antropóloga, Herón Santana, promotor de Justiça do Meio Ambiente da cidade de Salvador, Laerte Fernando Levai, promotor de Justiça em São José dos Campos, que atua na área criminal, ambiental e defesa dos animais e George Guimarães, nutricionista vegano e ativista pelos direitos animais.

Segundo Guimarães, o mentor do evento, "a idéia de organizar começou a tomar forma em 2006, inspirada na vivência em eventos similares fora do Brasil, mas ela começou a ser considerada seriamente apenas no início de 2007. O termo 'encontro' foi escolhido ao invés do termo “congresso” ou “conferência” porque a proposta era de realizá-lo em um ambiente e clima de discussão e aprendizado que pudesse vir acompanhado de muita integração.

O Lobo Repórter estará divulgando os resultados desse encontro, então fique de olho nesse blog. Para mais informação, clique na imagem no topo dessa postagem.

7.3 milhões de americanos são vegetarianos

Via Centro Vegetariano: Um estudo realizado em 2008 e chamado “vegetarianismo na América” mostra que 3.2% dos adultos dos Estados Unidos ou 7.3 milhões de pessoas, seguem uma dieta vegetariana. Aproximadamente 0.5 % ou 1 milhão destas pessoas são veganas, que não consomem qualquer produto animal. Para acrescentar, 10% dos adultos dos Estados Unidos, ou 22.8 milhões de pessoas dizem quem seguem uma dieta aproximada do vegetarianismo.

O estudo também revelou que 5.2%, dos não-vegetarianos entrevistados, ou 11.9 milhões de pessoas, estão 'muito interessados' em seguir uma dieta vegetariana no futuro.

Não é a toa que a indústria da carne anda nervosa e não só pelas quantidades copiosas de hormônios e adrenalina que eles ingerem através de sua dieta.

Enquete sobre uso de cobaias

A revista Galileu traz uma matéria sobre a controvéria acerca do uso de cobaias em pesquisa científica e uma enquete de opinião. Por favor visite o site da revista e diga NÃO ao uso de cobais. Quanto mais a opinião pública se manifestar contra essa barbárie, melhor. A enquete está na parte direita da página principal.

27 de abr. de 2008

Receita: tofu mexido

O blog Brazil Nut tem uma receita de café da manhã baseada em tofu mexido que é de dar água na boca. Até eu consigo seguir essa receita!

26 de abr. de 2008

Prince, um deus vegano

Prince é provavelmente o vegano* mais famoso do planeta, tanto que em 2006 ele foi eleito o 'vegetariano mais sexy do mundo' na pesquisa de opinião que o Peta faz todo ano.

Prince segue seu veganismo a risca e às vezes usa seu trabalho para divulgar a mensagem. No álbum de 1999 "Rave Un2 the Joy Fantastic," ele escreveu sobre a crueldade da produção de lã e fechou o disco com uma citação de Gandhi: "Para mim, a vida de uma ovelha não é menos preciosa do que a vida de um ser humano."

Esse ano Prince vai fazer 50 anos. E continua com o corpinho de 15...

Para matar um pouco de saudade do artista, segue uma faixa chamada Scarlett Pussy, uma faixa rara que nunca foi lançada que ele gravou sob o nome feminino de Camille. É um funk pesado, seco e sexy que lembra um pouco a fase do Black Album (1988). Divirta-se.






*O vegano é o vegetariano que exclui totalmente qualquer produto animal de sua vida, inclusive do vestuário e produtos de limpeza. Os veganos também se opoem a experimentação com animais e evitam produtos que tenham sido testados neles.

25 de abr. de 2008

Por quem você chora?

A essa altura é provável que você já tenha recebido um email com um link para a petição contra a participação do 'artista' Guillermo Vargas Habacuc na Bienal da América Central onde ele repetirá o ato de crueldade contra um cachorro de rua que ele raptou e prendeu em uma galeria em 2007 como 'uma obra de arte'. O cachorro foi amarrado e deixado a morrer às minguas enquanto as pessoas bebiam vinho, alheias ao sofrimento de um ser vivo e vulnerável.

Essa semana o Peta levantou a hipótese de que a estória pode ser um golpe de publicidade de Vargas, o que não deixaria de ser completamente repugnante, mas considerando o desespero contemporâneo pela publicidade, esse gesto de um perdedor falido criativamente não surpreende como deveria.

Independente da verdade por trás dessa estória, o que ela sublinha é que, enquanto o sofrimento de um tipo de animal querido para muitas pessoas consegue arrancar emoções forte e uma mobilização global (e eu não duvido que a demonstração coletiva de sentimento nesse caso seja completamente genuina), a tortura e assassinato de bilhões de animais erroneamente vistos como 'apenas comida' é ignorada pela grande maioria. Existe uma máquina muito perversa perpetuando o mito de que a humanidade pode deformar a vida alheia para satisfazer um 'prazer' gastronômico, mas a natureza está começando a mandar a fatura através de contas de hospitais, mortes prematuras, depressão generalizada e aquecimento global (a agropecuária responde por 20% das emissões de carbono, mais do que todo os sistema de transporte do mundo, que é responde por 18%). O video abaixo ilustra com bastante clareza tudo o que está errado no consumo da carne. Vale a pena fazer o esforço para vê-lo por inteiro. O video é narrado pelo ator Alec Baldwin e está legendado em português.




Osasco apoia crueldade contra animais

Via CMI Brasil: Ativistas de coletivos como, ativismo.com, odeiorodeio.com, svb.org.br, gaepoa.org, veganos.org e uipa.org.br, exigem que seja cassado o alvará da 13ª Festa do Peão Boiadeiro de Osasco. Em anos anteriores foram denunciados e documentados inúmeros casos de maus tratos aos animais como prova o documentário Vida de Cavalo, com cenas realizadas num rodeio em Osasco. Porém, a administração do prefeito Emidio de Souza do PT, tem ignorado essas denúncias. Esse PT...

Em 17 de janeiro de 2006 foi promulgada Lei Municipal nº 3999. Dentre outras coisas, essa lei no Art. 41, § 2º, diz que é proibida qualquer utilização em atividades, competição ou exibição de montaria ou rodeios, de qualquer prática que implique dor ou desconforto aos animais, com o objetivo de os fazer correr ou pular.

Existe uma petição para proibir o rodeio de Osasco. Por favor assine-a aqui.


As alternativas de pesquisa sem animais

Essa semana é dedicada no mundo inteiro aos animais presos em labotórios para serem usados em pesquisas fúteis, onde eles serão torturados, envenenados e mortos, tudo isso com o aval da lei, que mesmo quando quebrada, raramente prevê punição. Felizmente, algumas organizações sérias de cientistas com ética trabalham para criar alternativas sofisticadas de pesquisa. Uma delas é Europeans for Medical Progress e ela tem um vídeo (em inglês) mostrando o que há de novo nessa área.

Assista +

24 de abr. de 2008

Boicote a Procter & Gamble

Uma das maiores vilãs do mercado de consumíveis em termos de experimentação animal é a gigantesca Procter & Gamble (P&G). A empresa admite usar porquinhos da Índia, coelhos, hamsters, ferrets, ratos e camundongos em suas 'pesquisas de segurança de produto', inclusive gatos e cachorros em comida para eles. Esses testes são letais, dolorosos e cruéis e muitos deles são realizados simplesmente para que o produto carregue aquela faixa dizendo 'nova fórmula.'

É fácil evitar a Procter & Gamble no supermercado porque seus produtos são bastante reconhecíveis. O portfolio nacional inclui:

ACE, ALWAYS, ARIEL, BOLD, CREST, ELA, HEAD AND SHOULDERS, HIPOGLÓS, METAMUCIL, NOXZEMA, PAMPERS, PANTENE, PASTILHAS VICK, PERT PLUS, POP, PRINGLES, SCOPE, SEIVA DE ALFAZEMA.

Além dessas, a P&G é dona da Gillette (inclusive Prestobarba), Wella, Oral-B e Duracell. Em dúvida, olhe na embalagem porque eles tem que mencionar a marca P&G. Visite a lista internacional para mais informações (tem muita marca de perfume que usa P&G, inclusive Gucci e Dolce & Gabbana, então é bom estar atento).

Dia 17 de maio é o dia internacional de boicotar essa empresa. Existe um website dedicado ao boicote que pode ser acessado aqui, onde você pode também firmar seu compromisso de evitar produtos dessa financiadora colossal de assassinatos de animais.

Vegetarianismo cresce no Mato Grosso

Via Vista-se: A afiliada da Rede Globo em Campo Grande, MS, fez uma reportagem sobre o crescimento do vegetarianismo na região. Note que na introdução do texto ao lado do vídeo se escreveu “dieta de quem retirou a carne vermelha do prato” quando na verdade deveria ser “dieta de quem retirou a carne do prato”. Mas a matéria em si está correta.

Assista+

O Papa nos Estados Unidos

Não é todo dia que eu me pego prestando atenção ao que o Papa Benedito XVI tem a dizer, mas foi bom ver que sua recente passagem pelos Estados Unidos serviu para sublinhar a postura do pontífice sobre o abuso de animais em fazendas de produção intensiva, uma das formas mais crueis de exploração animal e a razão principal pela qual eu pessoalmente não consumo produtos animais.

Em 2002, quando o Papa ainda respondia pelo nome Cardenal Joseph Ratzinger, ele disse ao jornalista alemão Peter Seewald que lhe perguntou se nós temos direito de fazer uso dos animais ou mesmo comê-los. Ratzinger respondeu:

"Animais também são criaturas de Deus...Com certeza, o uso industrial de criaturas, de modo que gansos são alimentados para que seus fígados cresçam ao máximo, e as galinhas vivem tão apertadas umas contras as outras a ponto de se tornarem caricaturas de pássaros, essa degradação de criaturas vivas a ponto delas se tornarem mercadorias me parece contradizer a relação de mutualidade da qual a Bíblia fala."

Ciência e violência

Um dos mitos que cientistas que testam em animais gostam de perpetuar é que os animais são 'bem tratados' ... de acordo com as regras da escola de etiqueta de Auschwitz, naturalmente. O vídeo é em inglês mas ele foca principlamente nos maus tratos dos animais e na futilidade das 'pesquisas'.

23 de abr. de 2008

Paris Hilton de namorado vegano

Como era de se esperar, os tablóides ingleses estão caindo de boca na passagem de Paris Hilton por Londres, um pandemônio de flashes e glamour falso. Mas no meio desse culto de celebridade, não é que apareceu a palavra vegano? E que o namorado novo da loira, Benji Madden da banda Good Charlotte, é, isso mesmo ve-ga-no. A família Hilton aparentemente adora o rapaz e rola rumor de casamento. Eu nao sei se a loira também é vegana, mas se ela casar mesmo com Madden como se especula, quem sabe ela não vai virar a próxima garota propaganda do estilo de vida que exclui crueldade contra animais, ajuda o meio ambiente e a saúde humana? E imagina o número de patricinhas que potencialmente se tornariam veganas ou pelos menos vegetarianas?

Testes em animais: veja as cenas

Recentemente eu tive um diálogo por email com um defensor de testes em animais e chega um ponto em que essas pessoas defendem a prática não com ciência mas com mera arrogância. Usa-se termos como 'privilégio', 'necessidade', mas o que move esses profissionais é o especismo, a ideologia macabra que trata os não-humanos como 'coisas' que existem para satisfazer o pior que existe no ser humano e a máquina capitalista. Quando eu perguntei a esse profissional qual a porcentagem dos testes que são negados autorização pelos reguladores, ele nunca mais me escreveu. Eu conclui que esses pedidos de autorização não passam de um protocolo muito fácil de ser preenchido. Ninguém segue a lei atual, que prevê o uso de animais apenas em último caso e o uso de anestesias, como um dos clips abaixo explica. E ninguém é punido. Quem vai estar dentro dos laboratórios monitorando tudo isso e denunciando cientista sem escrúpulo? Os animais com certeza não podem fazê-lo.

Veja alguns clips desse vídeo produzido pelo Instituto Nina Rosa, Não Matarás, e tire suas próprias conclusões. E não esqueça de comprar o DVD e mostrá-lo a todo mundo que você conhece.

















Ação: diga a China para para não reabrir comércio de tigres

A Humane Society International tem uma petição que será entregue a oficiais chineses em um encontro que acontecerá em breve solicitando que o país se mantenha firme na proibição do comércio de tigres. Assine aqui.

22 de abr. de 2008

Peta fica nu na Times Square

Para quem já tinha ouvido falar da última performance do Peta na Times Square em Nova Iorque, segue aqui uma fotinha:


A manifestação foi feita para conscientizar as pessoas que a indústria da carne é a maior poluidora do planeta, além de desperdiçar uma quantidade enorme de água (15.000 litros por quilo!!!!). Daí o tema do chuveiro na manifestação: um quilo de carne consome água suficiente pra muito banho... a verdade mais inconveniente de todas.

Governador sanciona Lei 12916

O governador de São Paulo José Serra sancionou o projeto da Lei 12916 que acaba com a matança indiscriminada de cães e gatos nos CCZs do estado. A partir de agora os CCZs, carrocinhas, canis públicos e congêneres de todo o Estado de São Paulo, FICARÃO PROIBIDOS DE MATAR ANIMAIS SADIOS, sendo apenas permitida a eutanásia em animais que apresentem males ou doenças incuráveis, ou enfermidades infecto-contagiosas que coloquem em risco a saúde pública, devendo ser justificada por laudo técnico que ficará á disposição das entidades de Proteção Animal, e de todos.

Escreva para o governador agradecendo por esse progresso: secretariaparticular@sp.gov.br. O projeto é o resultado dos esforços do Deputado Feliciano Filho (PV), um defensor dos direitos animais e vegetariano que também é presidente da UPA em Campinas, uma ONG que cuida de 250 animais de abandono e maus tratos.

Uma boa campanha de esterilização e a proibição geral de criadores e vendas em pet shops é o que se precisa agora. Chega de animal enjaulado e deprimido em vitrine de lojas.

21 de abr. de 2008

Animais no ensino: carnificina na sala de aula

Seguindo o tema dessa semana que é o uso de animais em 'pesquisa', vamos falar de animais usados em salas de aula. A Inglaterra aboliu a prática barbárica de usar animais em aulas práticas de cursos de medicina e similares em 1876, enquanto aqui no Brasil (inclusive naquelas universidades federais que o meu, o seu imposto paga), se continua permitindo essa violação do direito à vida de animais abandonados. Agora, faz sentido um futuro médico testemunhar o valor intrínsico da vida ser descartado pelo seu mestre? Que mensagem se passa para o futuro profissional? E médico treinando em animal para depois trabalhar com gente?








Cachorros assassinados pela UFSC







Recentemente a InterNICHE circulou um email desfazendo todos os mitos favoráveis ao uso de animais na sala de aula. Leia o texto na íntegra:

A) MITO: Os métodos alternativos são muito caros e inacessíveis às faculdades do Brasil.
RESPOSTA: Dra. Nédia Maria Hallage, professora da Faculdade de Medicina do ABC - a primeira no País a abolir a experimentação com animais vivos na graduação - considera mito achar mais barato a morte de animais: "É comum pensar que matar animais sai mais barato que investir em tecnologia alternativa. Para utilizar animais no ensino é necessária manutenção ética, que implica em alimentação digna, funcionários habilitados, controle de zoonoses e estrutura própria no biotério para cada espécie. No caso do investimento em bonecos ou softwares, são todas técnicas duráveis, que abrangem maior número de alunos e que substituem animais em diversos temas de aulas".

B) MITO: As alternativas na prática não funcionam. É preciso praticar em animais.
RESPOSTA: "Usar animais vivos é prática cruel e desestimula o aluno. O estudante de graduação aprende e incorpora informações - através das alternativas - sem necessidade de subjugar outro ser vivo", acrescenta a professora da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC , Dra. Odete Miranda. Nos Estados Unidos, instituições de renome como Harvard, Yale, Stanford há tempos não utilizam animais no ensino médico. A substituição de animais por métodos alternativos chega a 71% em instituições de ensino superior da Itália. Além disso, 68% das escolas médicas norte-americanas não usam animais em cursos de farmacologia, fisiologia ou cirurgia. Só no último ano, nove universidades americanas inseriram seus nomes à lista daquelas que não utilizam mais animais (ver lista). As alternativas para substituição de animais vivos vão desde softwares (programas de computador) e bonecos até auto-experimentação, uso de animais quimicamente preservados e incorporação dos cursos básicos à prática clínica – quando o aluno passa a aprender com casos reais, em seres humanos, com supervisão rigorosa de médicos experientes.

C) MITO: Os cirurgiões brasileiros são os melhores do mundo porque praticaram em animais. Só serei um bom cirurgião se treinar em animais.
RESPOSTA: De acordo com o coordenador do curso e membro do Comitê de Ética da Medicina Veterinária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) - que não utiliza mais animais vivos para o ensino desde 2002 -, professor José Ademar Vilanova Junior, "No caso de o aluno optar por atuar profissionalmente com cirurgia, terá de buscar uma residência e se aprofundar na prática, sendo primeiro auxiliar. Na graduação, seja com animais vivos ou mortos, em qualquer universidade, não vai praticar mais que cinco cirurgias, o que é insuficiente para preparar por completo um cirurgião", Concluindo: não se pode avaliar se será um bom cirurgião pelo número de cortes que faz num rato ou coelho, fisiológica e anatomicamente diferentes dos seres humanos. Para a Dra. Odete Miranda, a continuidade da experimentação animal no País tem como principais motivos tradição e resistência a mudanças, desconhecimento de métodos substitutivos e atraso tecnológico: "O Brasil está quase dois séculos atrás de países europeus e dos Estados Unidos", garante.

D) MITO: Não usar animais prejudica o aprendizado.
RESPOSTA: "Nossa missão é formar médicos humanos, mais envolvidos com o paciente e sensíveis à dor do próximo. Evitar que o aluno seja coadjuvante da morte ou do sofrimento de animais melhora o aprendizado, pois elimina o estresse do sentimento de culpa, além de incentivar a valorização e o respeito por toda forma de vida . Isso certamente será refletido na relação médico/paciente após a formação acadêmica", afirma Dra. Nédia Maria Hallage, professora da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e membro do Comitê de Ética em Experimentação Animal.

O professor adjunto de urologia e um dos coordenadores do Laboratório de Técnica Operatória e Habilidades Cirúrgicas da UFRGS - que aboliu recentemente o uso de animais nas aulas de prática de técnica operatória no curso de medicina -, Milton Berger, 51, afirma que os alunos se sentem muito mais seguros para aprender."O novo método tranqüiliza. Muitos tinham pena de treinar em cães. Os simuladores são mais próximos ao corpo humano, além de acabar com uma série de implicações morais."

De acordo com o coordenador do curso e membro do Comitê de Ética da PUC/PR, professor José Ademar Vilanova Junior, para os estudantes da graduação, o ensino de modo algum é prejudicado. A disciplina de técnica cirúrgica da instituição , por exemplo, ministrada no terceiro ano, é uma das que substituíram a vivisseção pelo uso de animais mortos. Nas disciplinas de farmacologia e fisiologia, os animais foram substituídos por filmes e, nas de anatomia e patologia, por maquetes. Mais tarde, nos últimos anos de faculdade, os alunos terão contato com cirurgias e prática ambulatorial no hospital veterinário da instituição, com animais doentes de verdade. O atendimento é feito por um aluno, um residente e supervisionado pelos professores. "Desde as práticas clínicas, de patologia cirúrgica até diagnósticos, aprendem na rotina do hospital", diz o professor Marconi Farias.
(Fonte: InterNICHE)

O que você pode fazer?

Envie seu protesto para as universidades para que cessem o uso de animais e adotem métodos alternativos. Se você é estudante em um desses cursos, existe um dispositivo legal chamado objeção de consciência pelo qual você pode se recusar a participar de aulas com animais. Se todo mundo se recusar, a universidade vai ter que sair do século XVIII e chegar no século XXI rapidinho.

19 de abr. de 2008

Animais em laboratórios: a face sinistra da ciência

Eu vou inaugurar esse blog falando sobre o uso de animais em laboratório, já que essa semana no mundo inteiro se realiza campanhas de conscientização do sofrimento inútil de milhões de animais. A semana, chamada em inglês World Week for Laboratory Animals (inglês) começou ontem e vai até dia 26 de abril. Estima-se que globalmente 180 milhões de animais são usados em experimentos todo ano, embora essas estatísticas podem esconder animais não incluidos nos números oficiais, tais como pássaros, ratos e camundongos.

Existem várias organizações no mundo que trabalham para criar métodos alternativos a pesquisa animal. No Brasil, eu recomendaria uma visita ao website da Interniche, que faz parte de uma rede mundial de profissionais e estudantes de ciências biomédicas dedicados ao progresso no ensino.

O uso de animais em laboratórios é um dos exemplos mais aberrantes de especismo, quando a vida de um outro ser é vista apenas como um instrumento de interesse de um humano (aquele cientista que quer ganhar dinheiro de bolsa de pesquisa), e não da humanidade, como a ciência gosta de proclamar do alto de sua torre de marfim. A verdade é que não se pode extrapolar os resultados obtidos em organismos não humanos para os humanos. A organização Projeto Esperança Animal tem um texto que oferece um panorama bem claro da situação. Clique aqui para ler.

Agora, o que você pode fazer? O primeiro passo é buscar evitar remédios o máximo que puder. Tente usar a medicina preventiva baseada em ervas homeopáticas e uma alimentação a base de plantas. Assim você pode dar adeus a ganância das grandes farmacêuticas que transformaram o mundo em uma população de hipocondríacos, com enorme prejuízo para a saúde humana e ao custo de bilhões de vidas inocentes.

Você pode também evitar produtos de limpeza e beleza que fazem testes em animais. Aquele perfuminho importado que muita gente gosta e que causa o maior incômodo em elevadores em geral é testado em animais, para dar apenas um exemplo. Leia aqui uma lista de empresas brasileiras que testam em animais a serem boicotadas e outras que não testam. Valorize os esforços daqueles que poupam vidas inocentes. Você também pode agir junto ao Serviço de Atendimento ao Consumidor das empresas cujos produtos você usa. A Arca (Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal) tem uma iniciativa nesse sentido.

Você pode também assinar uma petição criada pelo Grupo pela Abolição do Especismo de Porto Alegre (GAE-PoA) direcionada ao Congresso Nacional. Existe também uma petição para acabar com testes em animais na Europa. Por favor assine-a também.

Assista a esse vídeo do Peta para ter uma idéia do horror dos laboratórios. O video é em inglês, mas as imagens bastam para entender que testar em animais é errado, é arcaico, é barbárico, é especista.




18 de abr. de 2008

Lobo Repórter, por amor dos animais

Para quem cresceu nos anos 80 como eu, o vegetarianismo já era um elemento arraigado na cultura geral, com muitas opções de restaurantes e 'self-services' servindo esse tipo de dieta. Como muita gente dessa geração, eu permaneci um semi-vegetariano durante muito tempo, evitando carne vermelha mas me permitindo um pouco de 'carne branca' (peixe e galinha) aqui e ali. Felizmente eu nunca gostei de leite ou ovos.

E assim os anos se passaram, e o movimento orgânico surgiu, quando eu já estava vivendo em Londres na década de 90. Através dele, eu adquiri uma consciência maior em relação à comida e ética de consumo. Produtos não testados em animais foram disponibilizados para o público (pelo menos no caso da Inglaterra) e a questão dos direitos de animais vistos apenas como 'comida' foi se tornando uma questão impossível de evitar.

Mas... também como muita gente, eu preferia virar a cara das imagens que mostram a verdadeira face daquela carne cosmeticamente embalada em supermercados. Realmente não é fácil testemunhar tanto pavor e dor. Mas encarar é preciso porque foi somente quando eu o fiz de olhos e coração abertos que eu consegui realmente tomar a melhor decisão da minha vida.

Eu conto essa estória para ressaltar a importância de se mostrar as imagens que revelam sem censura as atrocidades sofridas por criaturas sem crime nas mãos da ganância e indiferença humana. E também para dizer que todo mundo pode fazer algo pelos animais, sendo o primeiro passo deixar de consumí-los.

Não há como esquecer olhar de desespero do boi, do porco, da galinha e de outros animais de 'produção' quando chega a sua hora. Para mim, a escolha foi a seguinte: permanecer indiferente ao sofrimento dos nossos companheiros de planeta por conta de comodidade e prazer seria sacrificar a minha própria humanidade, que deve ser definida pela compaixão.

Não existe produto animal que não venha carregado de sofrimento: carne vermelha, carne branca, peixe, leite, ovo, mel, produtos de limpeza e estética, o uso de animais para tração, entretenimento e as muitas outras formas de escravização dos não-humanos, tudo carrega a marca da crueldade, da dor e da barbárie. Eu espero que futuras gerações olharão para esses crimes da humanidade com o mesmo horror que hoje contemplamos a escravidão, a queima de bruxas na fogueira e outros atos que em seu tempo também eram naturalizados pela legalidade injusta e distorcida por interesses egoístas.

Lobo Repórter (LR) faz parte dos meus esforços de colaboração com a causa abolicionista, e trará comentários sobre notícias publicadas na mídia, divulgação de ações específicas, eventos, campanhas, promoção da filosofia vegana e um pouco de humor e cultura. Esse blog é também uma plataforma de aprendizado e aprofundamento sobre esse projeto que cresce no mundo inteiro. Como escritor, essa é uma oportunidade única de dizer uma verdade que precisa ser difundida e vivida por toda a sociedade.

Eu espero aqui poder inspirar àqueles sentados em cima do muro a dar o pulo para o lado da vida que exclui a crueldade contra animais. E, principalmente, eu espero dar voz àqueles que nesse momento estão trancados em jaulas, aterrorizados, a mercê de pessoas que não reconhecem sua sensciência, sendo negados qualquer oportunidade de expressar sua natureza, tendo sua dignidade, integridade física e liberdade fatalmente violadas. É a esses seres que precisam de nós pouco mais do que o direito de ser que eu dedico esse trabalho.